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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

Entrevista ao TopMáquina

por Pedro Caprichoso, em 29.05.15

A pedido de uma multidão de fãs, transcrevo em baixo a entrevista ao TopMáquina no final do Poiares Trail.

 

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José Guilherme Féteira [FT] – Temos agora aqui connosco o grande, o superlativo, o estratosférico TopMáquina – o melhor atleta barra blogger do planeta terra e arredores. Uma grande salva de palmas para o TopMáquina, por favor…

 

O público levanta-se e bate palmas, de pé, durante 15 minutos.

 

TopMáquina [TM] – Pronto, já chega… Parem com isso! Estou com dor de cabeça.

 

O público continua a bater palmas.

 

TM – Se não param de bater palmas, vou-me já embora e já não há sessão de autógrafos para ninguém.

 

O público fica mudo. Só se houve uma criança, ao longe, a chorar.

 

FT – Pronto, está tudo bem. Eles já se calaram.

 

TM – Até que enfim…

 

FT – É uma honra ter-te aqui connosco.

 

TM – Acredito que sim.

 

Neste momento, uma fã despe-se, fica com as maminhas ao léu – nas quais se pode ler: «Casa comigo» – e atira-se aos pés do TopMáquina.

 

TM – Ui, que nojo! Tirem-me esta criatura histérica daqui. Já!

 

FT – Socorro! Segurança!

 

TM – A segurança não vai ser precisa.

 

O TopMáquina começa então a desatacar as sapatilhas e dá-as à criatura. Por isso o TopMáquina aparece descalço na foto acima publicada. Visivelmente mais calma, com as sapatilhas apertadas entre as mãos e as maminhas, a criatura regressa calmamente para junto do público. Perante este gesto, o público irrompe numa nova ovação ao TopMáquina.

 

FT – Calem-se! – grita o speaker. – Não ouviram o homem? Ele está com dor de cabeça.

 

TM – Obrigado.

 

FT – Só confirmaste a tua presença ontem e nós estivemos “vai não vai” para cancelar a prova, pois sem a tua presença nada disto faria sentido. Felizmente, decidiste aceitar o nosso convite. O que te fez vir correr a Poiares?

 

TM – O cachet.

 

FT – Mais alguma coisa?

 

TM – Sim, foi o cachet e o facto desta ter sido uma oportunidade de ouro para ganhar ao Pedro Rodrigues.

 

FT – Como assim?

 

TM – Bem, o Pedro tinha feito o UTSM na semana passada e ia correr com uma unha a cair de podre. E eu sabia que só assim lhe conseguiria ganhar.

 

FT – E ganhaste-lhe.

 

TM – Pois ganhei.

 

FT – Como foi correr com ele?

 

TM – Não sei. Eu ultrapassei-o nos primeiros 10km e nunca mais o vi. Ele ainda me pediu para eu esperar por ele, para trabalharmos em equipa, mas eu mandei-o à fava.

 

FT – Porquê?

 

TM – Olha... porque queria ganhar-lhe, como disse anteriormente. Ó José, desculpa lá, mas tu hoje estás um bocadinho lento. Não estás?

 

FT – Tem toda a razão, Senhor TopMáquina. Eu hoje estou, de facto, um bocadinho lento.

 

TM – Um bocadinho é favor.

 

FT – Ontem estive nos copos com o Luís Semedo até às 4 da manhã e deu nisto.

 

TM – Pois... Mas, ao contrário de ti, o Luís não está lento. Até está rápido demais para o meu gosto, já que ele ganhou a prova e tudo. Deu-nos um bigode.

 

FT – Teres ficado à frente do Pedro Rodrigues é, portanto, um dos maiores feitos da tua carreira?

 

TM – Sem dúvida. Isso e ter terminado o UTAX 2014 após 8 horas de diarreia ininterrupta.

 

FT – Incrível. São dois feitos incríveis, de facto.

 

TM – Sim. Sem dúvida.

 

FT – Quanto ao percurso, o que achaste?

 

TM – Estou farto desta entrevista. Vou-me embora. Tenho o meu motorista à espera. Fui.

