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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

Entrevista da ATRP ao TopMáquina

por Pedro Caprichoso, em 26.02.15

Temos o prazer de publicar em baixo a entrevista da ATRP ao TopMáquina no âmbito da nossa participação nos Campeonatos do Mundo de Trail:

 

Há quanto tempo corres?

Desde sempre. Mal saí dos testículos do meu pai, foi uma correria desgraçada até ao óvulo da minha mãe. Foi a primeira e única corrida que ganhei até hoje.

 

O que te atraiu no Trail Running?

Não sei o que é isso. Não falo Inglês. Do que eu gosto mesmo é de correr no monte. Gosto de correr no monte por duas razões: (1) porque gosto de correr; e (2) porque gosto do monte.

 

Como é a tua época e o teu plano de treinos?

A minha época é dividida em 3 ciclos: o ciclo hidrológico (porque é a hidratação é muito importante), o ciclo da vida (porque é fundamental estar vivo para treinar) e o ciclo menstrual (porque a minha disponibilidade para treinar está subordinada às hormonas da minha senhora). Quanto ao meu plano de treinos, este é baseado no meu Mapa Astral. Por exemplo: quando Júpiter está com ascendente em Saturno, faço séries; quando Marte está na Casa 7, faço treinos longos; quando Plutão está com ascendente em Tesão, baldo-me aos treinos e faço amor apaixonado com a minha senhora.  

 

Segues uma dieta específica? Tomas suplementação?

Sim e sim. Especificamente, como tudo o que me meterem à frente. Quanto à suplementação, como-a se não tiver espinhas. Tenho medo de me engasgar.

 

Fazes cross-training?

Sim. Para além de fazer amor apaixonado com a minha senhora, treino sempre com uma “cross” ao pescoço. Sou uma pessoa muito religiosa e nunca saio de casa sem o cruxifixo de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Qual o tipo de provas de que mais gostas?

Provas de vinho, queijo, presunto e roupa interior comestível.

 

Qual te marcou mais?

Sem qualquer dúvida, a Maratona de Provas de Roupa-Interior-Comestível – Ermesinde 2012. Foram 14 horas seguidas a servir de modelo de roupa interior comestível. Marcou-me porque fiquei com as nalgas todas marcadas pelos dentes dos provadores.

 

Fazes mais provas em Portugal ou no Estrangeiro?

No estrangeiro. Nomeadamente na Madeira e nos Açores.

 

Quais os teus próximos objectivos desportivos?

Tenho 2 objectivos a curto prazo: o primeiro é bater o meu recorde pessoal na Légua Nudista com a tenda armada; o segundo é participar na “Colour Run” com uma caçadeira de canos cerrados e limpar o sebo a todos os anormais que me atirarem farinha à cara.

 

Como encaras a tua participação nos Campeonatos do Mundo de Trail?

Com uma perna às costas.

 

O que é para ti a ATRP?

Uma sigla.

 

Que benefícios retiras de pertencer à Associação?

Para mim, são três os principais benefícios que retiro por pertencer à ATRP: não pagar impostos, andar de graça nos transportes públicos e estacionar nos lugares destinados aos deficientes. Dá-me muito jeito.

 

O que pensas deveria ser melhorado no Trail em Portugal?

Não percebo a pergunta. Penso que está mal formulada. Falta um “que” algures.

 

Qual pensas que deveria ser o papel da ATRP?

Penso que a ATRP não se deveria limitar a um só papel. Antevejo pelo menos 3 papeis para a ATRP: o papel de vilão, o papel de parede e o papel autocolante. Todos menos o papel comercial, pois estamos a ver as chatices que isso deu no BES.

 

Qual a tua opinião acerca dos Circuitos Nacionais?

A minha opinião sobre os Circuitos Nacionais é, em geral, positiva. Só acho mal que sejam disputados em circuito e em território nacional. Seria muito melhor se fossem disputados no estrangeiro em curto-circuito. De preferência em cenários de guerra. Ultra-Trail da Crimeia – o que vos parece?

 

Tens alguma sugestão de melhoria?

Sim. A minha sugestão passa por harmonizar o valor das inscrições das provas. As Organizações estabelecem actualmente o valor que bem entendem – e isso tem de acabar. A harmonização seria conseguida através da indexação do valor das inscrições ao preço da gasolina sem chumbo 98 de acordo com a seguinte fórmula matemática: [km da prova] X [preço da gasolina]. Exemplo: Valor da inscrição no UTSM = 100 X 1,578 = 157,8€.

 

Como encaras a integração do Trail enquanto modalidade do Atletismo?

Mal. Pois acho que o Trail tem mais em comum com o Curling do que com o Atletismo. Senão vejamos: no Trail temos atletas vassouras e no Curling usam-se vassouras. A meu ver, faria por isso mais sentido integrar o Trail enquanto modalidade do Curling.

 

Como vês o desenvolvimento do Trail a nível Nacional?

Com maus olhos.

 

Como vês o desenvolvimento do Trail a nível Internacional?

Com 3 graus de miopia.

 

Conheces o trabalho da ITRA? O que pensas desse trabalho?

Sim. Penso que o ITRA – Instituto de Turismo Rural do Alandroal – tem efectuado um excelente trabalho de promoção além-fronteiras da cultura, gastronomia e recursos naturais dessa bela localidade alentejana.

Antevisão do Ultra Trail de Conímbriga – Terras de Sicó

por Pedro Caprichoso, em 25.02.15

Com partida às 00h00 de sexta para sábado, os atletas terão de vencer 111km, 3200m D+, 10 postos de abastecimento, uma noite em claro e um empeno de proporções bíblicas. Haverá 2 “bases de vida”: uma ao km 50 e a outra ao km 93. Nestas bases, os atletas terão de fazer “prova de vida” para poderem continuar em prova. A prova de vida implica beber uma mini de penalti e depois fazer o 4, fazer o pino, tocar com o indicador no nariz de olhos fechados e enumerar os Reis de Portugal por ordem cronológica. Quem falhar é desqualificado.

 

A novidade deste ano no Sicó passa pelo alojamento. As Câmaras Municipais de Coimbra e Condeixa-a-Nova disponibilizarão, respectivamente, o Pavilhão Gimnodesportivo de Condeixa e o Portugal dos Pequeninos para pernoita dos atletas. No entanto, apenas os atletas masculinos com menos de 1m70 e as atletas femininas com menos de 1m60 terão alojamento gratuito no Portugal dos Pequeninos.

 

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Mas nem só de corrida vive a VI edição do Ultra Trail de Conímbriga – Terras de Sicó. Após o briefing, será exibido, em ante-estreia, o episódio piloto da série infanto-juvenil «Maquinetta». A série de televisão co-produzida pela ATRPTV, Disney, Eurosport e o Discovery Channel servirá de motivação aos Ultras, que partirão para os 111km às 00h00.

 

Mas há mais: no Sábado, dia 28/02, realizar-se-á a cerimónia de entrega de troféus dos Circuitos Nacionais de Trail 2014. Todos os “brilhantes finalizadores” do circuito nacional de Trail terão direito a prémio na referida cerimónia. O regabofe terá lugar na Pousada de Condeixa, com início às 21h. Mais informações sobre o Dress Code exigido pela ATRP aqui.

