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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

Nuno Silva — o Exterminador Implacável

por Pedro Caprichoso, em 30.03.15

Nuno Silva venceu a última edição da Ucam FalcoTrail Sky Marathon, disputada, no país vizinho, no passado mês de Dezembro. O nosso campeão venceu com muita classe e exibiu a alto nível os seus testículos de aço, deixando os espanhóis literalmente atordoados com a sua capacidade de descida. É favor visualizarem os testículos de aço do Nuno no vídeo abaixo publicado:

 

 [https://www.facebook.com/video.php?v=1548297378766790&set=vb.100007596278021&type=3&theater]

 

Mas os espanhóis não se conformam com a vitória do nosso compatriota. Dizem eles que o Nuno só ganhou porque corre de óculos – e que os seus óculos dispõem de uma tecnologia especial que lhe permite descer a alta velocidade. Dizem que é uma tecnologia inspirada no filme “O Exterminador Implacável” e já colocaram a circular na Internet uma imagem que atesta tal acusação. Esta é, supostamente, a visão a que o Nuno tem acesso através dos seus óculos com tecnologia exterminadora:

 

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...

por Pedro Caprichoso, em 27.03.15

Miguel, estou a meter-me contigo. Brincadeirinha!

Chicco celebra pareceria com o TopMáquina

por Pedro Caprichoso, em 26.03.15

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É com extrema satisfação que anunciamos a parceria entre o nosso blog e uma marca de renome mundial. Depois da Adipas, da Meia da Raquete e da Sopa da Mamã, é agora a vez da Chicco juntar forças com o TopMáquina. Já tínhamos patrocínio a nível de calçado, meias e nutrição. Só faltava, portanto, um patrocínio a nível de equipamento.

 

A pedido da Chicco, temos o prazer de em baixo transcrever a mensagem da multinacional italiana dirigida aos leitores do TopMáquina em geral e aos praticantes de Trail em particular.

 

«A felicidade é uma viagem que começa no primeiro empeno. Há tarefa mais bela do que fazer sorrir um trail runner? Para nós, fazer um trail runner sorrir é o trabalho mais gratificante que existe. Pensamos mesmo que é o melhor trabalho do mundo. E sentimo-nos privilegiados por dedicarmos o nosso tempo a pensar como fazer os trail runners felizes. Assim, tudo o que imaginamos resulta de um objectivo específico: sair para a montanha, conhecer um trail runner e fazê-lo feliz. Porque sabemos que a recompensa será a melhor prenda de todas: o sorriso de um trail runner.»

 

O nosso repórter Pedro Caprichoso contará, desta forma, a partir de hoje, com o seguinte equipamento:

 

Biberão

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 [CHICCO HYDRA BABY BOTTLE ULTRA SENSE]

 

Com as bexigas de hidratação a caírem em desuso, os biberões da Chicco são a escolha perfeita para uma hidratação perfeita em todas as condições climatéricas. A Chicco possui uma gama de biberões de diferentes formas e capacidades, capazes de se adaptarem a qualquer tipo de mochila de hidratação existente no mercado.

 

Chupeta

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 [CHICCO PACIFIER ULTRA SENSE 2]

 

As chupetas da Chicco são o instrumento ideal para calar os bebés chorões que têm por hábito queixarem-se e inventarem desculpas depois das provas.

 

Fraldas

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  [CHICCO DIAPER ULTRA SENSE PRO]

 

Porque todos sabemos que a diarreia é o problema que mais afecta os Ultras.

 

Champô

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 [CHICCO SHAMPOO TOP SPORT]

 

A Chicco dispõe de uma gama de Champôs anti-lágrimas para impedir o choro durante o duche. Chorar à frente dos vossos adversários pode ser encarado como franqueza. Nunca mais.

 

Óculos de sol

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[CHICCO SUNGLASSES ULTRA STYLE TRAIL]  

 

Esqueçam a Oakley, a Quiksilver e a Ray Ban. Estilo é com os óculos de sol da Chicco. Com os óculos de sol da Chicco, as babes vão cair aos vossos pés.

 

Protector Solar

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 [CHICCO SUNSCREEN FUCKING HOT]

 

Para a pele seca, para a pele oleosa e para a pele de bebé.

 

Marsúpio

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  [CHICCO MARSUPIAL FINISH LINE ULTRA TRAIL]

 

Tens o sonho de cortar a linha de meta do UTSF com o teu filho, mas o teu filho ainda não consegue andar? Pois bem, aqui está a solução. Com o Marsúpio da Chicco, o sonho é realidade.

Nuno Silva fora dos Campeonatos do Mundo de Trail

por Pedro Caprichoso, em 25.03.15

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Depois da polémica sobre o recorde da Europa da Meia-Maratona de Mo Farah, foi agora lançada uma petição no sentido de impedir a participação do Nuno Silva no Campeonato do Mundo de Trail em representação de Portugal.

 

Os autores da petição defendem que o atleta não nasceu em território nacional e que, assim sendo, não poderá representar este paraíso à beira-mar plantado. A redacção do TopMáquina contactou o Nuno por telefone e ele confirmou-nos que, efectivamente, não nasceu em Portugal. Tudo indica que nasceu em Badajoz.

 

Segundo reza a história, a Mãe do Nuno estava grávida de 8 meses e teve desejos por caramelos. Não querendo que o filho nascesse com cara de caramelo, o Pai do Nuno meteu a mulher no carro – pois não a ia deixar sozinha – e partiu a alta velocidade rumo a Badajoz. À época não existiam auto-estradas e foram 3h sempre a rasgar, de Pombal a Badajoz, por estradas nacionais. As estradas nacionais da altura eram piores e a trepidação provocou o nascimento prematuro do Nuno.

