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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

Antevisão du Marathon du Mont-Blanc

por Pedro Caprichoso, em 23.06.15

Depois do ‘Azores Ultra-Trail’ e da ‘SkyMarathon Madeira’, a ‘Marathon du Mont-Blanc’ será minha terceira prova no estrangeiro. Não vou esconder a minha ambição: o objectivo é ganhar. Não vou fazer por menos. O Kilian comigo não faz farinha.

 

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O facebook está constantemente a dizer-me que «não há impossíveis» e que «para ganhar basta acreditar». Acontece que eu não acredito nessas fantochadas. Os que acreditam em impossíveis e no poder do pensamento são os mesmos que ligam para o 760 10 30 10 na esperança de que uma burlona lhes resolva os problemas financeiros com um baralho de cartas. Pensar positivo vale pouco se não houver pernas e pulmões para alcançarmos os nossos objectivos. E, lamento informar-vos, mas há impossíveis, como por exemplo fazer uma Maratona abaixo das 3h com um extintor enfiado pelo rabo acima. Dito isto, não há milagres. Há que fazer pela vida. Para ganhar em Chamonix, das duas uma: ou se tem pernas ou se faz batota – e eu não tenho pernas.

 

RECORD-238091.jpgA minha estratégia não podia ser mais simples: vou dopar-me ‘à força toda’ e farei marcação cerrada ao Kilian Jornet do início ao fim da prova. Vou ser a sombra do Kilian recorrendo a um cocktail explosivo de substâncias dopantes. A saber: 2 comprimidos de ‘Libidium Fast’, 1 comprimido de ‘Imodium Rapid’, 5 Red Bulls, 1 pau de Cabinda e 2 folinhas de hortelã. Não é por acaso que «cock» está presente na palavra «cocktail». Depois, na recta da meta, sugiro-lhe cortarmos a meta juntos: dou-lhe a mão, corro um bom bocado com ele de mão dada – e, já em cima da meta, deslargo-lhe a mão, fujo dele e ganho isolado. Brilhante, não é?

 

Em Chamonix, não é a concorrência que me assusta. Todos têm duas pernas, dois pulmões, duas orelhas e três tomates como eu. Mais que dos adversários, do que eu tenho medo é de me distrair com as vistas, espetar um biqueiro num calhau, espalhar-me ao comprido e ficar com um tomate entalado na raiz de uma árvore. Nesse sentido, para focar-me exclusivamente no trilho e evitar que a paisagem me desconcentre, incluirei palas de burro no meu material obrigatório.

 

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Flatulência no Trail Running

por Pedro Caprichoso, em 19.06.15

Ninguém fala disto. É tabu. Mas todos o fazemos. Alguns mais de 50 vezes por dia. A flatulência é um problema de saúde pública – e tem de ser encarado como tal.

 

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Sofrem os flatulentos, cuja vida social é destruída – pois ninguém consegue estar à beira deles. E sofrem os flatulentos passivos, que inalam o perfume emitido pela peida de terceiros e vêem-se obrigados a confrontá-los. Conheci uma indivídua que acordava com os próprios traques. A tipa dormia, largava um morteiro e acordava estremunhada. Não conseguia dormir mais de meia-hora seguida, a coitada. Não dormia ela e não dormia eu. Era vegan, só comia repolho e aquilo mexia-lhe com a tripa. Estou a falar a sério. Que me caia um satélite nos cornos se não é verdade.

 

A flatulência é uma calamidade nos elevadores, nos transportes públicos, no ambiente de trabalho, debaixo dos lençóis, na fila do Pingo Doce e nas provas de Trail Running – sobretudo no Trail Running. Mais do que em qualquer outro desporto, o Trail Running favorece a flatulência ao promover as causas que estão na origem da formação de gases no nosso aparelho intestinal, nomeadamente:

 

  1. O movimento da corrida em si – que não passa de uma sucessão de saltos – promove o movimento intestinal;
  2. Acidentalmente engolir ar em resultado de comer e beber depressa – ar que depois, mais tarde ou mais cedo, tem de sair pelo lado oposto;
  3. A ingestão de Coca-Cola (com gás carbónico) e de adoçantes processados de ingestão rápida (tais como géis) contribuem de forma decisiva para o incremento do nível de flatulência;

 

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De certeza que já vos aconteceu serem obrigados a ultrapassar um indivíduo, num treino em grupo, porque ele passa o treino a largar-se. E irem a trepar em fila indiana, com as mãos nos joelhos e o focinho rente ao rabo do atleta que segue à vossa frente, e levarem com um peido nas trombas? Alerta: nunca se deixem ficar para trás num treino de Fartlek em grupo – não é por acaso que “Fart” está presente na palavra “Fartlek”.