Rescaldo do Poiares Trail 2015

por Pedro Caprichoso, em 25.05.15

O Poiares Trail tinha tudo para correr mal: a organização não me inspirava grande confiança, estava um calor de rachar e tinha enfardado meio quilo de cerejas ‘de beira-de-estrada’ na véspera da prova – o que fez com que tivesse de parar 5 vezes durante a viagem para “arrear o calhau”. Surpreendentemente, foi um evento 6 estrelas!

 

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A organização do Poiares Trail convidou 2 Padrinhos: um homem (Jorge Martins) e uma mulher (Carmen Pires). Se os tipos do Viana Trail tivessem atendido os meus pedidos, também eu teria tido uma Madrinha na Taça Ibérica de Trail. Mas não: decidiram antes deixar-me sozinho e gastar o dinheiro todo em fitas, brindes e abastecimentos. Viana-Trail, ponham os olhos no Poiares Trail!

 

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Embora o nosso enviado especial à capital da chanfana tenha subido ao pódio enquanto 3.º classificado do escalão SM, este mostrou-se extremamente desagradado com o troféu que lhe foi atribuído. Os troféus do Poiares Trail 2015 têm a forma de um animal com o  focinho de bode (pois tem barbicha) e corpo de cabra (pois tem tetas). Ou seja, trata-se de um caprino transexual – e nós aqui no TopMáquina não gostamos dessas modernices. Ou bem que era uma cabra; ou bem que era um bode. Assim não.

 

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No escalão feminino, Patrícia Carreira apresentou, em exclusivo mundial, uma nova técnica de descida intitulada "O Cristo-Rei". Em declarações no final da prova, a vencedora do Poiares Trail admitiu que esta técnica tem vindo a ser desenvolvida em segredo com o seu treinador André Rodrigues – um dos maiores especialistas mundiais a descer.

 

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Pedro Rodrigues, o outro pupilo de André Rodrigues, correu com uma unha a cair de podre – danos colaterais do UTSM, que o atleta da Lousã terminou num brilhante 6.º lugar. Em conversa telefónica com o atleta, este confirmou à redacção do TopMáquina que a unha foi-lhe arrancada hoje de manhã, a sangue-frio, por um ferreiro da zona. Em baixo podem ver a reacção de nojo do público de Portalegre ao verem a unha do Pedro:

 

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Não sendo uma novidade no universo do Trail Nacional, não podemos deixar de fazer referência aos cartazes colocados ao longo da prova. Alguns serviam de motivação, outros para induzir a gargalhada e, um em particular, para gozar com a cara do fundador deste blog.

 

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Segundo reza a história, Luís Semedo, o vencedor da prova principal do Poiares Trail, apanhou uma piela de proporções bíblicas na noite anterior à prova. Tal significa que a organização falhou redondamente por não tê-lo submetido a um teste anti-doping – de maneira a medir o teor de cevada no sangue com que este se apresentou à partida. Relembramos que, na semana passada, a Agência Portuguesa de Anti-Dopagem adicionou a cevada à lista de substâncias dopantes. Eis o Luís a recuperar da ressaca (da prova):

 

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Por fim, quanto aos meios de socorro, nada a apontar. Não faltaram bombeiros e pessoal da organização nas partes mais perigosas do percurso, incluindo nadadores salvadores (na passagem por linhas de água) com o equipamento de salvamento adequado para o efeito.

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GoPro - Melhor do que Doping

por Pedro Caprichoso, em 21.05.15

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A julgar pela forma como o Zé-Povinho—Atleta acelera o passo quando pressente que alguém o está a filmar, proponho que para o ano atafulhem o percurso do MIUT com câmaras GoPro.

 

 

Vemos o Zé a arrastar-se, quase a morrer, tipo Zombie… e, de repente, assim que avista uma câmara, é vê-lo colar um sorriso rasgado (numa cara outrora desfigurada pelo cansaço) e desatar a correr como se não houvesse amanhã. Mas só até ficar fora do alcance das câmaras.

 

Fora do alcance das câmaras, é vê-lo parado, com as mãos nos joelhos e os bofes de fora. Isto não aconteceria se o percurso estivesse coberto por câmaras, uma vez que o Zé seria forçado a correr para não ficar mal na fotografia.  

 

Proponho, portanto, uma câmara GoPro a cada 500 metros. Penso que assim conseguir-se-ia facilmente baixar das 12horas no MIUT.

 

Passe a modéstia, esta ideia é simplesmente brilhante.