 

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O Nuno nasceu assim no Hospital de Badajoz, ficou lá uma semana em observação e regressou depois a Pombal onde viveu toda a sua vida. Exceptuando a sua primeira semana de vida, o Nuno nunca esteve mais do que 5 dias seguidos no estrangeiro. Mas isso não parece demover os signatários da referida Petição.

 

Há contudo uma ressalva: a Petição defende que o Nuno poderá representar Portugal se concluir com êxito o Teste de Identidade Portuguesa. O teste implica que o Nuno leve a cabo as seguintes empreitadas no prazo de 1 mês:

 

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  • Declamar os Lusíadas de uma ponta à outra, enquanto faz o pino de cuecas;
  • Cantar dois fados da Amália Rodrigues depois de mamar uma garrafa de vinho do Porto de penalti;
  • Ir à Madeira e tirar uma selfie junto da estátua do Cristiano Ronaldo;
  • Comer 10 sardinhas assadas, com espinhas e cabeças incluídas;
  • Deixar crescer o bigode e a unha do dedo mindinho;
  • Contrair 3 créditos bancários e viver acima das possibilidades;
  • Escrever uma redacção de duas páginas na qual se lamenta da vida e inveja os bens dos vizinhos;

Hiperqueca

por Pedro Caprichoso, em 23.03.15

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A Clínica «Dr. Eduardo Merino» investiu numa Câmara Hiperbárica e o equipamento já tem marcações esgotadas até ao fim do mês de Setembro. No entanto, contam-se pelos dedos de uma mão os atletas que já o experimentaram. Fora os atletas da Run & Shine, o equipamento tem sido exclusivamente utilizado pelos pelos aficionados da Asfixiofilia – também conhecida como Asfixia Auto-Erótica.

 

Segundo a Wikipédia, “a Asfixiofilia ou Asfixia Auto-Erótica é a prática onde é reduzida intencionalmente a emissão de oxigénio para o cérebro durante uma estimulação sexual com o intuito de aumentar o prazer do orgasmo.”

 

As Câmaras Hiperbáricas são-nos vendidas como instrumentos de Medicina Desportiva, mas todos sabemos para que serve, verdadeiramente, uma Câmara Hiperbárica: para dar umas valentes Hiperquecas.

 

Aqui o Zé-Povinho—Atleta a querer marcar uma sessão Hiperbárica e a agenda preenchida com os depravados da Hiperqueca. É o país que temos. É o mundo em que vivemos. Se eu mandasse, eram todos enforcados pela tomateira.

O Rescaldo do Rescaldo do Paleozóico

por Pedro Caprichoso, em 20.03.15

Vamos voltar ao Paleozóico. Tem de ser. Houve 3 episódios libidinosos que ficaram de fora do primeiro Rescaldo, pelo que aqui faremos o rescaldo do rescaldo.

 

1.

 

O verniz estalou entre o casal mais famoso do Trail Nacional. Não estou a falar de mim e da Analice. Nós somos um casal famoso, de facto, mas a nossa relação continua mais forte do que nunca. Refiro-me ao José e à Cristina, que se apaixonaram nos Trilhos dos Abutres e deixaram a comunidade do Trail Nacional de lágrima ao canto do olho. No entanto, passados 2 meses, a relação dos dois encontra-se presa por arames. Por culpa do José, como é evidente. A culpa é sempre do homem. A Cristina encontrava-se em luta directa pela vitória da classificação geral feminina e o seu companheiro foi fotografado a ajudar a Susana Simões –a sua arqui-inimiga.

 

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Citada pela revista Run & Gossip, a Cristina afirmou que “Estou-me nas tintas para a classificação geral. O problema não é esse. O problema é que ele sabe perfeitamente que eu não gosto dela. Não posso com ela. Somos inimigas e ele ajuda-a? Se ele gostasse de mim, passava-lhe mas é uma rasteira. Mas ele nunca pensa em mim.” Perante isto, o José defendeu-se com esta simples frase: “Tenho medo que o Telmo Veloso me dê um enxerto de porrada.”  

 

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2.

 

A comunidade científica está em polvorosa com o avistamento de inúmeras esculturas em madeira na zona de Valongo.

 

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A pedido do Ministério da Defesa Nacional, o reputado cientista Sheldon Cooper já veio porém a público acalmar a população. Segundo o protagonista da série “The Big Bang Theory”, há 2 hipóteses em cima da mesa: a primeira é a de que se tratam de sinais da presença de extraterrestres comedores de seres humanos; a segunda é a de que se tratam de ninhos de dinossauro do período Paleozóico, também estes comedores de seres humanos. A população está, portanto, calmíssima.

 

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Que burros! Mal sabem eles que as esculturas de madeira são resultado da avaria de um elevador. Em cima vemos um atleta a telefonar à manutenção. A sorte é que o elevador é da Efacec e o Armando Teixeira estava na zona. Reparou-o num instante.  

 

3.

 

O Jornal “O Crime” avançou, hoje, que um criminoso de guerra ucraniano infiltrou-se nos Trilhos do Paleozóico. O meliante cometeu inúmeras atrocidades de guerra e a Comunidade Internacional emitiu um mandato de captura em seu nome. Perante o mandato de captura, Sergei Poroshenko meteu-se numa carrinha de transporte de emigrantes com destino a Portugal.