  

Segundo fontes próximas da ATRP, o TopMáquina está já hoje em condições de avançar com os vencedores das categorias mais importantes dos Óscares do Trail.

 

Melhor Caloiro:

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 [Ricardo Silva – que começou a fazer Trail há exactamente um ano.]

  

Melhor Beijo:

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  [José Féteira e Cristina Couceiro]

  

Melhor Foto:

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 [Telmo e as vacas.]

  

Melhor Atleta de 6 patas:

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 [Missy TrailLab e respectivo dono]

 

 Atletas mais sexys:

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 [Rui Luz e TuXa]

  

Melhor Queda:

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 [Atleta desconhecido]

  

Melhor Lesão:

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 [Joel Martins e a sua mão gigante]

Amor em 4 patas

por Pedro Caprichoso, em 24.02.15

O meu cão chama-se Farrusco e está apaixonado pela Missy TrailLab. A pedido dele, publico em baixo a carta de amor que ele escreveu à Missy.

 

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Pedro Rodrigues detido por suspeita de terrorismo

por Pedro Caprichoso, em 23.02.15

Depois de Ester Alves, foi agora a vez de Pedro Rodrigues arranjar problemas com as autoridades. Todos sabemos que o Pedro foi passar o dia dos namorados a Paris com a sua cara-metade. O que a opinião pública desconhece é que o Pedro – também ele agente da autoridade – foi detido pela Polícia parisiense durante a sua estada na capital francesa. O caso foi abafado pela PSP e ATRP para não prejudicar a carreira do atleta. Acontece que o verbo “abafar” não faz parte do dicionário do TopMáquina. Nós fazemos o contrário de abafar. Nós desabafamos.

 

Vejam bem a pancada do rapaz: como em Paris não há monte, o atleta da Juventude Vidigalense resolveu ir treinar para a Torre Eiffel. Com 324m de altura, o Pedro pretendia subi-la 10 vezes (perfazendo 3.240m D+) em preparação para o seu próprio objectivo – o Madeira Island Ultra Trail. No entanto, à oitava subida, um adepto de Trail francês confundiu-o com o Carlos Sá – o Pedro utiliza uma mochila idêntica à do Carlos – e exclamou à sua passagem: «Tu es une bombe!» Que em português é o equivalente a dizer: “És uma Máquina!”.

 

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Com os atentados de Paris ainda frescos na memória de todos, gerou-se o pânico entre os franceses assim que a palavra “bomba” lhes chegou aos ouvidos. Alertadas as autoridades, as suspeitas de terrorismo confirmaram-se no momento em que a Polícia se deparou com a figura do Pedro na base da Torre Eiffel. Devido ao frio que se fazia sentir, o atleta trajava calças de lycra e os agentes logo lhe deram ordem de prisão.

 

“Ninguém tem pernas assim. São dois troncos. Desconfiámos, por isso, que ele transporta algo por dentro das calças. Acreditávamos que estavam armadilhadas. Mas estavamos enganados. Tudo não passou de um equívoco, afirmou mais tarde o Comissário da Policia francesa aos microfones da AlJazeera Sports.

 

E quando a Polícia já se preparava para libertar o atleta natural da Lousã, a sua namorada estragou tudo ao vir a público confirmar as suspeitas de terrorismo: "Agora que penso nisso, faz sentido que ele seja terrorista. Depois dos Trilhos dos Abutres, o Pedro deixou crescer a barba, deixou de beber álcool, começou a frequentar a Mesquita de Lisboa e ofereceu-me uma burca no dia dos namorados."

 

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O Pedro ficou mais de uma semana nos calabouços da Polícia à conta das declarações da sua “pituchinha”. Segundo fontes próximas do casal, a Ana não gostou do presente que o Pedro lhe deu no dia de São Valentim – ela queria umas Bushido e ele deu-lhe umas Trabuco – e esta foi a forma que ela encontrou de ser vingar dele. Embora molestado no chilindró por um Argelino de 120kg, o Pedro já perdoou a Ana. Mais importante do que isso: já lhe comprou as Bushido.

 

O Pedro entretanto já regressou a Portugal com um andar novo. Eis a merecida recepção que o Pedro teve na sua terra Natal:

 

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Rui Patrício no Trail da Frangueira

por Pedro Caprichoso, em 23.02.15

Rui Patrício realizou ontem a sua primeira prova de Trail. O guarda-redes do Sporting pensava que o jogo frente ao Gil Vicente era fora de casa e deslocou-se a Barcelos no Domingo de manhã. Quando um funcionário do Estádio Cidade de Barcelos lhe disse que o jogo era em Alvalade, Patrício ficou pior do que estragado:

 

– Não pode ser! O meu Presidente disse-me que o jogo era em Barcelos e que o Autocarro estava avariado. Por isso é que vim no meu próprio carro.

 

– Se não fosse a grande exibição que fizeste contra o Belenenses, diria que o teu Presidente não quer que jogues hoje contra o Gil Vicente. – retorquiu o funcionário do clube de Barcelos em tom irónico.

 

– Sim, não dá para perceber. Seja como for, eu não fiz 370km para nada. Ainda por cima, o jogo em Alvalade é só logo à noite. Diz-me uma coisa: o que há para fazer aqui em Barcelos?

 

– Bem, a esta hora ainda vais a tempo de participar no Trail da Frangueira – que é o único evento desportivo que hoje tem lugar em Barcelos – e depois podes almoçar um franguinho de churrasco ali na «Tasca do Zé do Frangos.» A Sagres Mini na Tasca do Zé está a 50 cêntimos. É de aproveitar.

 

– Boa ideia. Vou fazer isso. Eu adoro frango e Sagres. Obrigado, amigo. – agradeceu Patrício.

 

Assim que Rui Patrício chegou à fala com a Organização e demonstrou a sua vontade de participar no Trail da Frangueira, estes imediatamente retiraram o ceptro de Padrinho da prova ao José Faria e deram-no ao guarda-redes do Sporting:

 

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Keanu Reeves dá corpo a André Rodrigues no Grande Ecrã

por Pedro Caprichoso, em 20.02.15

Hoje é comum vermos atletas da elite mundial protagonizarem anúncios, vídeos e mesmo filmes. Todos conhecemos a Série Summits of my Life de um tal de Kilian Jornet e o filme Unbreakable: The Western States 100 (featuring Anton Krupicka, Hal Koerner, Geoff Roes e um tal de Kilian Jornet).

 

André Rodrigues não anda a dormir e já anunciou que será lançada uma longa-metragem sobre a sua vida – o chamado biopic. No entanto, ao contrário dos demais, o André não participará no filme. O atleta de Arganil será interpretado por uma estrela de Hollywood. E que melhor actor para dar corpo a André Rodrigues do que Keanu Reeves? São a cara chapada um do outro!

 

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André Rodrigues gozado pela Powerade

por Pedro Caprichoso, em 19.02.15

Rui Patrício não é o único desportista vítima de uma marca de bebidas. Depois da Sagres gozar com o frango sofrido pelo guarda-redes do Sporting, é agora a vez da Powerade gozar com André Rodrigues por este ter sido mordido por um bicho-do-pinheiro no Trail do Centro Vicentino da Serra.

