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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

Desporto de Macho

por Pedro Caprichoso, em 30.11.15

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O que eu mais gosto no Trail Running é que é um desporto para machos. De e para machos. No Trail não há lugar para aquelas paneleirices que se vêem no Futebol. Os jogadores da bola simulam faltas, simulam agressões, abraçam-se, dão palmadinhas no rabo uns dos outros e, em certas situações, até se beijam. Tais comportamentos abichanados não são tolerados no Trail Running. Quando muito, em último recurso, dá-se a mão para retirar um companheiro atascado numa poça de lama. Mais do que isso é visto com desconfiança.

 

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Os praticantes de Trail não se depilam. Deixam a farfalheira ao natural como o Tony Ramos. É das pernas peludas que elas gostam mais.

 

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Os macho-runners não usam roupa justa de lycra. Correm com sapatilhas de futsal e fato-de-treino da feira, com o cordão de ouro oscilando sobre um vistoso tapete de pêlos que do peito irrompem de forma viçosa. Os macho-runners não usam roupa a combinar, não têm 20 pares de sapatilhas, não tiram selfies e não vão para o monte mostrar o rabo.

 

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Um sujeito homem não passa creme antifricção nas partes baixas. Um cabra-macho não tem medo de chamuscar a tomateira. Nem de chamuscar a tomateira, nem de queimar o rabinho. Lubrificante é para maricas!

 

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Para terem noção do nível de macheza – não confundir macheza com machismo – dos homens do Trail, basta dizer que nem os massagistas têm autorização para nos tocar nos glúteos.

 

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Homem do Trail que é homem do Trail nunca diz que não. Homem do Trail que é homem do Trail aguenta uma noite inteira sem falhar uma única vez. Homem do Trail que é homem do Trail é um verdadeiro macho latino. Homem do Trail que é homem do Trail tem força de vontade suficiente para recusar um convite tão apetitoso quanto este:

 

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Rescaldo UTAM 2015

por Pedro Caprichoso, em 25.11.15

Parafraseando o grande Marco Paulo:

 

Eu tenho dois amores

Que em nada são iguais

Mas não tenho a certeza

De qual eu gosto mais

Um deixa-me a pilinha tesa

O outro é o favorito dos meus pais

 

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Após liderarem a prova de fio a pavio, a dupla Robocop / Lince Ibérico cortou a meta de mãos dadas, olhar sensual e rabinho empinado, numa demonstração de grande desportivismo e extraordinária paneleirice. O Cyborg fez questão de oferecer a vitória ao Felino, mas este mostrou-se reticente em aceitar semelhante honraria. Nada que a ameaça de umas bastonadas no lombo não resolvessem. Não queiram ver o Robocop a puxar do cassetete. O animal em vias de extinção baixou então a bolinha e cruzou a meta com o rabinho entre as pernas. Não se via uma coisa assim desde que aquele branco obrigou aquele preto a ganhar aquele corta-mato no país vizinho. Não se faz.

 

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A EDV-Viana Trail bateu o recorde do mundo do maior número de atletas a cortar a meta de uma prova de Trail de mãos dadas. Foram 6 no total: as duas «Amélias» acima referidas e um ajuntamento constituído pelo Presidente do clube e 3 atletas aurinegros. Estamos, portanto, perante o primeiro ménage à quatre do Trail Nacional.

 

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De destacar ainda o terceiro lugar de Gabriel Meira no escalão M40. Embora padecendo de problemas intestinais durante a segunda metade da prova, o atleta veterano “puxou dos galões” e aguentou a terceira posição com muita valentia. O chaimite teve problemas no cano de escape, foi fazer a revisão e voltará mais forte do que nunca.

 

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A primeira metade da prova não correu nada bem à minha pessoa. Desde logo porque encontrei o José Capela e o Bruno Sousa na bicha para cagar no WC de uma pastelaria. Eu cago em casa. Depois porque fui alertado, a escassos 10 minutos do tiro de partida, que o frontal fazia parte do equipamento obrigatório. Não li o regulamento e não tinha o dito frontal. O mundo caiu-me ao chão e, por breves instantes, passou-me pela cabeça atacar o Ricardo Silva com um paralelo e roubar-lhe o frontal. O tipo já tinha assegurado o título de Campeão de Trail Ultra e não precisava desta prova. Felizmente não foi preciso recorrer à violência. Graças a Nosso Senhor Jesus Cristo que o nosso Presidente é um homem precavido e emprestou-me um que tinha em reserva. Por fim, já em prova, enfaixei-me contra um árvore que se encontrava atravessada no trilho à altura da cabeça. Que marrada! Até fiquei a ver estrelas. Literalmente.