 

Já nos aconteceu a todos – inclusive ao José Capela. “Já me aconteceu ir junto duma menina e estar a conter-me para não me largar. Entretanto ela larga-se e pede desculpa, e eu larguei-me de seguida e disse: estás desculpada!”, comentou há dias o Capela no facebook.

 

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A minha experiência diz-me que são justamente os cagões que mais se cagam. O fedor libertado pelo rabo dos atletas que envergam Salomon da cabeça aos pés e correm com uma Gopro atarraxada à cabeça é particularmente repugnante. Sugestão para a Salomon: calções com carvão activado.

 

Nem tudo é negativo. A flatulência também tem vantagens: (1) o impulso providenciado pela libertação do traque não é negligenciável, projectando o atleta para a frente; (2) o peido violento – mais ruidoso do que fedorento – serve muitas vezes de alerta para informar de que está a caminho uma enxurrada de cocó, permitindo ao atleta meter um “Imodium Rapid” no bucho antes de ser obrigado a arrear os calções atrás de um eucalipto.

 

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P.S. Àqueles que desvalorizam a flatulência e nela só vêem motivo de riso, relembro o seguinte: o peido é merda no estado gasoso.

Rescaldo do HTMP – Hard Trail Monte da Padela

por Pedro Caprichoso, em 17.06.15

Deixemo-nos de merdas, merdinhas e caldinhos de galinha – e vamos direitos ao assunto. Os factos são estes: eu (dorsal 89) fiquei em 6.º da Geral (ex-aequo com o meu companheiro de aventura Miguel Martins, ao qual aproveito para mandar uma beijoca) no HTMP – Hard Trail Monte da Padela. Acontece que me esqueci de colocar o chip fornecido pela Lap2Go e fui desclassificado à conta disso. Tive o cuidado de indicar em todos os pontos de controlo que não tinha chip e a organização foi apontando o meu dorsal. Como é que eu sei? Sei porque apareço classificado no P1, P2 e no Uphill. Só não apareço classificado na meta. Pelos vistos, o chip só era preciso na meta. [De referir que a Lap2Go entretanto já me mandou email muito simpático, informando-me de que as classificações já foram corrigidas.]

 

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Não me interpretem mal: eu considero que fui muito bem desclassificado. Eu desclassificar-me-ia a mim próprio se tivesse a oportunidade. Não só fui bem desclassificado porque o regulamento prevê a desclassificação pela não devolução do chip – que eu não o devolvi –, assim como beneficiei claramente do facto de ter corrido sem ele. "O chip é pesadíssimo e tu foste claramente favorecido por teres corrido sem o dito cujo atarraxado à sapatilha”, disse-me o Bruno Coelho no fim da provaTem toda a razão.

 

5 gramas – o peso do chip – podem não parecer muito, mas são. Não é preciso um génio para chegar à conclusão de que 5gr X 80.658 passos(*) são 403,29kg: o equivalente a duas Teresas Guilhermes e meio. É muito. Se uma Teresa Guilherme é muito, agora imaginem duas e meia! Para além do peso em si, não esquecer que o chip é atarraxado a uma das sapatilhas. Isto faz com que o peso fique mal distribuído, exercendo mais pressão sobre uma das pernas. A perna do chip fica assim obrigada a exercer mais força para cobrir a mesma distância que a sua simétrica, o que pode levar à ocorrência de lesões gravíssimas ao nível do músculo chipinoidal.

 

(*) Para além de monitorizar a distância, o desnível, a temperatura, a velocidade do vento, as calorias, o batimento cardíaco e a potência muscular, tenho também por hábito contar o número de passos que dou durante as provas. Para além de ser um importantíssimo indicador de performance desportiva, contar passos serve-me de meditação e é uma forma espectacular de ignorar os insultos dos nossos adversários quando estes nos tentam deitar psicologicamente a baixo. Infelizmente, tal não resultou com o Pedro Marques.