 

A fuga corria sobre rodas até que, no passado Domingo, uma patrulha da GNR interceptou a referida carrinha ao km 11 da A4, entre Ermesinde e Valongo. Com medo de ser identificado e posteriormente extraditado para o seu País de origem, Sergei saiu da viatura em plena auto-estrada e encetou nova fuga, desta feita a pé.

 

O patife embrenhou-se nas entranhas da Serra e pouco depois deu de caras com Fernando Ribeiro, um entre as centenas de atletas que disputavam os 23km dos Trilhos do Paleozóico. Sergei escondeu-se atrás de um eucalipto, avaliou a constituição física do Fernando, deu-lhe um golpe de karaté no pescoço e deixou-o inconsciente no meio do monte. O Ucraniano trocou depois de roupa com o Português, tendo apenas ficado com as botas que trazia. Os ténis do Fernando eram 2 números abaixo do seu. Para não levantar suspeitas, Sergei acabou mesmo por terminar a prova e recolher o prémio de finisher.

 

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De referir que Fernando Ribeiro continua desaparecido. Caso os leitores deste blog tenham alguma pista sobre o seu desaparecimento, por favor contactem as autoridades competentes. Termino lançando um repto ao dono da Missy TraiLab: ide fazer um treininho para Valongo e tentem encontrar o Fernando. Por favor.

 

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Luís Duarte – «O BOMBARDEIRO»

por Pedro Caprichoso, em 18.03.15

Os Tool são o meu conjunto musical favorito. Tirando o Ricardo Silva, que é um roqueiro de mão-cheia, andei a cuscar o perfil de facebook dos fãs do TopMáquina e cheguei à conclusão de que vocês preferem Forró e Kizomba. Azar. Pois agora vão ter de mamar com a bucha e levar com 5 minutos de Metal, que é para acordarem para a vida:

 

 

Após visualizar uma das melhores cantigas de sempre de todos os tempos, o leitor está mortinho para saber como raio eu vou fazer a ligação entre os Tool e Luís Duarte – o Bombardeiro. Fácil. Os Tool são um conjunto que, em 25 anos de carreira, apenas lançaram 4 álbuns e 1 EP. Da mesma forma, o Luís Duarte é um tipo que só se lança em competição entre 3 a 4 vezes por ano. Gosto disso. Gosto do facto de haver quem aparece de vez em quando só para mostrar aos outros como é que se faz.

 

Os Tool submergem quando o Rei faz anos para mostrar aos Limp Bizkits deste mundo como é que se faz. O mesmo se passa com o Luís: no ano passado ganhou a Freita e o UTAX e isso chegou para se (re)afirmar como um dos melhores atletas de Trail a nível nacional. Ao contrário de nós, o Luís não precisa de fazer provas todos os fins-de-semana para se sentir validado. Isto tem um nome: classe. Também pode ser que ele não compete mais por motivos profissionais. Que seja. Não me interessa. É classe à mesma, pois não o vejo queixar-se por causa disso.

 

Tudo isto a propósito do acidente que o Luís sofreu, ontem, quando efectuava uma missão da NATO. Segundo o Correio da Manhã, o seu F16 despenhou-se no Afeganistão, na região montanhosa de Tora Bora, controlada pelos Talibãs.

 

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 [Imagem rara de Bin Laden na região montanhosa de Tora Bora]

 

O Luís conseguiu-se felizmente injectar a tempo e escapou aos terroristas. Dado o seu apetite por reféns estrangeiros, os terroristas puseram-se no encalço do Luís assim que o F16 se despenhou. Mas não tiveram hipótese. O Luís meteu-se no meio do monte e, em menos de 12 horas, atingiu a fronteira com o Paquistão após 85km e 6000m D+. De botas.

 

Só mais uma coisa: quer-me parecer que o diâmetro de uma das coxas do Luís é maior do que o diâmetro da minha cintura. A este nível só o Pedro Rodrigues e o Luís Mota lhe conseguem fazer concorrência. Se eu levasse com um presunto daqueles nas trombas, podem ter a certeza que ia desta para melhor. Limpinho, limpinho. Agora imaginem que o homem da marreta usava um presunto daqueles para nos arrear nos cornos. Estávamos bem lixados. Aí estávamos, estávamos.

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Rescaldo do Paleozóico 2015

por Pedro Caprichoso, em 16.03.15

Começo por dizer que não gosto do cartaz. Aprendi na catequese que o ser humano descende de Adão e Eva. Acho por isso extremamente ofensivo que uma organização de Trail promova a Teoria da Evolução. Blasfémia. Ides todos arder nos quintos dos infernos. E o Anton Krupicka concorda comigo. Não é por acaso que ele é parecido com Jesus Cristo.

 

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O atleta Americano aparece no cartaz como a última fase da evolução humana, dando a entender que ele descende do macaco. Mandei-lhe o cartaz pelo facebook e ele sentiu-se ofendido com tal sugestão: «Ai’me béri béri ofendéde», disse-me ele em americano via skype. E os direitos de imagem? Então ele aparece no cartaz e não pagam ao homem? Já sabem como são os Americanos: mais grave do que ofender a religião de Deus, é ofender o Capitalismo – a religião do dinheiro. Luís Pereira, põe-te a pau que vem aí um processo a caminho.