 

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Tudo mudou, no entanto, por volta do km38, quando o meu companheiro de equipa José Faria me insultou. Dei de caras com um tronco atravessado na perpendicular de um ribeiro e borrei a cueca. O tronco parecia escorregadio, tive medo e preferi atravessar o ribeiro com a água pela cintura. O Faria – que seguia atrás de mim – alcançou-me nesse momento e, escolhendo atravessar pelo tronco, chamou-me «mariquinhas». Maquinhas? Eu? Se há coisa que eu não sou é maricas, como se pode comprovar pela última foto publicada nesta crónica. “Já vais ver quem é o mariquinhas”, disse eu de mim para comigo. Colei-me a ele, fui um bom tempo na sua roda e depois dei-lhe um bigode na última subida. Ora toma que já almoçaste!

 

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Sou um bocadinho masoquista. Gosto de correr com duas molas da roupa atarraxadas aos mamilos, gosto que derretam uma vela no meu corpinho durante o coito e gosto de correr sem meias. No entanto, um tipo tem de começar a pensar na vida e coiso quando as coisas começam a ultrapassar o limite do aceitável. No meu caso, descobri no último fim-de-semana que esse limite situa-se entre as bolhas de sangue e as bolhas de terra. Eu explico: uma coisa é um tipo fazer bolhas de sangue em resultado da sujidade que inevitavelmente entra nas sapatilhas; outra coisa são as bolhas de sangue rebentarem e transformarem-se em bolhas de terra quando a sujidade se aloja entre a pele e a carne, provocando dores dilacerantes sempre que o pé toca o chão. Imagino que isto é o equivalente a ser torturado por um mestre de acupunctura. Assim sendo, parece que é desta que vou começar a usar meias. Fiquei convencido pela cara de nojo com que o Ricardo Silva olhou para os meus pés depois da prova. O coitado teve um refluxo gástrico e só não vomitou à minha frente para não parecer mal. Para além das meias, também vou começar a pintar as unhas como a Tu Xa. A pintura, porém, é apenas por questões estéticas. Acho que me vai ficar a matar.

 

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Tenho andado a fumar 5 maços de cigarros de chocolate por dia e preciso da vossa ajuda para tentar perceber uma coisa que me anda a afligir a alma. A esmagadora maioria dos praticantes de Trail Running dizem que praticam Trail apenas pelo divertimento e que se estão a marimbar para as classificações. Não é verdade? Posto isto, que sentido faz que esta gente depois fique chateada quando não há classificações? Parece que o Trail Longo não teve classificações. E então? Qual é o problema? É só para o divertimento, esqueceram-se?

 

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Pronto, agora toda a gente já conhece o nosso ritual antes das provas. Espero bem que o Jérôme tenha usado preservativo, pois sei que ele na noite anterior estive com o nosso Presidente e ele tem herpes genital.

Entrevista ao Serafim

por Pedro Caprichoso, em 20.11.15

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Num exclusivo TopMáquina, os nossos jornalistas encetaram esforços, traficaram influências, corromperam políticos e torturaram prisioneiros de guerra para conseguir chegar à fala com o único associado da ATRP que está de acordo com a alteração da data do UTAX.

 

Com medo de represálias, o Serafim – nome fictício – pediu anonimato e o seu rosto foi pixelizado. A entrevista que se segue pode conter linguagem ou cenas susceptíveis de ferir a sensibilidade dos espectadores:

 

 

 

Os 8 Truques do Trail Runner

por Pedro Caprichoso, em 18.11.15

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1 – Não descures o treino em plano

 

Treina as subidas e as descidas, mas não descures o treino em plano. É o treino em plano, nomeadamente na horizontal, que te dará mais prazer. O treino na horizontal deve ser feito com parcimónia. Caso contrário, há a possibilidade da ocorrência de lesões precoces. Enfoque no «precoce». Vai com calma e vem-te au ralenti. Dica: realiza este treino acompanhado. Quantos mais, melhor.