 

Podia devolver o chip por correio à Lap2Go? Podia. Mas não o vou fazer. Há uma fã do TopMáquina que me prometeu uma noite de prazer em troca do chip autografado, que ela depois transformará num colar à semelhança das chapas que os militares exibem ao pescoço. Esqueci-me de mencionar uma coisa: a fã em causa é boa como o milho, como podem atestar pela foto abaixo publicada:

 

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Dos 66km, fiz 50km na companhia do Miguel Martins. Mas a dupla foi, em grande parte, uma tripla. Tirando a última descida, na qual ele se nos escapou, o Pedro Marques foi o “Facada” desta tripla maravilha. Escusado será dizer que eu fui o “Cocó” (dada a minha reconhecida capacidade flatulenta) e o Miguel o "Ranheta" (dada a sua reconhecida capacidade de expectorar pelo nariz, tapando uma narina com um dedo e projectando ranho pela outra com a força de um rinoceronte).

 

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Nunca pensei dizer isto de um veterano do Trail Nacional, mas o Pedro Marques é um estroina. De maneira a não ferir susceptibilidades, vou dar apenas 3 exemplos ligeirinhos do terror que é correr com o Pedro:

  1. O Pedro mete conversa connosco para que a gente se desconcentre e bata com os cornos no chão;
  2. O Pedro come bananas e depois atira as cascas em direcção aos nossos pés para ver se a gente escorrega e bate com os cornos no chão;
  3. O Pedro dispara subida acima, pára, espera por nós, incentiva-nos como se estivéssemos em Zegama, depois arranca novamente, ultrapassa-nos e volta a fazer o mesmo. Tudo para psicologicamente nos deitar a baixo e ver se a gente leva com a marreta.

 

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Também fiz alguns quilómetros na companhia do Bruno Coelho, que a determinada altura decidiu beber directamente do pipo. Pessoal, não se preocupem que o Bruno não tem herpes. Ele tem tomates de aço, mas aparentemente isso não se pega.

 

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Cruzei-me igualmente com o Rui Seixo durante a prova – e foi muito gratificante ver que os grandes atletas do Trail Nacional também levam com a marreta. Ele diz que foi uma mini-marretada, mas para eu ter ficado à frente dele é porque ele deve ter levado em cheio com uma daquelas bolas de demolição.

 

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Depois de alcançar um excelente 3.º lugar nas 100 milhas do “Oh Meus Deus”, Artur Costa veio à Padela ao engano. O desgraçado pensava que iria fazer mais 100km.

 

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Aqui vemos o Presidente do Viana-Trail a correr atrás de mim para me dar uma coça. Estou a brincar: não era para me dar uma coça; era para recolher o lixo que eu propositadamente deixava depois do abastecimento para obrigá-lo a correr um bocadinho. Mandrião!

 

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Antevisão do HTMP – Uma prova dos Diabos!

por Pedro Caprichoso, em 12.06.15

Amanhã vou participar no Hard Trail Monte da Padela [HTMP] e confesso que não me estou a sentir muito bem. Estou com um mau pressentimento. A maleita não é física. A maleita não é mental. A maleita é espiritual.

 

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Telefonei para o 760 10 30 10, expus a minha situação e a Bruxa da SIC disse-me que tenho a alma possuída pelo Demónio. Disse-lhe que amanhã iria fazer uma prova de 66km – e a Bruxa não precisou de ouvir mais nada:

 

«O meu amigo vai participar num evento demoníaco! De uma prova de 66km realizada no sexto (6.º) mês do ano resulta o número da besta: 666. Muito cuidado!» – avisou a Bruxa.

 

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A puta da Bruxa fodeu-me bem! Quer dizer, esmifrou-me 0.60€ + IVA para quê? Para me dizer que o HTMP é uma prova 'dos diabos'? Não preciso que me digam que o HTMP é uma 'prova dos diabos'. Isso já eu sabia. Basta ver o perfil da prova, que mais parece o electrocardiograma de uma teenager ‘com o pito aos satos’ num concerto do Mikael Carreira:

 

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O povo diz que o “diabo está nos detalhes”. No HTMP, o diabo está nos detalhes... e nas subidas. Na parte inicial, teremos o coisa-ruim a sussurrar-nos ao ouvido no Uphill – uma subida cronometrada, quase em linha recta, com cerca de 1km de extensão e inclinações que podem chegar aos 45%. Na parte final, teremos novamente o Mafarrico – incentivando-nos a desistir – na subida da Pedra da Morte:

 

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Seja com for, vou seguir a receita da Bruxa da SIC. Segundo ela, para exorcizar o Demónio terei de cortar o pescoço de uma galinha, às 6h06m06s da manhã, na linha de partida do HTMP, misturar o sangue da galinha no isotónico e bebê-lo durante a prova. Mal não fará.