 

Estive para começar esta crónica com uma piada envolvendo o período Paleozóico e os Dinossauros do Trail Nacional. Só depois apercebi-me que o Paleozóico precedente os Dinossauros. No Paleozóico não havia dinossauros. Ao que parece, havia umas coisas chamadas trilobitas. Eu sei o que vocês estão a pensar: “trilobitas” é o conjunto formado por 3 crias de lobo do sexo feminino.

 

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Não é. Infelizmente, trilobitas não tem nada a ver com lobos. É pena, pois com lobos já eu tinha pelo menos 3 piadas alinhadas: uma com os Lobos do Monte, outra com o Lobo [Albino Magalhães] e outra com o Wolf Lone. Paciência. Ficam guardadas no arquivo.

 

Segundo a Wikipedia, «os trilobitas são artrópodes característicos do Paleozóico, conhecidos apenas do registro fóssil.» Afinal são fósseis. Mas que azar! Com fósseis também não posso fazer piadas. Não quero que o José Capela pense que me estou novamente a meter com ele. Já disse que ele está a atravessar uma profunda crise de meia-idade – e seria o fim da picada se agora insinuasse que ele é um fóssil. Uma coisa é certa: para septuagenário, o Capela está muito bem conservado. Parabéns Capela!

 

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Passei a prova toda a ouvir falar de um “elevador”. O “elevador” isto; o “elevador” aquilo. Enganaram-me. Não havia nenhum elevador. Nem elevador, nem teleférico, nem funicular, nem bondinho. A culpa é minha, no entanto. Fui eu que percebi mal: não é “elevador”; é “eleva-a-dor”. Assim já faz mais sentido, pois aquela subida elevou-me a dor a níveis estratosféricos. Malditos sejam.

 

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No último terço da prova apanhámos muitos caminheiros – e todos sabemos o frete que é ultrapassar caminheiros. Quero por isso compartilhar convosco a minha técnica de ultrapassagem de caminheiros:

 

  1. Se o caminheiro é homem, peço muito educadamente: “Pela esquerda. Só um jeitinho, por favor”. O caminheiro encosta-se à direita e eu ultrapasso-o nas calmas. Termino agradecendo: “Obrigado.”
  2. Se for uma gaja boa, peço muito educadamente: “Pela esquerda. Só um jeitinho, por favor”. A gaja boa encosta-se à direita e eu vou contra ela, agarrando-me ao que estiver mais à mão. Termino desculpando-me: "Perdão.”
  3. Se pela traseira não conseguirem distinguir se é homem ou mulher, aconselho-vos a fazerem um desvio pelo meio do mato. Ultrapassem-no o mais ao largo possível, não vá o «coisinho» achar-vos graça e fazer-vos marcação serrada até à meta.

 

O último abastecimento tinha uma secção de gelatinas de fazer inveja. Fiquei intrigado com a gelatina com cafeína, mas optei por jogar pelo seguro e mandei abaixo duas doses industriais de gelatina com pau-de-cabinda. Por essa altura já ia a dar as últimas e não senti grandes melhoras a nível físico. O pau-de-cabinda só valeu mesmo pelos números de telefone que consegui sacar na última descida, aplicando a técnica de ultrapassagem (acima descrita) junto das gajas boas.

 

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Recebi duas massagens depois da prova. Gostei da primeira, feita pelos massagistas da organização – gente muito profissional. Mas confesso que gostei mais da segunda, feita pela minha patroa assim que cheguei a casa. Os primeiros trataram-me das pernas; a minha patroa tratou do resto. Acabei a prova com as orelhas empenadas e a minha Maria fez o serviço completo. Para quem não sabe, eu padeço de um enfermidade anatómica extremamente rara: tenho o clitóris nas orelhas.

 

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«Trail Runner A Bordo»

por Pedro Caprichoso, em 13.03.15

A ATRP anunciou que vai colocar à venda autocolantes para colar nos carros dos seus associados. Estão a ver os autocolantes «Bebé a bordo»? Pois bem, é a mesma coisa. Mas neste caso é «Trail Runner A bordo». Ei-lo:

 

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Assim, de repente, vejo 3 vantagens imediatas na utilização de semelhante produto:

 

  1. No trânsito, para passar o tempo, podemos abrir a janela do carro e meter conversa com outro Trail Runner. Imaginem as possibilidades: falaríamos sobre os novos modelos da Adipas, classificaríamos de 1 a 10 as gajas mais giras do Trail e comentaríamos os últimos posts do TopMáquina;

 

  1. Com a quantidade de agentes da autoridade praticantes de Trail, nunca mais apanharíamos uma multa na vida. De certeza que o Pedro Rodrigues, o Ricardo Silva e o Cláudio Quelhas não teriam coragem de multar um automobilista com um autocolante destes.

 

  1. Também não é negligenciável a quantidade de funcionários de oficinas, bombas de combustível e estações de lavagem que conciliam o seu trabalho com a pratica do Trail. Imaginem as manutenções, os abastecimentos e as lavagens que teriam à borla. É só vantagens, portanto.

 

Dos meandros do Departamento de Marketing da ATRP saem rumores de que está igualmente em cima da mesa a possibilidade de lançar um poster de tamanho real do André Rodrigues, com a seguinte mensagem: «Nunca Repetir na Vida – Cigarro, sexo sem protecção e provas com menos de 35km.» Relembro que esta frase tornou-se viral nas redes sociais depois do André a ter proferido no rescaldo do Diver Trail. Eis a primeira maquete:

 

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Carcanhol na Taça Ibérica de Trail

por Pedro Caprichoso, em 10.03.15

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O CEO do EDV-Viana Trail acaba de anunciar, no facebook, que a Taça Ibérica de Trail contará com prémios monetários para as 3 primeiras equipas, tanto nos 50km como nos 20km.