 

A Powerade aproveitou-se do acidente ocorrido com o André para lançar um anúncio com o slogan: «Powerade – A bebida que mata o bicho da sede.»

 

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Os fãs do atleta de Arganil é que não acharam muita piada e já decretaram um embargo à Powerade. No Twitter tornou-se viral a publicação de fotos dos fãs a beberem Isostar, acompanhadas pelo seguinte comentário: “Tenham vergonha. Que falta de respeito. É por isso que bebo Isostar.”

 

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A Powerade justificou-se a respeito do anúncio onde parodiava com André Rodrigues, sublinhando que pretendia apenas fazê-lo de forma "imparcial e até cómica", mas sem "ferir susceptibilidades". Desta forma, a marca que patrocina a Selecção Nacional de Trail pediu desculpa ao atleta, aos seus fãs, à Juventude Vidigalense e à ATRP. Leiam o comunicado da Powerade na íntegra:

 

"O anúncio que tem gerado tanta discussão faz parte de uma série de anúncios que iríamos lançar até ao final da presente época, e pretendiamos fazê-lo de forma descontraída, imparcial e até cómica. Fosse qual fosse o clube, fossem quais fossem os intervenientes.

 

Compreendemos que o Trail mexe profundamente com emoções e por isso compreendemos que o conteúdo do anúncio tenha sido considerado ofensivo por algumas pessoas. Reiteramos o nosso ponto de vista e as nossas desculpas ao atleta André Rodrigues, aos seus fãs, à Associação de Trail Running de Portugal e à Juventude Vidigalense.

 

Retirámos o anúncio não para o esconder. Sabemos bem que uma vez publicado nunca o deixará de estar. Retirámo-lo porque não pretendemos ferir as susceptibilidades de nenhum adepto de Trail.

 

Somos também nós adeptos de Trail. Somos também nós que estamos com os clubes, a selecção e os atletas nos bons e nos maus momentos. Somos e seremos, convosco, Trail."

A foto que fundou o TopMáquina

por Pedro Caprichoso, em 19.02.15

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Iniciei-me no Trail por causa desta foto. Sem esta foto não havia TopMáquina. O Nuno Silva e o Pedro Marques são, portanto, os co-fundadores do melhor blog de Trail do planeta Terra e arredores. Dito isto, se o teu chefe te apanhar a ‘mijar a rir’ durante o expediente enquanto lês o TopMáquina, não te esqueças que a culpa é do Nuno Silva e do Pedro Marques. Se forem despedidos, tirem satisfações com eles.

 

Corria o ano da graça de 2011 quando me deparei com a foto acima publicada. Nela apareciam 2 desconhecidos a ganharem de mãos dadas uma prova de 70km na Serra da Freita. Confesso que isso mexeu comigo. Fiquei emocionado e as lágrimas vieram-me aos olhos. Na altura vivia na Tunísia e mostrei a fotografia ao Mouro que trabalhava comigo:

 

“Abdullah, olha para isto: estes 2 gajos fizeram 70km numa Serra próxima da aldeia onde nasci. Só é pena que tenham acabado de mãos dadas, pois isso é um bocadinho abichanado. Para o ano tenho de fazer esta prova. Der por onde der.”

 

Dito e feito. Em 2012, depois de ter regressado a Portugal, fiz a minha primeira prova de Trail – o Ultra Trail Serra da Freita, com os seus 70km e 4200 D+. Muitos chamaram-me maluco. Muitos riram-se na minha cara. Muitos aconselharam-me a fazer a prova mais curta. Muitos desses comentadores de sofá não conseguem correr 2 km seguidos.

 

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A verdade é que cheguei ao fim. Sou finisher! Que é o mesmo que ser ‘terminador’, mas em inglês. Pensei em desistir umas 16 vezes, tantas quantas as quedas que sofri durante a prova. Mas não desisiti. Cheguei ao fim ao cabo de 11h30. Por essa altura, já o Luís Mota tinha tomado duche, dado 3 entrevistas e enfardado 5 bifanas.

 

Tive um ataque depois da prova – comecei a tremer como varas verdes e não sabia por quê –, fiquei o dia seguinte de cama e o dia a seguir (ao seguinte) sem me poder mexer. Valeu a pena? Claro que não. E a culpa é toda do Nuno Silva e do Pedro Marques. Foram eles que m’apegaram o bichinho do Trail. Neste momento podia estar a ver gajas boas na net e, em vez disso, estou a escrever sobre gajos de mão dada. Jamais vos perdoarei.

ELOGIO ÀS MULHERES DO TRAIL

por Pedro Caprichoso, em 17.02.15

Não é segredo para ninguém que os melhores atletas nacionais recorrem ao TopMáquina como fonte de inspiração para as suas carreiras desportivas. A Ester Alves é uma dessas atletas. Relembro que este blog aconselhou a Ester a encarar as provas à geral:

 

“Uma vez que ainda não há muitas mulheres a fazerem Trail em Portugal, aconselhamos a Ester a começar a encarar as provas à geral. No estrangeiro a história é outra, porque a competição é forte. Mas em Portugal há que encarar os homens como o sexo fraco – e derrotá-los sem piedade.”

 

O TopMáquina aconselhou e a Ester anuiu em consonância. Exemplo disso é a última proeza da atleta de Vila do Conde. Ester ganhou o Santo Thyrso Ultra Trail entre as mulheres e alcançou a 9.ª posição à geral. A treinar. Fosse a sério e lutaria pelo pódio à geral. Há dúvidas?

 

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Apenas 8 homens ficaram à frente da Ester e as desculpas não tardaram. Uns dizem que fizeram a prova em treino. Outros dizem que haviam feito os Abutres, esquecendo-se de que a Ester também os fez. Outros montam o cavalo do cavalheirismo e dizem-se cavalheiros: “É falta de educação ultrapassar uma mulher. As mulheres primeiro”, defendem eles. Pelos vistos, o Nuno Silva não partilha esta opinião. Outros – ainda assim os mais honestos – dizem que preferem correr ao lado de uma mulher bonita do que ultrapassá-la e fazer um bom lugar à geral. Tudo treta. Tudo desculpas esfarrapadas.

 

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Não vamos cair no facilitismo do feminismo pacóvio e dizer que “As mulheres são melhores do que os homens”. Não são. Nem melhores, nem piores. São diferentes. A verdade, porém, é que o desporto em nada beneficia o sexo feminino. Em comparação com os homens, as mulheres são fisicamente mais fracas, exibem uma menor coordenação motora, correm menos riscos e tendem a ter mais problemas metabólicos.

 

O meu elogio a estas mulheres tem justamente a ver com os impedimentos atrás enumerados. São estes impedimentos que dão mérito ao seu esforço. Tal significa que uma mulher tem de se esforçar muito mais do que um homem para alcançar um resultado equivalente. As elas, portanto, tiro-lhes o chapéu.