 

2 – Exercita o pipi

 

Trabalha os quadricípites, isquiotibiais, gémeos, glúteos e o pipi. Este trabalho pode ser realizado no ginásio com máquinas ou em casa com halteres, bandas elásticas, vibradores e penis enlargers. Vais melhorar nas subidas, ter mais segurança nas descidas e ganhar controlo sobre os teus órgãos reprodutores, evitando lesões e gravidezes indesejadas.

 

3 – Treina em meios instáveis

 

Exercícios em meios instáveis, como montar um porco ou correr na Serra da Freita de saltos altos, acrescenta um extra ao nível da proprioceção, melhorando o teu equilíbrio.

 

4 – Larga-te nas subidas

 

Nas descidas com desnível acentuado, abre os braços para ganhar estabilidade. Nas subidas, peida-te sempre que possível de maneira a seres projectado para a frente. Dica: come feijoada no dia anterior.

 

5 – Travar é para fracos

 

As descidas são uma tentação para ganhar tempo, mas são muito intensas pelo esforço muscular de travagem. Solução: não travar. Travar é para fracos. A vantagem de não travar é que evitas cair para trás e esbandalhar o rabinho. Se caíres para a frente, paciência. Podes partir os queixos, é verdade, mas ao menos experimentaste a sensação de voar como o Super-Homem. Além de que daí pode resultar uma foto espectacular caso esteja um fotógrado nas imediações.

 

6 – Andar é para fracos

 

Há zonas com desnível nas quais caminhar te pode envergonhar para o resto da vida. Dica: caminha apenas em locais onde não esteja nenhum fotógrafo presente.

 

7 – Usa os braços

 

Os braços também correm: apoia-os alternadamente nos joelhos para empurrar e ajudar a extensão da perna; e usa-os para puxar os calções dos atletas que seguem à tua frente num single-track e não te querem deixar passar.

 

8 – Descansa antes da competição

 

Precisas de estar nas tuas plenas capacidades para enfrentar um Trail: não faças trabalho de velocidade nem vás com a tua mulher para o centro comercial nos três dias antes de uma prova.

Correr não é Andar

por Pedro Caprichoso, em 16.11.15

“Correr por gosto não cansa”

É ditado popular

Mas o que é que o povo pensa?

Que correr é andar?

 

O povo não sabe do que está a falar

É claro que correr cansa

Cansa até quem não tem pança

E a correr parece flutuar

 

Nada é mais cansativo nesta vida

Cansa todos em igual medida

Cansa o profissional e o amador

Cansa no prazer e ainda mais na dor

 

Bem vistas as coisas,

A dor mais não serve

Do que para nos relembrar:

Ainda estás vivo: vamos vomitar!

 

“Do homem da marreta ninguém escapa”

É o único lema que deves respeitar

Ignora-o e vais ver o que te acontece…

Está tudo bem e de repente estás a estourar

 

Haverá acto mais libertador

Do que correr no monte de madrugada

Sem o insuportável efeito poluidor

Da via de tráfego congestionada?

 

O verdadeiro prazer está na competição

É uma explosão colorida de movimento

Ao ritmo do bater do coração

É o reflexo do nosso divertimento

 

Mas cuidado: é errado correr demais

Podemos ficar com a perna lesionada

São os chamados “efeitos colaterais”

Para quem o descanso não vale nada

 

(Em suma)

O Trail é um estilo de vida

É um brotar de emoções

É o libertar da energia contida

É o superar das nossas limitações

Lotaria Abutrica

por Pedro Caprichoso, em 12.11.15

Segundo esta notícia da RTP, depois das inscrições para a prova de 50km (abertas na segunda-feira) terem esgotado em 45 minutos e as vagas para a prova de 25km terem ficado preenchidas em 5 minutos, a organização dos Trilhos dos Abutres vai amanhã sortear 200 vagas para as referidas provas, de entre uma lista de espera de 2.000 interessados, a partir do auditório municipal de Miranda do Corvo, numa sessão que vai ser transmitida aqui na internet.