 

As equipas candidatas à vitória são:

 

50km

EDV-Viana Trail A

EDV-Viana Trail B

EDV-Viana Trail C

 

20km

EDV-Viana Trail D

EDV-Viana Trail E

EDV-Viana Trail F

 

Segundo o regulamento, para a classificação colectiva contam os 20 primeiros atletas de cada equipa. Ou seja, as equipas com menos 20 finishers serão desclassificadas. Com 300 atletas nas suas fileiras, a EDV-Viana Trail inscreverá 6 equipas de 50 atletas cada. Está ganho, portanto. 

Capela e a Crise de Meia-Idade

por Pedro Caprichoso, em 09.03.15

José Capela, um dos mais afamados atletas da nossa praça, está a passar por um momento complicado. Morreu-lhe o Tobias e está a atravessar uma profunda Crise de Meia-Idade.

 

A Crise começou há cerca de dois meses. Ainda de luto pelo falecimento do seu porquinho-da-índia, o atleta Vimaranense começou por fazer uma cirurgia plástica ao nariz, depois fez duas tatuagens, atarraxou um piercing ao mamilo direito, trocou a mulher por uma brasileira de 21 anos e concorreu ao «Achas que Sabes Dançar» –  tendo sido eliminado na primeira Audição.

 

Mas nada disso é sequer comparável com o que se passou, no passado fim-de-semana, durante a II edição do Diver Trail. Durante a cerimónia de pódio dos Sub-25, Capela bateu no fundo do poço. Infiltrar-se na cerimónia de pódio dos putos é… triste. Não há outra palavra: é triste.

 

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Capela, tu és melhor do que isso. E nós, enquanto admiradores do Capela, vamos ajudá-lo a ultrapassar esta fase para poupá-lo a mais situações embaraçosas. Nesse sentido, pergunto-vos: o que fazem as pessoas normais quando têm uma Crise de Meia-Idade? Compram um Porsche. Por isso, vamos lá fazer uma vaquinha e comprar um Spyder 918 para o Capela. Ele merece.

 

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Tendo em conta que o Porsche 918 Spyder custa 645.000€ e o Capela tem 1.741 amigos no facebook, basta que cada um de nós contribua com uns meros 370€. O que é isso? Um par de ténis da Salomon custam quase o mesmo. São meia dúzia de tostões. Contamos contigo!

ERMESINDE NIGHT URBAN TRAIL FUCKING RUNNING

por Pedro Caprichoso, em 07.03.15

REGULAMENTO

 

 1. Condições de participação

 

Idade de participação nas diferentes provas:

 

  • TRAIL [41km]: atletas na idade dos “porquês”;
  • ULTRA-TRAIL [43km]: atletas com idade para terem juízo;
  • ULTRA-CAMINHADA [69km]: atletas sexualmente activos na idade da reforma;

 

1.4. Inscrição regularizada

 

  • O acto de inscrição pressupõe a aceitação das regras aqui estabelecidas, bem como o reconhecimento de que Alá é Deus e Maomé o seu profeta. A violação destes pressupostos será punida com a decapitação do atleta por um encapuzado.

 

1.7. Condição física

 

Para participar é indispensável:

 

  • Estar a marimbar-se para as dificuldades específicas da corrida por trilhos. Para além disso, é essencial que o atleta se encontre bem preparado mentalmente, financeiramente e sexualmente.
  • Haver adquirido, antes do evento, a capacidade de rezar em montanha de maneira a resolver os problemas que derivem deste tipo de prova, nomeadamente: rezar a São Pedro para que este altere eventuais condições climatéricas adversas (vento, neve, nevoeiro e chuva).
  • Borrifar-se para os problemas espirituais ou sexuais decorrentes da fadiga extrema, problemas de flatulência, chamadas ao “gregório”, diarreias, rasteiras e insultos dos adversários, dores de cotovelo, dores de corno, secreções das glândulas mamárias, bolhas de sangue, pequenas assaduras no rêgo do cu, etc.

 

1.1. Ajuda externa

 

  • Não será permitida qualquer ajuda externa fora dos postos de abastecimento, a não ser que o atleta peça com jeitinho. Subornar um popular para que este vos transporte às cavalitas não será alvo de penalização.

 

1.2. Colocação de dorsal

 

  • O número do atleta é pessoal e intransferível, deve ser usado à frente do corpo e tatuado na testa.
  • O atleta que não tiver o seu número tatuado na testa será advertido.
  • Em caso de reincidência, sofrerá uma punição de 12 vergastadas no lombo.
  • Em caso de perda do dorsal, o atleta sofrerá uma penalização de roupa, sendo-lhe retirada uma peça à passagem de cada abastecimento.
  • Não é permitida qualquer alteração do número, sob pena de um membro da organização chegar ao pé do atleta e lhe espetar um bufardo nas fuças.
  • Em caso de desistência, desclassificação ou barramento horário, o atleta é obrigado a chorar compulsivamente durante 30 minutos.

 

1.6. Regras de conduta desportiva

 

  • O comportamento inadequado, como seja o recurso a linguagem ofensiva, agressão verbal ou física, será punido com linguagem ofensiva, agressão verbal ou física. Olho por olho, dente por dente.