Ricardo Silva no Rally de Portugal

por Pedro Caprichoso, em 19.05.15

Após a bombástica vitória no UTSM, com o tempo canhão de 9h55, Ricardo Silva anunciou ontem a sua próxima prova por etapas.

 

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Ladeado por representantes do ACP e WRC, o actual campeão nacional de Trail informou a comunicação social de que aceitou ser o piloto de reconhecimento das especiais do Rally de Portugal que se disputarão, na próxima sexta-feira, entre Ponte de Lima, Caminha e Viana do Castelo. A conferência de imprensa realizou-se na Exponor, onde está sediado o Rally, que arranca na próxima quinta-feira com a super-especial de Lousada.

 

O papel de piloto de reconhecimento é importantíssimo no Rally, já que este é o responsável por verificar o estado dos troços antes da passagem dos carros. A novidade é que o Ricardo Silva fará as especiais, não de carro, mas a correr. Segundo o Presidente do WRC, “esta é uma medida experimental que se enquadra na nova Política Ambiental da FIA com vista a reduzir a pegada ecológica do Deporto Automóvel.”

 

Uma vez que as referidas especiais serão disputadas em plena Serra D’Arga e Monte de Santa Luzia, o ACP ponderou inicialmente convidar o André Rodrigues – vencedor das últimas 2 edições do Grande Trail Serra D’Arga – para piloto de reconhecimento. Acontece que o André lesionou-se com gravidade em Zegama e a Organização teve de recorrer aos serviços do Ricardo, que se mostrou confiante de que esta será uma boa experiência:

 

“Uma coisa é certa: terei muito mais público a assistir à minha passagem do que nas provas de Trail. A minha única preocupação reside no facto de que terei de usar um pirilampo na cabeça. Estou habituado a correr com frontal, mas nunca corri com um pirilampo na cabeça.”

 

Agora percebe-se a razão porque o Ricardo fez os últimos 10km do UTSM com um pirilampo na cabeça.

 

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Estagiária de Auxiliar de Acção Médica/Geriatria/Enfermagem (f)

por Pedro Caprichoso, em 14.05.15

ID: 2668667542

Data: 16-05-2015

Empresa: Atletismo Clube de Portalegre

 

Estagiária de Auxiliar de Acção Médica/Geriatria/Enfermagem (f)

 

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País: Portugal – Portalegre

Categoria(s): Higiene / Saúde

Intervalo salarial: Zero – Nada.

 

Descrição da Empresa

O  Atletismo Clube de Portalegre organizará, no próximo dia 16-02-2015, o UTSM – Ultra Trail Serra de São Mamede. A nossa equipa é constituída por um grupo de consultores especializados nas variadas áreas do Atletismo, com especial enfoque em organizações de matriz competitiva. Desenvolvemos estratégias e soluções com um único objectivo: a criação de valor acrescentado para os atletas.”

 

Detalhe da Função

Estamos actualmente a recrutar para o UTSM uma Estagiária de Auxiliar de Acção Médica/Geriatria/Enfermagem (f).

 

Responsabilidades e Tarefas:

  • Fornecer cuidados, apoio e tratamento (higiene pessoal, alimentação, vestir, mobilidade física, comunicação, toma de medicamentos, etc.) aos atletas finishers do UTSM (100km);
  • Transportar os atletas empenados em cadeiras de rodas ou macas;
  • Manter normas de higiene pré e pós-competição: untar os atletas com creme antifricção, limpar-lhes o rabinho, estourar-lhes as bolhas, ajudá-los a fazer xixi e cocó;
  • Fornecer massagens, beijinhos, cafuné e outras medidas não farmacológicas de alívio da dor;
  • Observar condições, respostas e comportamentos dos atletas e reportar alterações ao Delegado de Saúde da ATRP.

 

Perfil:

  • Bons conhecimentos de inglês, mirandês e calão do Trail;
  • Carta de condução de cadeiras de rodas;
  • Dinamismo, espírito de equipa e sex appeal;
  • Boa capacidade de comunicação oral, gestual e sexual;
  • Experiência e/ou formação na área da pediatria com vista a lidar com os atletas “bebés chorões”.