 

Nesse sentido, o TopMáquina faz serviço púbico e releva o Regulamento do Sorteio:

 

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1 — Na Lotaria Abutrica o sorteio realiza–se da seguinte forma:

 

a) Os dorsais a sorteio são atribuídos aos números de cartão de cidadão premiados de entre os candidatos a concurso;

 

b) A extracção dos algarismos que compõem o número de cartão do cidadão sorteado far-se-á por meio de 8 testículos de touro numerados que, da esquerda para a direita, correspondem sucessivamente à ordem das dezenas de milhão, milhão, centenas de milhar, dezenas de milhar, milhar, milhares, centenas, dezenas e unidades;

 

c) Na esfera correspondente à ordem das dezenas de milhão serão introduzidos 2 testículos homogéneos de touro, iguais em material, volume, peso e número de espermatozóides, numerados de 0 a 1;

 

d) Em cada uma das outras sete esferas serão introduzidos 10 testículos homogéneos de touro, iguais em material, volume, peso e número de espermatozóides, numerados de 0 a 9;

 

e) Terminado o ingresso de todos os testículos de touro numerados nas respectivas esferas, estas serão accionadas mediante comandos eléctricos ou manuais, de acordo com o equipamento utilizado, de modo que os testículos criem movimentos giratórios;

 

f) Em dado momento, sairá um testículo de touro numerado de cada esfera;

 

g) O número de cartão de cidadão premiado será o que resultar da justaposição, em ordem decimal, dos algarismos inscritos nos oito testículos de touro saídos;

 

h) Após conferência e registo do número formado, os testículos de touro serão reintroduzidos nas esferas respectivas de modo a garantir absoluta equiprobabilidade na formação de novo número;

 

i) A extracção de algarismo só se concretiza quando o respectivo testículo de touro sair completamente fora da esfera, não existindo antes desse momento;

 

j) Dentro de cada prova (25k e 50k) considerar-se-á nulo qualquer número que vier a repetir-se, extraindo-se, então, um novo número;

 

Júri das extracções

1 — O júri das extracções superintende e fiscaliza as extracções da Lotaria Abutrica, nos termos dos artigos 36.º e 87.º dos Estatutos da Santa Casa da Associação Abutrica, aprovados pelo artigo 1.º do Decreto –Lei n.º 2775/2015, de 31 de Fevereiro.

 

2 —O júri será constituído por finishers de edições anteriores e pessoas responsáveis ao nível da moral e dos bons costumes.

 

3 — Em caso de impossibilidade de efectivação das extracções, estas serão adiadas pelo júri, que fundamentará a decisão atirando as culpas para cima de um bode respiratório previamente definido.

 

4 — A nova data, a hora e o local da extracção são anunciados por aviso afixado nos locais habituais e divulgados ao público em geral através de sinais de fumo, código morse, telepatia ou quaisquer outros meios julgados adequados.

 

5 — Compete ao membro mais anafado do júri presidir ao acto de extracção e guardar em segurança os testículos de touro nos suportes informáticos do sistema central, prevista na alínea b) do n.º 16 do artigo 10.º

 

6 — Ao júri das extracções compete ainda o controlo do direito aos prémios, o qual tem lugar por comparação entre o relatório dos registos genitais e a leitura da cópia de segurança dos testículos de touro, prevista no artigo 10.º, n.º 16, alínea b), prevalecendo esta sobre aquele em caso de divergência ou dúvida.

 

7 — Dos actos previstos nos números 5 e 6 são lavradas actas e memorandos com a troika.

 

8 — Dos actos das extracções são lavrados actas e memorandos com a troika, que são assinadas pelos membros do júri e pela Sô Doutora Angela Merkel.

 

Reclamações

1 — O público presente no Sorteio pode reclamar para o júri caso identifique algum aspecto que repute irregular. A reclamação pode ser feita verbalmente, por escrito ou via enxerto de porrada.

 

2 — O júri regista a reclamação e pode, no caso de reclamação via violência física e/ou psicológica, fazer um choradinho e pedir misericórdia, devendo tal constar da respectiva acta.