 

8. Programa

 

14.6 Apresentação da prova:

 

O ERMESINDE NIGHT URBAN TRAIL FUCKING RUNNING será realizado, em Moimenta da Beira, nos dias 31 de Junho e 1 de Julho de 2015.

 

A organização acompanhará, em permanência, a evolução das condições meteorológicas, podendo agravá-las a qualquer altura se os atletas se portarem mal. Os bombeiros estão preparados, com as suas mangueiras, para aumentarem a pluviosidade e o caudal das ribeiras. Disparar sal por meio de caçadeiras de canos-cerrados também é uma possibilidade, com vista a simular a queda de granizo.

 

O ERMESINDE NIGHT URBAN TRAIL FUCKING RUNNING será constituído por três provas:

 

  • TRAIL (41km);
  • ULTRA-TRAIL (43km);
  • ULTRA-CAMINHADA (69km).

 

  • O ERMESINDE NIGHT URBAN TRAIL FUCKING RUNNING é uma organização do TopMáquina, com o apoio do Parque Infantil de Ermesinde, do Jardim de Infância de Mortágua, dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua, do Clube de Caça de Albergaria-a-Velha, da Câmara Municipal do Alijó, da União de Freguesias de Venda das Pulgas e Focinho de Cão, e dos Escuteiros Ateístas de Valongo.
  • Se a organização o entender e a segurança dos participantes o justificar, poderão ser alterados os percursos previamente estabelecidos de maneira a aumentar a perigosidade dos mesmos. Tudo dependerá do humor do director-geral da prova, que de momento não se encontra famoso. A mulher meteu-lhe os cornos na semana passada.
  • A prova principal – ULTRA-CAMINHADA (69km) – tem início às 02h57 da madrugada do 1 de Julho de 2015, percorre caminhos e trilhos da Serra do Empeno, na distância aproximada de 69 km e 6.969 metros de desnível acumulado positivo. O TRAIL (41km) tem início às 02h59 e o ULTRA-TRAIL (43km) às 03h01.
  • Os participantes devem estar preparados com duas horas de antecedência, devidamente equipados e aptos a fazerem o check-in no aeroporto de Bragança. Relembramos que a partida será dada a bordo de um Antonov 225. O local da meta será definido, na véspera da prova, atirando uma seta contra um mapa de Portugal.
  • A organização não atrasará as partidas por atraso dos atletas, a não ser que se trate do padrinho da prova ou de um atleta famoso.

 

3.2. Programa / Horário

 

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2.3. Mapa/ Perfil altimétrico/ Descrição percurso

 

Não aplicável.

 

4.4. Prazo

 

Para evitar passar em zonas mais sensíveis do ponto de vista da segurança, são estabelecidos os seguintes tempos de passagem:

 

  • Purgatório (ULTRA-CAMINHADA 4 km) – 12m51s
  • Travessa da Mulher Morta (ULTRA-CAMINHADA 29 km) – 1h24m56s
  • Rabo de Porco (ULTRA-CAMINHADA 39 km UTA) - 2h01m14s

 

Nota: As distâncias indicadas são aproximadas e poderão não corresponder ao GPS de cada atleta, pelo que recomendamos a aquisição do melhor relógio GPS do mercado – e não aqueles relógios foleiros que se vendam na Decathlon. Apenas conta o tempo da passagem no posto de controlo. Depois digam que não vos avisámos.

 

5.2. Metodologia de controlo de tempos

 

  • O chip é agrafado à nalga esquerda do atleta.
  • O chip é entregue no momento em que o dorsal é tatuado na testa do atleta.
  • Na meta haverá elementos da organização para recolher os chips. Esta operação será efectuada a sangue frio com recurso a um martelo de orelhas.
  • A não devolução do chip à organização implica uma sessão de tortura equivalente a 30 minutos de cócegas.

 

6.2. Postos de controlo

 

  • A marcação do percurso é da exclusiva responsabilidade dos alunos do Jardim de Infância de Mortágua. Se as fitas estiverem mal colocadas, é reclamar junto das crianças. Pedimos a vossa compreensão, uma vez que se tratam de seres humanos com o nível de inteligência de um pastor-alemão. Além disso, são minorcas e não conseguem prender as fitas aos ramos das árvores.
  • Ao longo do percurso existirão entre 2 a 15 postos de controlo. O número de postos depende do estado do coiso ao nível da situação.
  • Os atletas terão de fazer o pino a fim de ser registado o controlo no seu dorsal.
  • Os atletas deverão respeitar a ordem de chegada ao controlo. Se tal não acontecer, os atletas terão de andar à porrada para decidir quem é controlado primeiro.
  • A prova será em sistema de open-road. Ou seja, o atleta será responsável pela sua segurança na travessia de estradas. Nesse sentido, o atleta terá de ter consigo o código da estrada (ver ponto 2.9.).

 

7.7. Locais dos abastecimentos

 

Novamente: Tudo depende do estado do coiso ao nível da situação.

 

10.8. Material obrigatório / verificações de material

 

  • Mochila tipo Trolley com rodinhas ou Cinto de Cowboy com recipiente(s), com capacidade mínima de 25 litros;
  • Pára-quedas;
  • Manta de farrapos;
  • Código da Estrada;
  • Trompete;
  • Caçadeira de canos-cerrados (caso o Sócrates se encontre a monte após se evadir do estabelecimento prisional de Évora);
  • Consola de tetris;
  • Samarra alentejana;

 

A organização verificará junto de cada atleta se possuem este material, pois a partida será dada a bordo de um avião (daí o pára-quedas) e a prova desenrolar-se-á em zonas frias (daí a manta de farrapos), quentes (daí a samarra alentejana), em zona comerciais (daí o trolley com rodinhas) e em zonas desertas (daí a consola de tetris para combater a monotonia).