 

Se o remédio passar por beber sangue de galinha, que seja. Tudo para não acabar assim:

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7 Perguntas Top para a Máquina André Rodrigues

por Pedro Caprichoso, em 08.06.15

Fomos encontrar o André Rodrigues, na Praia do Meco, em preparação para a Légua Nudista. Tivemos de insistir para que ele vestisse os calções. Fora isso, a entrevista correu lindamente.

 

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1. Se os homens são todos iguais, porque é que as mulheres escolhem tanto?

É sempre o mesmo! Para as princesas da Solomon é só perguntas simples, para o Pedro “Troncos” Rodrigues igual. Chega ao André e entra-se logo assim a matar…. Aviso já que se isto continua assim DESISTO…

 

2. Quantas gajas já facturaste à conta de seres a cara chapada do Keanu Reeves?

Eu até podia contar daquela vez em que fui ao shopping, ao cinema, às compras, saí a noite, etc. Mas como eu só ando no mato e lá só há cabras e ovelhas, prefiro não responder esta questão. [se é que me entendes ;)]

 

3. É verdade que não depilas as pernas porque isso é contra a tua religião?

Pois, eu bem que gostava de me poder depilar todinho, usar o calção apertadinho, colocar o cremezinho hidratante, levar a barbinha feita, usar o bastão da moda, e essas coisas todas que mostram a masculinidade de um Homem, mas infelizmente a minha religião não mo permite.

 

4. A aposta que fizeste com o Nuno Silva ainda está de pé?(*)

Naturalmente! Mas ainda terei de consultar o regulamento da minha religião para saber se depilação com fogo é permitida.

 

5. Confirmas o rumor de que em criança foste mordido por uma cabra do monte – e que é por isso que desces como um verdadeiro caprino?

Já disse que prefiro não comentar a minha intimidade com as cabras e outros bichos do monte. Começo a sentir um certo desconforto com esta entrevista, e serei forçado a DESISTIR se isto assim continua!

 

6. Quantas pizzas são necessárias para te convencer a fazer uma prova de estrada?

Nem que me desses 20 Pizzas e 1 Cabra!

 

7. [Pergunta pessoal de resposta facultativa:] Quantos pares de sapatilhas rebentaste durante o ano da graça de 2014?

Cheguei ao meu limite, isto não apresenta as mínimas condições de uma entrevista de qualidade. DESISTO. E aviso já que no meu relatório de entrevista no Facebook contarei tudo o que aqui se passou!

 

(*)Relembro aos nossos telespectadores que a aposta determina que o primeiro dos dois a fazer Top10 em Zegama ganha o direito de depilar o peito do outro com um maçarico.

A MODA DA MINI-SAIA

por Pedro Caprichoso, em 05.06.15

Com a crescente adesão do público feminino ao Trail, é inevitável que comecem a surgir as primeiras tendências nos trilhos portugueses. São poucas as meninas que resistem às viseiras da compressport(*), às meias de compressão cor-de-rosa, à cueca com o símbolo da ATRP ou à manta de compressão com a cara estampada do Diogo Fernandes.

 

No entanto, nenhuma moda tem hoje mais adeptas do que a mini-saia. Vêem-se hoje mais mini-saias nos trilhos portugueses do que numa discoteca frequentada por jogadores de futebol. Até eu já pensei aderir à mini-saia. Nas Ultras costumo ficar assado nas partes baixas – e a mini-saia é uma excelente solução para manter a fruta arejada. Admito que um homem andar de mini-saia é um bocadinho abichanado. Por isso, em vez de mini-saia, vou passar a correr de kilt:

 

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Há esta ideia generalizada de que a Salomon foi a precursora da mini-saia no Trail, já que este adereço foi pela primeira vez avistado no corpo das atletas da marca francesa. É mentira. Repito: é mentira. A verdade é que a moda começou com a Cármen Pires.