 

A única vantagem do sexo feminino em relação ao masculino tem a ver com a sua reconhecida resiliência e tolerância à dor, daí que elas se aproximem deles à medida que a distância aumenta: quanto mais longe, mais hipótese elas têm de ganhar. Mas já viram? A sua única vantagem é o sofrimento. A sua força fá-las sofrer. Duras.

 

Homens, posto isto não se esqueçam do seguinte: sempre que numa prova forem ultrapassados por uma mulher, não pensem que ela é melhor do que vocês. Ela não é melhor do que vocês. Ela é MUITO melhor do que vocês.

 

Como diz uma amiga de uma amiga de uma prima minha: eu gostava é de vos ver parir pela pilinha!

Em defesa dos Abutres

por Pedro Caprichoso, em 14.02.15

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Já lá vão duas horas sobre a leitura deste texto, e estive na dúvida se devia ou não escrever estas linhas. Optei por escrevê-las para ficar de bem com a minha consciência.

 

1.

Quem ouviu “bons rumores do Trail dos Abutres e sua Organização”, por certo também ouviu que os Abutres é uma das provas mais duras e técnicas do calendário nacional.

 

2.

Vou emitir um simples facto: houve alterações ao percurso. Não se trata de uma opinião. É um facto. Um facto confirmado por colegas de equipa que treinam regularmente na zona. Dizer que uma Organização é mentirosa baseado numa opinião é feio. Assim como é feio colocar aspas em “Organização”. Se o objectivo é insinuar que a Organização não foi organizada, que tal chamar os bois pelos nomes? Para memória futura: o antónimo de Organização é Desorganização.

 

3.

Mesmo que o percurso não tenha sido alterado e o atraso tenha apenas servido para que o caudal das ribeiras ficasse mais “calmo”, não vejo onde está o problema. O problema era o elevado caudal das linhas de água que impedia a sua transposição – e esse problema ficou resolvido com o adiamento da partida em 2 horas. O que interessa, pois, se tal resultou da alteração do percurso ou da diminuição natural do caudal? Que eu saiba ninguém ficou barrado pelos obstáculos impostos pelo percurso. Muitos ficaram barrados, isso sim, por não terem conseguido fazer os primeiros 29km em menos de 5h30. Não é demais referir que a referida barreira horária vem escarrapachada no regulamento da prova.

 

4.

A salvaguarda dos atletas e a salvaguarda da organização são a mesma coisa. Não vejo como é que as 2 coisas são mutualmente exclusivas. Não são. Se um atleta sofre um acidente, isso reflecte-se necessariamente na Organização – e, em termos de imagem, pouco importa se esta foi ou não responsável pela sua ocorrência. Dito isto, é evidente que o barramento dos atletas serve para acautelar a Organização. Qual é o espanto? Relembro, porém, que ninguém podia impedir os atletas desclassificados de continuarem e chegarem ao fim – as fitas continuaram lá e o monte é de todos. Se os atletas acham que foram injustamente barrados, se acham que ainda estavam em condições físicas de continuar e se o objectivo é pessoal e não competitivo – como acredito que seja para o pessoal da segunda metade do pelotão – então por que é que não continuaram? Só porque não apareceriam na classificação final e não ganhariam o brinde de finisher? Só por isso?

 

5.

Se os limites de tempo fossem permeáveis à condescendência das Organizações, que sentido faz estabelecer limites de tempo in the first place? Se os limites de tempo forem susceptíveis de alteração em tempo real, de maneira a incluírem todos os atletas, mais vale não existirem limites de tempo. Para quê? Da mesma forma, que sentido faz estabelecer um limite de tempo baseado num determinado percurso se esse percurso for susceptível de ser alterado em tempo real? Uma coisa é haverem percursos alternativos e essa alteração ser comunicada aos atletas antes da partida; outra coisa é alterar os percursos em tempo real em prejuízo da justiça desportiva. Pois se a alteração do percurso em tempo real é irrelevante para os atletas de pelotão, o mesmo não se aplica aos atletas que lutam pela classificação geral.

 

6.

Não se esqueçam disto: as provas são para competir. As provas não são para fazer com que o maior número de atletas cheguem ao fim. O mais importante – seja no atletismo, no ciclismo ou no jogo do berlinde – é competir. As provas são feitas para competir. É que se o objectivo não é competir, quanto mais não seja com nós próprios, então para que raio pagar a inscrição, deslocação, alojamento e ir às provas? Não faz sentido. Nesse caso, mais vale ficarmo-nos pelos convívios de fim-de-semana com os amigos – os “Free Runs”, como agora se chamam.

 

7.

O clima faz parte do Trail. O clima não é desculpa. O mau tempo faz parte da montanha. A gestão da forma como se corre à chuva, ao frio e com lama está ao mesmo nível da gestão do esforço e da alimentação. Faz parte. Há gente que ainda não percebeu isto. Há gente que encara o Trail como se fosse Ténis. No Trail não dá para fechar a cobertura quando começa a chover.

 

8.

Os atletas são adultos, vacinados e responsáveis por si mesmos. Por que raio é que uma organização deve ser responsável pela maluqueira de seres maiores e vacinados? Relembro-vos – em nome do pai, do filho e do espírito santo – de que não estamos a falar de crianças, mas de adultos. E – por amor do santíssimo – não estamos a falar de Alta-Montanha, tipo Alpes ou Pirenéus, mas de Serras e Montes do nosso Portugal. É que nem há comparação possível. Posto isto, quem impediu os atletas (que se queixam da perigosidade do percurso) de desistirem? Se acham que a sua integridade física estava em risco, por quê continuaram? Os Abutres ainda assim não são a Freita, onde se passam horas e horas sem se ver viva alma. Nos Abutres, quem queria desistir teve inúmeras oportunidades de fazê-lo em zonas perfeitamente acessíveis aos meios de socorro.

 

9.

Há gente que fala como se fosse possível ter voluntários e meios de socorro a cada curva. Não é. E por não ser é que os atletas levam às costas o tal material de socorro e emergência: apito, manta térmica, telemóvel. Mais: se a tal atleta usou o apito e foi socorrida pelos bombeiros, o que é que correu mal? É justamente isso que é suposto acontecer.

 

10.

De que forma é culpa da Organização que alguns atletas tenham supostamente atalhado nos últimos quilómetros? Querem ver que as Organizações também são responsáveis pela desonestidade dos atletas? Ou será que é praticável controlar o respeito dos atletas pelo percurso em toda a sua extensão? Teríamos de ter um juiz a cada curva do percurso.

 

11.

Da mesma forma, de que forma é culpa da Organização que alguns atletas fiquem 30 minutos no duche e deixem os outros sem água quente? Todos sabemos que muita gente usou e abusou da água quente para lavar os ténis e equipamento. Basta ver o estado em que ficaram os balneários.

 

12.

Desafio o Zé a organizar uma prova mais dura, com um grau de dificuldade maior e com riscos quase nulos. Mais: desafio-o a organizá-la na Serra da Lousã, no mesmo dia dos Trilhos dos Abutres, para depois tirarmos a prova dos nove. Depois veremos quantos Rambos e quantos Rambinhos se apresentarão à partida da prova do Zé. Estou certo que dará para formar um batalhão.

 

13.