 

4.9. Informação sobre a passagem de locais com tráfego rodoviário ou ferroviário

 

Apesar de estar montado um dispositivo de segurança distribuído por todo o percurso, o atleta deve ter atenção redobrada em zonas de tráfego rodoviário. Se for para serem atropelados, que o sejam por um veículo anterior a 1990. Quanto mais antigo o veículo, mais barata a sua reparação. O seguro da Organização não cobre acidentes e respectivas despesas médicas / funerárias. Para mais informações sobre o seguro desportivo, ver o ponto 2.11.

 

2.10. Penalizações/ desclassificações

 

  • As penalizações serão aplicadas consoante a gravidade dos factos verificados e o estado de espírito dos membros da Organização. Penalização por falha em 1 PC – 10 calduços; 2PC – 10 chibatadas, 3 PC ou PC ZERO – morte por lapidação.
  • A penalização máxima será a morte por lapidação ou amputação dos membros inferiores, também aplicada por falta de material e conduta não desportiva.
  • O participante assume, por livre e espontânea vontade, os riscos e suas consequências decorrentes da participação na prova, sejam eles danos morais, intelectuais, matrimoniais, transcendentais, transsexuais ou de qualquer natureza.

 

5.11. Seguro desportivo

 

Não há. Azar.

 

 47. Inscrições

 

  • A inscrição é feita de forma presencial, no estabelecimento prisional de Évora, entre as 14h26 e as 17h58 do dia 28 de Maio de 2015.
  • Serão apenas aceites pagamentos em dinheiro vivo ou vales de compra da Zara.
  • A inscrição é anulada automaticamente caso o pagamento não seja efectuado no momento da inscrição. Para além de verem a sua inscrição anulada, os atletas terão de passar a noite na cela do José Sócrates. Vais arriscar?
  • Se não tiveres dinheiro para a inscrição, pede-o a um amigo.

 

3.1. Valores e períodos de inscrição

 

02.jpg *Adultos com mais de 106 anos não pagam almoço.

 

18.2. Material incluído com a inscrição

 

  • Dorsal, cueca técnica, caixa de preservativos, halibut e um xi-coração;

 

3.3. Serviços disponibilizados

 

Duche vichy, cabeleireiro, pédicure, spa, banho turco, sauna, massagem erótica e outros que a organização consiga garantir até ao dia do evento.

 

4. Categorias e Prémios

 

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15. Informações

 

6.1 Como chegar

 

De carro, de avião, de comboio, de barco, de metro, a pé, de patins em linha, de burro, de joelhos. É à escolha do freguês.

 

9.3 Onde ficar

 

No Hotel, na Pensão, na Residencial, na roulote, na tenda, em casa de amigos, ao relento, no carro, debaixo da ponte. É à escolha do freguês.

 

8.3 Locais a visitar

 

Cemitério de Ermesinde, Morgue do Hospital de Moimenta da Beira, Estabelecimento Prisional de Évora, Lixeira Municipal de Peso da Régua, Matadouro de Albergaria-a-Velha e Parque de Estacionamento do Continente de Alijó.

 

1.4 Eco responsabilidade

 

  • O atleta é responsável por aplicar um catalisador no rabinho de maneira minimizar o efeito da sua flatulência ao nível das alterações climáticas.
  • O atleta é igualmente obrigado a transportar consigo sacos de plástico, nos quais recolherá o cocó que fizer durante a prova.

 

Para outras informações, consulte a Astrologa Maya:

 

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Grande Reportagem do VI Ultra-Trail de Conímbriga – Terras de Sicó

por Pedro Caprichoso, em 03.03.15

Depois da brilhante cobertura jornalística dos Trilhos dos Abutres, Pedro Caprichoso foi promovido pela redacção do TopMáquina e passou a integrar os quadros. Nos Abutres não passava de um zé-ninguém a realizar um estágio não-remunerado. Agora, um mês depois, continua a trabalhar de graça; mas, em compensação, já é convidado a apadrinhar provas de nível internacional. Quem o viu e quem o vê! Está um homenzinho.

 

O nosso enviado especial a Terras de Sicó calçou os ténis, rezou dois Pai-Nossos e duas Avé-Marias, besuntou o rêgo do cu com vaselina PACU e partiu para os 111km com o objectivo de chegar ao fim com a cueca enxuta. Relembro que Pedro Caprichoso borrou a cueca na sua última prova de 3 dígitos. O UTAX e o Município da Lousã estão em dívida com o atleta da Juventude Vidigalense, que adobou a Serra da Lousã como um verdadeiro latifundiário.

 

Sem mais delongas, até porque a conversa começa a cheirar mal, eis a crónica do enfant terrible do jornalismo desportivo nacional:

 

XXXXX

 

Condeixa, 28/02/2015.

 

Bruno Sousa foi o grande vencedor do VI Ultra-Trail de Conímbriga – Terras de Sicó. O atleta do Paredes Aventura dominou a prova do princípio ao fim, cumprindo os 115km e 3600m D+ em 11h19m. O Bruno é um grande atleta? É. O Bruno é um tipo porreiro? É. O Bruno faz bolos para a sua cara-metade? Faz. O Bruno gosta do TopMáquina? Gosta. Acontece que o tempo canhão do Bruno só tem uma explicação: a mochila de hidratação do Bruno tem reactores a jacto. À primeira vista parece uma mochila normalíssima da Camelbak, mas o camuflado não engana.