 

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Como todos sabemos, a Cármen foi jogadora profissional de Ténis antes de se iniciar nas lides do Trail. Um belo dia, a Cármen enganou-se e meteu todo o seu equipamento de corrida na máquina de lavar. No dia seguinte, quando se viu sem equipamento e com um treino agendado na Serra de Sintra, a Cármen 'não foi de modas' e tirou o equipamento de ténis do armário.

 

Acontece que o fundador da Salomon (Pierre Salomon) estava de visita a Portugal e cruzou-se com a Cármen na Serra de Sintra. O tipo roubou-lhe a ideia e agora temos gente como a Ester Alves, a Ana Rocha, a Tu Xa, a Anna Frost e a Emilie Forsberg a exibir o presunto por esse mundo fora. É um escândalo!

 

Se fosse a Cármen, metia a Salomon em tribunal e exigia uma indeminização choruda.

 

(*) isto não é uma indirecta ao Pedro Rodrigues.

7 Perguntas Top para a Máquina Pedro Rodrigues

por Pedro Caprichoso, em 03.06.15

Entrevista ao Pedro Rodrigues – o relacções públicas do Trail Nacional e, de longe, o meu Trail Runner preferido.

 

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1. Quando inventaram o relógio como sabiam que horas eram para poderem acertá- lo?

Segundo o meu amigo António Moreira, responsável pela área da corrida da Decatlon, antes do relógio já o pessoal se orientava pelo Sol. O relógio é uma modernice, bonito mesmo é ir para o monte sem relógios, telemóveis e afins... só o homem e a natureza.

 

2. Légua Nudista – com ou sem bastões?

Ainda bem que fazes essa pergunta, pois é muito pertinente! Para a maior parte dos atletas é melhor levar bastões, mas para mim não me dão muito jeito porque já tenho um "bastão" comigo, por vezes já me chamaram o tripé andante.

 

3. Enquanto agente de autoridade, qual o atleta de Trail em que gostarias de dar umas bastonadas?

Bastonadas? Ao André Rodrigues, sempre que ele tem a infeliz ideia de desistir só me apetece malhá-lo de cima a baixo. No entanto, houve uma acasião em que realmente usei o bastão, foi quando em 2014 meti o Pedro Caprichoso, já inconsciente, dentro do carro aos 90k no UTSM, admito que lhe dei umas valentes bastonadas para ver se o acordava, daí ele ter gritado tanto, muitos pensaram que eram caimbras.

 

4. [Pergunta com rasteira:] Qual o maior docinho do Trail Nacional?

Pergunta difícil, depois de muito pensar, em 1º lugar vem a boleima de Portalegre, em 2º os rebuçados de ovo de Portalegre, em 3º as bolas de berlim do Natário, em 4º os pastéis de nata de Leiria e muitos outros podia acrescentar a esta lista, mas é melhor parar por aqui, pois isto abriu-me o apetite e já tenho de ir comer Nestum com 3 colheres de sopa de açúcar.

 

5. Que tal a sensação de um ferreiro nos arrancar uma unha podre com um alicate e sem anestesia?

É quase como nos irem ao rabinho sem vaselina (não é que eu saiba, mas ouvi dizer). A sorte é que a minha mãe foi comigo e deu-me a mãozinha enquanto me arrancavam a unha, porque isto do trail é coisa de macho!

 

6. Com esses troncos a que chamas pernas, é verdade que compras calças feitas à medida?

Agora já não... Felizmente a Berska Man abriu no Forúm em Coimbra e agora compro as calças lá, as calças com 10% de elastano são perfeitas para mim. Finalmente, consigo experimentar calças sem as rasgar, até já me tratam por tu na loja, sou tipo cliente VIP. Ainda por cima, agora estão com uma promoção fantástica, na compra de 2 pares são só 19,99€.

 

7. [Pergunta pessoal de resposta facultativa:] Gillette ou cera?

Cera, sem dúvida, a gillette é para meninos! Além disso, a gillette faz alergia em certas partes à minha senhora quando estamos a fazer o amor.

O FIM-DE-SEMANA DA RAPOSA

por Pedro Caprichoso, em 02.06.15

Das 5 toneladas de provas de Trail realizadas no passado fim-de-semana, duas delas realizaram-se sobre o signo da Raposa.