 

Oferece-se:

  • Formação descontínua financiada pela própria;
  • Contrato de Estágio Profissional apalavrado;
  • Remuneração à base de beijinhos e xi-corações;
  • Candidatas com perfil deverão enviar CV com foto em tronco nu.

Rescaldo da Taça Ibérica de Trail

por Pedro Caprichoso, em 12.05.15

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No passado Domingo, por volta das 6h da manhã, fiz amor apaixonado com um moçambicano de 120kg. Duas horas depois estava a participar, em Vila Nova de Cerveira, na Taça Ibérica de Trail. Com o carimbo dos maluquinhos do EDV-Viana Trail, o evento ultrapassou todas as expectativas. Sabíamos de antemão que seria bué bom, mas ninguém pensou que fosse tão bué bom. A melhor forma de descrever a Taça Ibérica é a seguinte: foi uma pândega envolta num forrobodó, acompanhada por uma suruba com uma cereja no topo.

 

Começando pela vertente competitiva, o nosso enviado especial a Cerveira alcançou um estratosférico 2.º lugar à Geral. Uma vez que a prova se intitulava Taça Ibérica de Trail, tal significa que Pedro Caprichoso é hoje considerado pela imprensa especializada como o segundo melhor atleta de Trail da Península Ibérica. Se os Espanhóis Kilian Jornet e Luís Hernando não estiveram em Cerveira, isso é lá com eles. Não quero saber. Azar!

 

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Tendo em conta a presença esmagadora de atletas espanhóis nos 50km, posso afirmar que aprendi mais palavras em Castelhano durante a primeira contagem de montanha do dia (com 450D+) do que em toda a minha adolescência vendo o Canal Íntimo. Eis algumas das bonitas expressões que irei utilizar a partir de hoje sempre que me deslocar ao país vizinho:

 

- Estoy hasta los cojones (Estou farto);

- Que coño (Que raio/que chatice/que merda);

- Me cago en la leche (Puta que o pariu);

- A tomar por culo (Ir para a puta que o pariu);

- Que putada (Que chatice);

- No jodas! (Não brinques/não acredito);

- Que coñazo (Que chatice/que gaita);

- Que hijo(a) de puta!

- Eso está de puta madre (Está bem/bom/óptimo);

- Está cojonudo (Está demais!);

- Cabrón(a) (Parvo, Sacana – não tem a denotação que tem em Portugal);

 

Nota: desconfio que o “Cabrón” era dirigido ao Director da Prova e Presidente do Viana Trail – o Sôtor Alcobia.

 

A Taça Ibérica é a única prova no mundo em que os voluntários são melhores atletas do que os atletas em competição. Imaginem o que é chegar a um abastecimento e levarmos com a nata do Viana-Trail. Sabem como é? É uma merda. Pois em vez de nos apoiarem, metem-nos abaixo. Dizem-nos que vamos estourar; que o homem da marreta está ao virar da esquina; e que há perigo de morte se não abastecermos convenientemente.

 

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Na Taça Ibérica os campeões são atletas vassoura, dão-nos comida na boca, recolhem as fitas e lavam-nos as costas no duche – obrigado José Faria. Digam-me lá: em que outra prova vocês vêem um Campeão Nacional de Trail a recolher fitas?

 

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 [Ricardo Silva, Artur Matos e Amândio Freitas a recolher fitas]

 

Ainda querem mais razões para no próximo ano virem correr a Cerveira? Sim? Então aqui vão mais três:

 

1. Gajas Boas

Da mesma forma que existem as garotas da Fórmula 1 para abrilhantar o desporto automóvel, a Taça Ibérica tem as garotas mais sexys do Trail Nacional.

 

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2. Contacto Com Verdadeiros Campeões.

A presença e simpatia dos campeões é outra das características que distinguem a Taça Ibérica das demais provas. Em baixo, por exemplo, temos o campeão Jérôme Rodrigues a dar conselhos a uma anónima do mundo das corridas.

 

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3. Dá Gosto Ficar Em Último Lugar

Eis a recepção que teve o último classificado dos 50km. Para além da recepção, recebeu um beijinho de cada uma das garotas acima identificadas.

 

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A não ser que o meu amante moçambicano me deixe e eu morra de desgosto, podem ter a certezinha absoluta de que para o ano estarei em Cerveira – seja a correr, a aplaudir ou a ajudar.

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