Por fim, por favor concretize: quais são essas organizações, ditas amadoras, que se comportam de forma mais profissional do que os Abutres? Quero saber. Estou curioso.

Mijar em Andamento

por Pedro Caprichoso, em 13.02.15

Nos Trilhos dos Abutres testei uma nova técnica que me permite mijar em andamento. Perde-se muito tempo a mijar durante as provas – e isso de parar para mijar é coisa de ciclistas. Todos os segundos contam e, graças à minha nova técnica, poupei cerca de 45 segundos durante os Abutres. Só é pena não existirem fotografias para registar esse momento para a posteridade. Fez-se história nos Abutres – e nem uma foto!

 

A técnica “pissing running” foi um sucesso nos Abutres, pelo que agora estou em condições de revelar-vos o meu segredo. Para executar correctamente esta técnica é necessário o seguinte material:

 

1. Calções à homem:

 

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 2. Fotografia da Angela Merkel nua:

 

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3. Uma pilinha (as meninas que me perdoem, mas esta técnica não funciona com um pipi):

 

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Procedimento: mal vos surja a vontade de aliviar a tripa, saquem da mochila de hidratação a fotografia da Angela nua, aguardem até que a pilinha fique hirta e firme como uma barra de ferro, saquem a barra de ferro pela lateral dos calções à homem e façam xixi de jacto. Atenção: a pilinha tem obrigatoriamente de estar hirta e firme como uma barra de ferro. Caso contrário, o xixi vai esborripichar e vais molhar-te todo. Sim, acabei de inventar uma palavra: "esborripichar".

 

A única desvantagem desta técnica é o risco de chegarem a um posto de abastecimento com a tenda armada.

 

Estou igualmente a trabalhar numa técnica para cagar em andamento, mas em relação a isso não quero revelar pormenores. Ainda está em fase de desenvolvimento.

As 50 sombras de Trail

por Pedro Caprichoso, em 12.02.15

Estreia hoje, envolto em polémica, o filme baseado no romance As Cinquenta Sombras de Trail.

 

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As Cinquenta Sombras de Trail é um romance sadomasoquisto-desportivo do autor português Rui Pinho – também conhecido pelo seu blog Tripas e Nortadas. Publicado no segundo semestre de 2013, As Cinquenta Sombras de Trail já vendeu mais de 100 milhões de livros em todo o mundo, ultrapassando em Portugal os bestsellers Harry Potter e Código Da Vinci. Este é o primeiro livro de uma trilogia que está sendo apelidada pela crítica como "Pornografia para Trailers". Disponível em 47 países, o livro foi publicado em Portugal pela Editora “Líbido Positivo”.

 

A história gira à volta da relação atribulada entre um veterano do UltraTrail (Máquina Fonseca da Silva) e uma virgem do Trail (Vanessa Pato Bravo). A jovem atleta de estrada frequenta a Faculdade de Desporto e conhece Máquina quando esta o entrevista para o Jornal da Universidade. Máquina é dominador e pretende que Vanessa seja sua submissa, exercendo sobre ela todo o tipo de controlo pessoal, sexual e desportivo. Ao contrário do que seria de esperar, a jovem não se deixa amedrontar pelo quarto de “diversão” de Máquina, onde este guarda os seus objectos sadomasoquistas. A saber:

 

  • Paredes repletas com fotografias explícitas de entorses, bolhas e assaduras – para criar ambiente;
  • 5 Bidons de Lama da Serra da Lousã – para os preliminares;
  • Bastões aguçados – para açoitar e chuçar;
  • Carqueija da Serra da Freita – ideal para esfoliar à bruta;
  • Vaselina Pacu – o nome diz tudo;
  • Preservativos Comprex;
  • Buffs para vendar as vítimas;
  • Frontais de 1.500 lumens em forma de Dildo;
  • E uma panóplia gigantesca de cremes antifricção.

 

Vanessa aceita entrar no jogo de Máquina até que as coisas começam a ficar mais sérias – e ele obriga-a a participar no Ultra Trail Serra da Freita. A trama desenrola-se em Arouca, num Chalé da Serra da Freita. Em meio luxuoso, Vanessa descobre através de Máquina o mundo secreto do UltraTrail Sadomasoquista, repleto com pormenores de bondage, sadismo, masoquismo, exibicionismo e assaduras no rêgo do rabinho.

 

Em 2014, o autor Rui Pinho foi considerado pela revista “Time to Run” como umas das 100 pessoas mais influentes no mundo do Trail.

Super Zé-Povinho Atleta

por Pedro Caprichoso, em 11.02.15

A revista Runner’s World faz hoje capa com a descoberta de uma nova espécie de atleta. Trata-se do Superium Zé-Povinho Atletium (nome cientifico) ou Super Zé-Povinho Atleta (nome comum).

 

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Após um aprofundado estudo antropológico, os investigadores da Universidade de Miranda do Corvo chegaram à conclusão de que o Super Zé-Povinho Atleta é em tudo parecido com o "normal" Zé-Povinho Atleta. A única diferença é que o primeiro leva-se muito mais a sério e caga-se muito mais do que o segundo. É um super cagão.

 

Enquanto o Zé-Povinho Atleta escarrapacha nas redes sociais todos os seus treinos, quilómetros percorridos, desnível vencido, calorias gastas e fotos das provas, o Super Zé-Povinho Atleta vai mais longe. O Super Zé-Povinho Atleta identifica-se nas fotos dos fotógrafos, descarrega-as, republica-as na sua cronologia, identifica-se nas fotos republicadas e depois partilha as fotos uma por uma – e o Zé-Povinho Atleta normal que mame a bucha!

 

Perante esta revolucionária descoberta científica, o Facebook e a Google anunciaram que vão introduzir uma nova aplicação no sentido de permitir ao Super Zé-Povinho Atleta publicar as suas fotos em outdoors e rotundas do nosso Portugal. Por apenas 69,99€, o Super Zé-Povinho Atleta poderá assim ver as suas fotos publicadas no Google Maps em modo Street View. Desta forma, nós – Zé-Povinhos Atletas normais – poderemos admirar os Super Zé-Povinho Atletas sempre que pesquisarmos as direcções para o Motel mais próximo do nosso local de trabalho com vista a darmos a queca da hora de almoço.

 

Para além das características supracitadas, o Super Zé-Povinho Atleta foi observado a identificar-se em fotos nas quais aparece como emplastro, em segundo ou terceiro plano. Ainda por observar no meio selvagem estão aqueles Super Zé-Povinho Atletas que editam as fotos e adicionam-lhes setas de maneira a certificarem-se de que nós os conseguimos identificar nas mesmas. Como exemplo, eis o Super Zé-Povinho Atleta Pedro Caprichoso:

 

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III Trail de Santa Luzia

por Pedro Caprichoso, em 09.02.15

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Disputou-se ontem o III Trail de Santa Luzia. Considerada como uma das capitais do Trail Nacional, Viana do Castelo acolheu uma prova de nível internacional. A armada espanhola invadiu o Monte de Santa Luzia e fez um brilharete. Nuestros hermanos não deram hipótese à concorrência, metendo 4 atletas no Top 5 e 8 no Top 20 – isto sem contar com o José Capela, que fechou o Top 20 e, pelo tempo que passa nos caminhos de Santiago, já é mais espanhol do que português.