 

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O Trail da Raposa, disputado em Paredes, destacou-se pela prestação da atleta Rosa Madureira. A Campeã Nacional de Montanha fez uma “perninha” no Trail e cilindrou tanto a concorrência feminina como a masculina, acabando num estratosférico 5.º lugar à Geral.

 

Melhor do que isto, só mesmo a ironia associada ao facto de que muitos passaram a semana nas redes sociais a dizer que iam “caçar” a raposa... quando, na verdade, foi uma raposa chamada Rosa que os caçou a eles. Os predadores viraram presas e, destes, só 4 se safaram.

 

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No mesmo dia, em Porto de Mós, realizou-se o Trail da Raposa Manhosa. Neste destacou-se a presença de uma raposa verdadeira – que, debaixo de um calor abrasador, cometeu a proeza de alcançar um brilhante 4.º lugar à Geral. Eis a Bárbara Fernandes, em baixo, à caça da Raposa. Escusado será dizer que a caçada da Bárbara não foi bem sucedida. Conseguiu arrancar o rabo à bicha, mas esta acabou por fugir. 

 

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7 Perguntas TOP para a MÁQUINA Ester Alves

por Pedro Caprichoso, em 01.06.15

O TopMáquina dá hoje início a uma nova rubrica. Com o sugestivo título «7 Perguntas TOP às Máquinas do Trail Nacional», esta rubrica pretende ser um espaço de entrevista aos atletas TOP do Trail Nacional – um espaço plural, de perguntas directas e respostas honestas.

 

São inúmeros os meios de comunicação social que cobrem o Trail feito em Portugal. No entanto, como bem sabemos, estes limitam-se ao sensacionalismo e ao acessório. Esta rubrica vem, portanto, no sentido de contrariar essa tendência e recentrar a discussão nos temas fracturantes do Trail made in Portugal.

 

Nesta primeira entrevista, demos preferência às Senhoras na figura da nossa Campeã Ester Alves.

 

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  1. Por que razão os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam antes de Cristo?

Porque a Wilma conseguia prever o Futuro sempre que gritava «Da-da-da duh da-da CHARGE IT».

 

  1. Enquanto ex-campeã nacional de ciclismo, tens alguma técnica especial para prevenir pisaduras no rabinho?

Esse é o maior segredo do ciclismo… o Bettini já colocava maionese no rabinho e «afins»… hoje em dia a maionese já vem com muitos conservantes que estimulam as partes baixas e provocam vários efeitos secundários, um deles é o ardor…por isso é que as médias tem aumentado significativamente… aquilo de motores nas bicicletas é tudo mentira: é a maionese…

 

  1. Qual o acessório mais inútil que transportas na tua mochila de hidratação?

Papel higiénico. Não me venham dizer que é a manta térmica porque nunca a usei….

Mas o papel higiénico…

 

  1. Compartilhas a opinião generalizada de que a Emilie Forsberg é uma badalhoca?

Prefiro conhecer primeiro a posição do professor Marcelo Rebelo de Sousa… depois formo uma opinião baseada na dele…

 

  1. Fazes ideia de como começou a moda das meninas correrem de mini-saia no Trail?

Deve ter sido alguma badalhoca que começou essa moda… Mas o professor Marcelo também deve saber quem foi…

 

  1. Na tua opinião, quem ganharia numa luta entre a Anna Frost e a Susana Simões?

Eu cá acho que nos queques de chocolate ganhava a Anna…. Mas ninguém ganha à Susana quando há cozido à portuguesa… até dá nojo de a ver comer aquela carne toda.

 

  1. [Pergunta pessoal de resposta facultativa:] Quem é o homem mais sensual no Mundo do Trail: Kilian Jornet, Anton Krupicka ou Carlos Natividade Silva?

O Kilian tem o rabo achatado…. O Anton não lava as mãos depois de sair do WC… Eu cá vou sem sombra de dúvida para o Carlos Natividade. Até já lhe disse que se ele começasse a correr só de calção «à homem» e mochila, o clube de fãs aumentava…

 

-----XXX----- 

 

P.S. Com este espaço ganham os atletas, ganha o Trail e ganha o TopMáquina. Ganhamos todos. Obrigado, Ester, pelo fair-play das respostas.

 

 

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