 

Policiamento do local do Sorteio

1 — O Sorteio será devidamente policiado por agentes de autoridade com o estatuto de finishers dos 50km. Estes agentes serão liderados pelo Ricardo Silva e pelo Pedro Rodrigues.

 

2 — Os referidos agentes da autoridade não intervêm em caso de reclamação via violência física e/ou psicológica por parte do público.

 

Arrábida Trail Team Assusta a Concorrência

por Pedro Caprichoso, em 09.11.15

Reunida uma vara com ‘javalis de qualidade’, a equipa «Arrábida Trail Team» (ATT) explodiu na cena do Trail Nacional e pôs a concorrência em sentido com uma vitória arrebatadora no I Trail de Belas. Fizeram 3.º, 4.º e 5.º lugares da classificação geral numa prova fustigada por uma chuva de estrelas.

 

Perante a promessa da ATT de que “temos no grupo javalis a lutar em todos os pódios de todas as serras”, face a certeza de que vão ‘soltar a vara’ nos Trilhos dos Abutres e tendo em conta que são “um grupo focado, competitivo e com uma grande capacidade de adaptação ao meio, às serras e aos trilhos”, a Direcção do Viana-Trail disse aos microfones do TopMáquina que “estamos a pensar seriamente retirar a nossa equipa dos Campeonatos Nacionais de Trail de maneira a evitar uma humilhação.”

 

A ATT avisa que é preciso ter muito cuidado da “próxima vez que se cruzarem com um javali em prova”, pois esse “javali vai fazer o possível e o impossível para chegar primeiro”. Os actuais Campões Nacionais puseram-se a pau e estão a levar este aviso muito a sério: já há rumores de que o Viana-Trail vai mudar de nome para «Viana-Asfalto» e que doravante participarão apenas em provas de estrada de modo evitar cruzarem-se com a aludida vara de suínos.

 

Embora os Leões (Panthera leo) cacem os Javalis (Sus scrofa) na natureza, até o Rui “Leão” Seixo se diz amedrontado por estes porcos-bravos. Tanto assim é, que já anulou a sua inscrição dos Abutres.

 

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PAN contra a participação de cães no Trail

por Pedro Caprichoso, em 05.11.15

Depois de criticar o voo picado da águia Vitória no Estádio da Luz, um dos rituais mais famosos do mundo do futebol, o partido Pessoas Animais Natureza (PAN) declara-se agora contra a utilização de cães no Trail.

 

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O representante do PAN, que surpreendeu nas eleições de 4 de Outubro com a eleição para a Assembleia da República pelo círculo de Lisboa, manifestou a posição do partido contra «a utilização de animais no desporto» e defende que este tipo de actividade não deveria de existir porque «afasta o animal do seu habitat».

 

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«O PAN não se revê na presença de animais domésticos em eventos desportivos, pois estes são afastados do seu ambiente natural e ficam impedidos de expressar o seu comportamento natural e de interagir com outros animais que integram o seu próprio ecossistema», explicou o deputado André Santos em entrevista ao JN Running, referindo-se em concreto à Missy TraiLab e ao treinador do Nuno Silva.

Rescaldo Trail de Afife 2015

por Pedro Caprichoso, em 03.11.15

Soube que este evento desportivo iria ficar para a história assim que vi 2 atletas à partida dos 26k com sapatilhas Skechers de Estrada. As minhas orações vão para as famílias destes atletas. Espero que tenham sobrevivido.

 

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A primeira edição do Trail de Afife ficará para sempre marcada na minha memória (e no meu corpinho) por uma queda aparatosa à passagem do km 20. Caí no chão – quem diria? – esfolei um joelho e dei um mau-jeito ao pulso esquerdo. Parece pouco. Acontece que a esquerda é precisamente a mão com a qual eu esgaço o pessegueiro. Tudo o resto é com a mão direita, mas sou canhoto quando chega o momento de fazer a coisa mais importante na vida de um homem: dar uma berlaitada em solitário. Alguém me consegue indicar uma pessoa do sexo feminino que me consiga ajudar neste momento difícil? Não sou esquisito: tanto pode ser uma gaja boa como uma gaja moderadamente boa.