 

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Depois de Miranda do Corvo e dos Trilhos dos Abutres, o nosso enviado especial deslocou-se a Viana do Castelo para cobrir o evento no terreno. Pedro Caprichoso despiu o fato e a gravata, calçou os ténis, vestiu calções à homem, passou creme antifricção no rêgo do cu e às 10h da manhã já deambulava pelo Monte de Santa Luzia à cata de motivos de reportagem. O jornalista do TopMáquina é tão bom, mas tão bom, que foi cobrir um evento desportivo e não conseguiu chegar à fala com nenhum dos atletas em competição. Em compensação, deu de caras com 3 atletas anónimos do Viana Trail, que tal como ele procuravam seguir a competição em tempo real.

 

Eis o relato do nosso enviado especial:

 

«Estava eu sossegadinho, sem incomodar ninguém, à espera dos primeiros atletas, por volta do km 31, quando fui abordado por 3 atletas do Viana Trail. Pelo menos era isso o que eles diziam, pois nunca os vi mais gordos. Um deles veio em minha direcção, disse-me que era fã do TopMáquina, pediu-me um autografo e apresentou-me os restantes: “Este é o Rui Seixo [ou seria Rodrigo Seixo?] e este é o Jorge Rocha [ou seria Jorge Rochedo?]”. O que me pediu o autografo chamava-se Ricardo Silva ou Ricardo Silvestre. Não tenho a certeza. Já não me lembro bem. A verdade é que ainda estivemos meia hora em amena cavaqueira. Prometi-lhes que a conversa era off the record, mas estava a mentir. Inicialmente não gostei: fartaram-se de me elogiar e pedir conselhos – e eu já estou farto dessas coisas. Os atletas de pelotão são assim: não podem ver uma figura publica que abusam logo. No entanto, por minha insistência, ainda deu para abordar alguns temas centrais do Trail Nacional, tais como: (1) a necessidade de introduzir o preservativo como material obrigatório e (2) a avaliação estética das atletas femininas do Trail Nacional numa escala de 1 a 10.»

 

Mais a sério: ainda não encontrei uma besta no Trail. De certeza que elas existem, mas ainda não dei de trombas com nenhuma. É tudo gente 5 estrelas, mesmo os do Viana Trail. Sim, mesmo os tipos do Viana Trail.

 

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A nosso ver, pelas suas características únicas, o Trail de Santa Luzia deve voltar a contar para o circuito nacional de Trail da ATRP. O TSL não se destaca pelo desnível nem pela tecnicidade, mas desengane-se quem pense que se trata de uma prova acessível. As dificuldades apresentadas pelo Monte de Santa Luzia são outras, tais como (1) o apetite voraz dos garranos por fitas de sinalização e (2) o percurso minado por minas antipessoais de bosta de cavalo.

 

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Hoje em dia qualquer um é Padrinho de uma prova de Trail

por Pedro Caprichoso, em 07.02.15

Hoje, com as redes sociais, qualquer um é Padrinho de uma prova de Trail. Pode não correr um peido, mas basta ter um blog e escrever umas palermices para apadrinhar um evento desportivo de nível internacional. É inacreditável.

 

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A minha primeira reacção foi recusar o convite, mas rapidamente cheguei à conclusão de que seria estúpido recusar sem primeiro saber o que a Organização da Taça Ibérica de Trail tinha para me oferecer.

 

«Nada», responderam eles, «só a honra de seres padrinho de uma prova internacional e de te poderes gabar disso no facebook».

 

Face a isto, recorri às competências que adquiri no curso de técnicas de negociação avançada e fiz-lhes a seguinte contraproposta:

 

«Quero 10.000€, um almoço de sarrabulho e 3 espanholas muy calientes

 

Depois de 6 árduas horas de negociação, chegámos finalmente a um meio-termo. Eu cedi um bocadinho, eles cederam outro bocadinho e assinámos um contracto-promessa que me garante duas sandes de presunto e uma espanhola desdentada. E é assim, meus amigos, que se ganha uma negociação.

 

Por fim, deixo este apelo à Organização da Taça Ibérica de Trail:

 

Se há Padrinho, espero bem que também haja Madrinha. Eis as minhas sugestões por ordem de preferência:

 

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 Stephanie Howe

 

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 Rori Bosio

 

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 Emelie Forsberg

 

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 Jenn Shelton

A história de um beijo abutrico

por Pedro Caprichoso, em 06.02.15

Ele chama-se José. Ela chama-se Cristina. Ele gosta de mulheres. Ela gosta de bichos de quatro patas. Os dois apaixonaram-se durante os Tilhos dos Abutres. Foi amor à primeira passada. Foi desejo ao primeiro ajuste dos calções de lycra. Foi linguado à chegada à meta.

 

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Em declarações à revista Run&Love, José fez esta bonita declaração de amor à Cristina:

 

«Juro que o tempo parou quando a vi pela primeira vez. Estávamos na fila do controlo zero e era como se só eu e ela existíssemos. Conseguia ver o meu coração acelerar através da banda cardíaca do meu Garmin 310XT quando os olhos dela encontravam os meus. Queria beijá-la logo ali. Queria abraçá-la. Queria senti-la de alguma forma, de qualquer forma. Mas ela disse-me: «Só na meta». Embora tenha engolido um bocadinho de lama, aquele beijo na meta foi tão perfeito, tão mágico, que hoje só quero tê-la. Hoje só quero poder dizer que a tenho. Só é pena que ela seja mais alta do que eu – e eu tenha de me pôr em bicos de pés para a conseguir beijar.»

Material Obrigatório?

por Pedro Caprichoso, em 05.02.15

Uns defendem que devemos usar o material exigido pelas organizações; outros defendem que devemos usar o material que nos apetecer. Ou seja: de um lado temos os adeptos do material obrigatório; do outro os adeptos do material facultativo. Eu, confesso, inclino-me mais para o segundo grupo.

 

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Desde logo, as organizações não devem ser condescendentes com os atletas. Vejo muitas organizações tratarem os atletas como se fossem crianças. Os atletas são adultos, vacinados e responsáveis por si mesmos. Dito isto, sou da opinião de que as organizações devem recomendar e não obrigar. Para protecção das organizações, até é melhor que assim seja. Senão vejamos: o que é melhor do ponto de vista das Organizações?

 

  • Que se recomende a utilização de x equipamento e depois ocorra um acidente porque a vítima escolheu não seguir essa recomendação?
  • Ou que se especifique no regulamento que é obrigatório o uso de x equipamento e depois ocorra um acidente porque a Organização não verificou a sua utilização?

 

De maneira a salvaguardarem a sua posição e evitarem problemas com a Justiça, parece-me claramente preferível a primeira situação. O problema é este: ao especificarem no regulamento que é obrigatório, as Organizações imputam sobre si a responsabilidade de verificar e impedir a participação dos atletas que violem essa obrigatoriedade—e para isso não basta verificar antes. Há que verificar antes, durante e depois.