 

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Esta mochila não é uma mochila. Esta mochila é um protótipo de alta-tecnologia desenvolvido pelo exército norte-americano. Para terem uma ideia do que estamos aqui a falar, basta referir que os SEALS que limparam o sebo ao Bin Laden usam mochilas iguais. Acham que estou a inventar? Então analisem a foto abaixo publicada, na qual os reactores da mochila do Bruno entraram em sobreaquecimento durante o UTSM 2014.

 

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A prova estava a correr-me de feição até ao momento em que 2 atletas do Viana Trail se colaram à minha sombra. Não digo nomes para não ferir susceptibilidades. Em vez disso, analisem os tempos de passagem e logo saberão de quem eu estou a falar. Falo do Alcobia e do Freitas. Porra! Não ia dizer nomes, mas agora já está. Já não há nada a fazer. Se ao menos os teclados tivessem uma tecla para apagar. Infelizmente não têm. Enfim.

 

As duas personagens acima acidentalmente identificadas passaram a noite toda mais interessadas em queixarem-se dos estradões, em picarem-se um ao outro e em promoverem a Taça Ibérica de Trail (junto dos outros atletas) do que propriamente em competirem. Já para não falar nas bombas flatulentas largadas pelos dois ao longo da prova: contei-as, fiz uma folha de excel e cheguei à média de 3,7 / km. “O que é que esta gente jantou?”, questionava-me eu a cada rebentamento. Posto isto, sugiro que doravante todas as Organizações de Trail passem a usar os seguintes painéis de sinalização:

 

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Não gostei dos abastecimentos. Tinham tanta fartura que um gajo perdia facilmente 5 minutos só para decidir o que meter à boca. Até houve um abastecimento extra que não aparecia no regulamento, por volta do km 34, no qual enfardei de penalti meia torta de chocolate DanCake. Quer dizer, um gajo vai às provas para correr e passa metade do tempo a comer? Pesei-me antes e depois da prova e estou mais gordo. Assim não há condições.

 

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Estive com o homem da marreta ao km 95. Ele mandou cumprimentos. A conversa com o marreteiro foi tão boa, mas tão boa, que fiz os 5km seguintes a passo – inclusive as descidas. Despedi-me dele no abastecimento dos 100km, quando entornei um caldinho verde que me soube pela vida.

 

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Houve quem tivesse ficado de tal maneira afectado pelo homem da marreta, que confundiu a sanita com o lavatório e deixou os balneários neste estado:

 

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 [Atenção: a foto da sanita é verdadeira. O homem da marreta também.]

 

Não gostei do brinde dos Abutres e também não gostei do brinde do Sicó. Nos abutres foi uma sapatilha; em Sicó foi um pé. Ainda por cima o pé é muito maior do que a sapatilha – e o primeiro não cabe na segunda. Das duas uma: ou fazem uma sapatilha maior ou um pé mais pequeno. As duas organizações que se organizem e cheguem a um consenso. Os atletas agradecem.

 

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O empeno experimentado pela minha pessoa foi de tal forma violento, que deixei cair uma nota de 500€ no chão e tive de lá deixá-la. Não consegui baixar-me para apanhá-la. Depois do duche voltei à meta para comprar um licor de bolota e a nota escapou-se-me por entre os dedos. Dito isto, lanço daqui um apelo aos Varredores da Câmara Municipal de Condeixa: se encontrarem uma nota de 500€, é favor devolverem-ma. É minha. Em troca dou-vos um autografo. Ainda ficam a ganhar.

 

Pior do que o empeno foi a massagem. Tirando família e colegas de trabalho, poucos sabem que eu era virgem. Nunca antes tinha estado com uma mulher e não tenho vergonha de admiti-lo: fui abusado. Estava a guardar-me para a mulher dos meus sonhos e fui forçado a fazer coisas que não queria. Tocaram-me. Amassaram-me. Desrespeitaram-me. Sinto-me usado. De tal maneira usado, que depois da massagem tomei mais um duche (para limpar o pecado do meu corpo) e fui confessar-me à Igreja de Condeixa. Agora, três dias passados, já me sinto melhor. Mas acho que nunca mais serei o mesmo.

 

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Pedro Rodrigues e Paulo Lopes ganharam ex-aequo os 65km. Receei que eles tivessem cortado a meta de mãos dadas, pois isso é um bocadinho panisgas. Pelos vistos, cortaram-na abraçados. Menos mal. O problema é que depois estragaram tudo: foram tomar banho juntos. As imagens captadas pelas câmaras de videovigilância do Pavilhão Polidesportivo de Condeixa são bem reveladoras. Digamos apenas que o Pedro não conseguia chegar com o sabão a determinado sítio e o Paulo ajudou-o.

 

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O Ricardo Silva não competiu no passado fim-de-semana, mas teve de ser levado de emergência para o Hospital de Condeixa pela quantidade de vezes que foi obrigado a subir ao pódio. Só na cerimónia da ATRP contei umas dez. Mas não se preocupem: ele levou 2 sacadas de soro e já se encontra em condições de subir ao pódio na próxima prova.

 

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Por fim, para dar um toque de humor a esta crónica, que até aqui tem sido de um profissionalismo execpcional, deixo-vos uma piada: o Lino Luz ficou sem luz durante a noite. Perceberam? Luz do frontal e Luz de apelido. Muito boa! lol

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