 

Como seria de esperar, Jérôme Rodrigues foi a vedeta maior do Trail de Afife. O atleta do Viana-Trail é conhecido pelas suas performances extraordinárias e provou, novamente, em Afife, a razão pela qual é um atleta do outro mundo. Literalmente. O tipo é, com efeito, sem margem para dúvidas, extraterrestre. Provas? Ora bem, estudem a imagem abaixo publicada e digam-me o que vêem? Uma dica: mãos. São desproporcionalmente gigantes, não são? São muito esquisitas, tanto mais que eu não reparei nelas enquanto ele me esfregava as costas no duche. Talvez por que ele mas estava esfregar tão bem! Importa esclarecer que ele, o Faria e o Artur Matos só me esfregaram as costas por que eu me encontrava debilitado ao nível dos membros superiores no seguimento da queda supramencionada. Se duas mãos esfregam melhor do que uma, imaginem seis.

 

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A publicidade diz-nos que “quando estás com fome transformas-te numa diva”. E o Jérôme não é excepção. «Ó Bizarro, olha que a seguir sou eu!», gritava ele das bancadas em direcção ao seu Fisioterapeuta, que em baixo dava prioridade aos atletas do sexo feminino. O E.T. havia perdido a sua senha de almoço e o Faria havia-lhe dado apenas uma trinca da sua bifana. Apenas uma. «Esta semana só recorri trinta e sete vezes aos teus serviços e já estou com saudades das tuas mãos de macho latino», rematou ele aos gritos no exacto momento em que a música de Loja da Zara (que ecoava no Gimnodesportivo) parou de repente. Todos quedaram-se paralisados e rodaram a cabeça na direcção dele, inclusive as crianças que do lado oposto brincavam num insuflável. Que vergonha! “Tu não és tu quando estás com fome.”

 

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Após este “piripaque” momentâneo, três colegas de equipa conseguiram imobilizá-lo e o Presidente do Viana-Trail enfiou-lhe 5 Snickers pela goela abaixo. Saiu-lhes o tiro pela culatra. O Jérôme está habituado às barras Olimpo e os Snickers provocaram-lhe uma reacção alérgica. É o mesmo que dar metadona a uma viciado em heroína. O composto activo é o mesmo, mas não é a mesma coisa. O desgraçado parecia um Pitbull com raiva a espumar da boca. Não espantou, por isso, que este tentasse dar um pézinho de Kizomba no pódio. O Ricardo, infelizmente, não estava para aí virado. É pena. Teríamos todos a ganhar com uma Kizombada no pódio do I Trail de Afife. Ganhavam os atletas, ganhava o Kizomba e ganhava o público em geral.

 

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Este vosso mui estimado cronista ingressou nas fileiras do Viana-Trail a meio da época e já não havia equipamentos à homem para lhe dar. Só equipamentos de gaja. Acontece que ganhei 2 provas de aldeia desde que comecei a correr com roupa de mulher e os meus colegas agora dizem, no gozo, que na próxima época vão seguir o meu exemplo. Que piadinha! Para vossa informação, isso de correr com camisola de gaja não afecta em nada a minha masculinidade. Em boa verdade, até gosto do corte. Por outro lado, constatar que sou o único gajo do Trail Nacional que não rapa os pêlos da pila, isso já me deixa um pouco angustiado. Os meus pêlos púbicos são como o cabelo do Sansão. Se os cortar, perco a força! Não percebo o que se passa com os jovens de hoje em dia. Que moda é essa de deixar crescer a pelugem facial e rapar a tomateira? Por um lado são lumbersexuais; por outro parecem actores porno. Cá para mim é tudo uma questão de insegurança. Só rapam porque rapado parece maior.

 

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O tamanho do vosso tufo é-me esteticamente indiferente. O que impressiona, de facto, é a carga de trabalhos que dá manter a tomateira depilada. Os pêlos púbicos, em termos de consistência, estão entre a barba e o cabelo – e aquilo pica que se farta passado 3 dias. É o equivalente a ter barba de 3 dias ao nível das partes baixas. Ou seja, um tipo tem de andar sempre a roçar o matagal para se manter minimamente confortável – e eu não tenho tempo para isso. O meu tempo livre é usado para desenvolver actividades mais úteis para a sociedade, como seja fazer um álbum com as boazudas do Trail Nacional e classificá-las numa escala de 1 a 10.

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