 

Se um tipo é maluco e quer correr de tronco nu, em pleno Inverno, na Serra da Estrela, é deixá-lo! Por que raio é que uma organização deve ser responsável pela maluqueira de seres maiores e vacinados? Relembro-vos—em nome do pai, do filho e do espírito santo—de que não estamos a falar de crianças, mas de adultos. E—por amor do santíssimo—não estamos a falar de Alta-Montanha, tipo Alpes ou Pirenéus, mas de Serras e Montes do nosso Portugal. É que nem há comparação possível.

 

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Mais do que exigir material obrigatório, já que o objectivo é assegurar a integridade física dos atletas, as Organizações deveriam garantir, isso sim, dentro dos possíveis, que os atletas estão minimamente preparados para terminar as provas a que se propõem. Por exemplo: que tal exigir mínimos de participação? Que tal um atleta ter de fazer uma prova de pelo menos 50km e 2500D+ para lograr inscrever-se numa prova de 100km e 5000D+? Sei que estou a tirar números do rabo, mas isto é apenas um exemplo. É certo que isso faria diminuir o número de participantes e, consequentemente, o carcanhol resultante das inscrições. Mas a prioridade é a integridade física dos atletas, lembram-se?

 

Uma coisa é certa: os acidentes envolvendo quedas vão sempre acontecer tendo em conta o terreno em que se realizam as provas de Trail. Acontecem aos primeiros e acontecem aos últimos. Posto isto, uma vez que as quedas são inevitáveis, faz sentido recomendar apito, telemóvel e manta térmica—pois estes facilitam a prestação de socorro às vítimas. Por outro lado, exigir que se levem X litros de água, X comida e X roupa já me faz um bocadinho de espécie—pois os acidentes envolvendo hipotermias, desfalecimentos e afins são evitáveis. Basta—lá está!—que as organizações garantam que os atletas estão minimamente preparados para terminar as provas a que se propõem.

 

Quanto aos tipos que passam a vida a questionar o que os outros levam às costas, subescrevo o que diz o amigo de um amigo de um primo meu:

 

««Isto já irrita. Essa gente preocupa-se mais com o que o vizinho leva do que em treinar. Ficam indignados por carregarem mais 500g do que os da frente, mas dos 5-10kg que levam a mais na banha não querem saber.»»

«O Trail já não é o que era»

por Pedro Caprichoso, em 04.02.15

Começam a irritar-me profundamente os tipos que dizem que o “Trail já não é o que era”. Estes iluminados dizem que o Trail é entreajuda, divertimento e camaradagem – e que isso agora se está a perder. Dizem que o Trail está a transformar-se em atletismo de competição.

 

É sempre a mesma história: depois de uma prova importante do calendário nacional, onde a competição é rainha, os oráculos da desgraça saem dos seus buracos para bradar aos sete ventos as suas premonições apocalípticas. Alguns ameaçam, inclusive, deixar o Trail. Já vão tarde.

 

Não sei em que mundo vive esta gente. Comparam a competição ao Hunger Games, como se os atletas andassem a passar rasteiras uns aos outros para cortar a meta em primeiro lugar.

 

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O mais incrível no meio disto tudo é que a verdade é justamente o oposto. A verdade é que os melhores atletas da nossa praça são o exemplo acabado de fair-play. Querem um exemplo? Dou-vos dois: olhem para os dois primeiros classificados dos Trilhos dos Abutres deste ano e dificilmente encontrarão pessoas mais afáveis e humildes. Querem entreajuda e camaradagem? É com eles mesmo. Pôr em causa o carácter de quem corre na frente só porque corre na frente é de uma falta de seriedade inqualificável. Há excepções? Claro que sim. Mas as excepções existem tanto na frente como na cauda do pelotão. Ponham isto na vossa cabeça: a única diferença entre os primeiros e os últimos é que primeiros chegam primeiro à meta.

 

Mas vamos imaginar, por breves instantes, que os da frente se andam efectivamente a matar por um lugar na classificação geral. Mesmo assim, em que é que isso prejudica quem vai às provas apenas para se divertir? De que forma é que os tipos da frente impedem os tipos de trás de se divertirem? É que não há qualquer tipo de interacção entre os dois grupos. Expliquem-me com desenhos para eu perceber onde é que está o Wally nesta equação.

 

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Estes tipos defendem que a competição não tem lugar no Trail. Detesto bater no ceguinho, mas vou ter de espancar o desgraçado. É que eu já escrevi sobre o assunto e não fica melhor do que isto:

 

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Nada contra os que vão às provas apenas para fazer a festa. Tudo a favor. Todos gostamos de comer, beber, posar para as fotos e fazer macacadas – eu próprio sou muito macaco. Até aqui tudo bem. Agora, tudo contra os que vão só pela festa em desprimor da competição. Fica mal, soa a desculpa, como quem diz: “Eu só não compito e faço um bom lugar porque não me apetece, pois para mim o mais importante é conviver e divertir-me.”

 

Há hoje uma tendência crescente para desvalorizar a competição: diz-se que competir não é importante; que o mais importante é o convívio, o divertimento e a saúde. Não posso estar mais em discordo. O mais importante – seja no atletismo, no ciclismo ou no jogo do berlinde – é competir. As provas são feitas para competir. É que se o objectivo não é competir, quanto mais não seja com nós próprios, então para que raio pagar a inscrição, deslocação, alojamento e ir às provas? Não faz sentido. Nesse caso, mais vale ficarmo-nos pelos convívios de fim-de-semana com os amigos – os “Free Runs”, como agora se chamam.

 

Sabem uma coisa? Competir é bom; é salutar; é suor e lagrimas; é sangue na guelra. Dentro dos limites do respeito pelo adversário, até uma pitada de picardia não faz mal a ninguém. Competir também faz parte da festa. Não pensem, por um segundo que seja, que quem compete não se diverte. Sofre? Sofre. Mas também se diverte. Diverte-se com o sofrimento. Não só mas também.

 

Não estou a dizer que toda a gente que participa em provas deva competir. Nada disso. Compete quem quer, como é evidente. O que eu defendo, isso sim, é que quem não compete não tem o direito de desvalorizar a competição – e quem compete – em detrimento da festa.

 

Toda esta mentalidade do “competir não é importante” vem na onda do movimento da auto-estima, que teve origem nos Estados Unidos em meados da época de 70 – e que nós, em Portugal, começamos agora a implementar na nossa sociedade com um atraso de 4 décadas. Portugal é assim: não só copia mal, como cópia com atraso.

 

Este é o mesmo movimento responsável pela ideia de que todas as crianças são especiais, todas nascem com as mesmas capacidades, todas são vencedoras e que para conseguir basta acreditar. Faz-se uma corrida na escola primária e todos os miúdos recebem um troféu; é indiferente ficar em primeiro ou em último; são todos vencedores. Resultado: uma geração que se acha especial, com a auto-estima a níveis recorde; uma geração que não luta, que espera que as coisas lhes caiam do céu, que desiste ao primeiro obstáculo; a geração nem-nem, que nem estuda nem trabalha.

Maquinetta

por Pedro Caprichoso, em 03.02.15

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O canal de TV da ATRP vai lançar uma série baseada na série infantil “Violetta”.

 

«Maquinetta» é uma série de televisão co-produzida pela ATRPTV, Disney, Eurosport e o Discovery Channel. A estreia está prevista para o próximo dia 28 de Fevereiro e será exibida, em ante-estreia, após o briefing do Ultra Trail de Conímbriga – Terras de Sicó. O objectivo é servir de motivação aos Ultras, que partirão para os 111km às 00h00 de sexta para sábado.

 

«Maquinetta» narra a história de Máquina Fonseca da Silva, um adolescente desportivamente talentoso que retorna a Miranda do Corvo – a sua cidade natal – após ter passado uma longa temporada em Lisboa. Máquina faz novas amizades em Miranda do Corvo e descobre a sua vocação para o Trail ao frequentar a Escolinha dos Abutres. Mas nem tudo são rosas: frustrado pelo facto das Organizações estabelecerem uma idade mínima de participação em provas de Trail, a rebeldia de Máquina fará com que ele minta sobre a sua idade e participe em provas sem dorsal ou com o dorsal de terceiros. Após um longo processo de casting, Máquina Fonseca da Silva será interpretado por Romeu Gouveia. O atleta / actor é natural de Tábua e tem 17 anos, mas na série dará corpo a um jovem de 14.

 

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A série foi integralmente rodada na Escolinha dos Abutres, onde lecciona o terrível professor “Marreta”. Interpretado pelo atleta/actor José Capela, o professor “Marreta” ministra as disciplinas «Espírito do Trail» e «Trail é Poesia». A série conta ainda com a participação especial de outros notáveis do Trail Nacional, tais como: Jorge Serrazina (professor de “Técnica de Corrida com Bastões”), Vitorino Coragem (professor de “Devagar Se Vai Ao Longe”) e Carlos Natividade Silva (professor de “Correr Com Um sorriso”).

 

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Os produtores de “Maquinetta” projectam que a série poderá eventualmente dar origem a uma equipa de Trail, formada pelos membros do elenco, que depois participará em diversas provas de Trail na América e Europa.

Rescaldo dos Abutres 2015

por Pedro Caprichoso, em 01.02.15

A Organização dos Abutres esteve ao mais alto nível. Tiveram o bom senso de adiar a prova em 2 horas por causa do mau tempo, reajustaram o percurso para garantir as condições mínimas de segurança e ainda fretaram um avião para descarregar pedras de sal sobre os atletas para estes reporem sais durante a prova. Ouvi gente ignorante dizer que era granizo. Vê-se bem que é gente que nunca participou em provas desta envergadura. Até as meninas nos últimos 6km foram brindadas com um tratamento de beleza à base de lama. É nestes pormenores que se vê a qualidade de uma Organização.

 

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Embora ao mais alto nível, o TopMáquina tem 2 pequenas críticas a fazer à Organização dos Abutres. Não são críticas. São oportunidades de melhoria:

 

1. Falta de privacidade nos duches:

 

O nosso enviado especial a Miranda do Corvo participou nos 50km e tomou o seu 28.º duche – os primeiros 27 foram tomados durante a prova – nas Piscinas de Miranda do Corvo. Pedro Caprichoso relatou-nos o seguinte via Skype:

 

«À falta de melhor adjectivo, foi uma pouca-vergonha. Os homens e as mulheres despiam-se em vestiários separados – até aqui tudo bem – mas depois tinham de se cruzar uns com os outros para aceder aos balneários, que se encontravam um andar abaixo dos vestiários. Resultado: mulheres enroladas em toalhas esbarrando em homens com toalhas presas à cintura. Acontece que ninguém me avisou. Ia portanto eu a sair dos vestiários com a toalha ao ombro (e as vergonhas à mostra) quando uma mulher se aproveitou da situação para tirar uma foto às minhas partes baixas. A foto foi publicada no fuckbook e agora toda a gente já sabe que eu sofro de SPDG – Síndrome do Pénis de Dimensões Gigantescas. Vou ficar traumatizado para o resto da vida.»

 

2. Prémio de finisher foleiro:

 

Dar como prémio de finisher um cinzeiro em forma de ténis da Salomon levanta 2 problemas. O primeiro é que incentiva as pessoas a fumar. O segundo é que o TopMáquina é patrocinado pela Adipas e não podemos aceitar merchandise de marcas concorrentes. Foi direito para o lixo.

 

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Quanto à competição, não há muito a acrescentar. Os resultados já são conhecidos e falam por si: os primos Silva não deram hipótese à concorrência, deixando-a a mais de 20 minutos. Destaque ainda para a fraquíssima prestação da equipa Juventude Vidigalense. Tirando o 4X4 Pedro Rodrigues, que acabou num honroso 6.º lugar da geral, o resto foi para esquecer:

 

Pedro Caprichoso, indicado pelo TopMáquina como eventual candidato à vitória, ficou muito aquém das espectativas. Fez uma prova desastrosa: terminou em 22.º e agora é procurado pela Mafia Chinesa de Barcelos, que nele apostou 1 milhão de euros na Betclic. Os mafiosos vão tirar-lhe um rim e vendê-lo no mercado negro para cobrir parte do prejuízo. O atleta desilusão dos Abutres não conseguiu sequer atingir o seu principal objectivo, que era chegar ao fim com os pés secos. Chegou com eles ensopados e cheios de lama. Um verdadeiro desastre.

 

Embora tenha abandonado, André Rodrigues mostrou-se satisfeito: «O meu principal objectivo para este ano é Zegama, e o espanhol Pedro Hernández – 17.º em Zegama – também abandonou nos Abutres. Isso significa que estou no caminho certo.» É este o segredo do André: vê sempre o lado positivo.

 

Na prova mais curta, Joel Martins deu uma queda feia numa ponte de troncos e a sua mão direita ficou no estado em que a imagem abaixo documenta. O Joel que tivesse utilizado a mão como remo para sair das poças de água mais depressa. Transformar os azares em oportunidades. É assim que temos de encarar a vida.

 

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Délio Ferreira também desistiu com princípios de hipotermia, deixando a delegação da Juventude Vidigalense em sobressalto. Chegou-se a temer o pior: que ele tivesse sido engolido por uma poça de lama. A Organização já se preparava para lançar uma equipa de resgate quando chegou finalmente a notícia de que ele se encontrava bem. A equipa cinotécnica de resgate seria liderada pela Missy – a cadela Trailer.

 

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O TopMáquina aconselhou a utilização da Sunga Speedo para ultrapassar com estilo os cursos de água sem pé. Quem ignorou o nosso conselho fez estas lindas figuras:

 

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No fim ouvimos muita gente queixar-se que foi cortada. Ficámos sem perceber se se estavam a referir ao corte de tempo ou aos cortes nas mãos provocados pelas inúmeras cordas espalhadas pelo percurso.

 

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Muitos foram os fãs do TopMáquina que quiserem tirar uma selfie com o nosso enviado especial a Miranda do Corvo. Um xi-coração apertadinho para todos eles.

 

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Esta foi a selfie número 74. À selfie 75, o nosso enviado especial passou-se dos cornos e partiu a máquina fotográfica do presidente da Câmara de Miranda do Corvo.

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