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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

As «fashion victims» do Trail Nacional

por Pedro Caprichoso, em 29.07.16

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Enquanto fashion victim, admito que tenho uma erecção sempre que o Zé-Povinho—Atleta adquire uma nova peça de equipamento desportivo e publica-a no facebook. As pessoas normais vêem pornografia; eu vejo o unboxing de sapatilhas. Não sei do que gosto mais: se comprar, se ver o que os outros compram. Não fico apenas satisfeito por saber que a crise é coisa do passado e que o Zé tem dinheiro para estoirar um ordenado em material. Do que eu gosto, mesmo, é de me rir com o mau-gosto de alguns atletas semi-amadores*. Há gente que precisa urgentemente de um consultor de moda. Estou disponível. Orçamento por mensagem privada. Por outro lado, há runners com extremo bom-gosto e que têm a inteligência de usar os trapos a seu favor. Exemplo: uma Maria-Povinha—Atleta pode exibir a beleza de uma hiena com leishmaniose, mas qual é o homem que lhe resiste se ela trajar de Salomon dos pés à cabeça? Pela parte que me toca, eu salto à cueca de qualquer barbie made in Salomon. Palavra de ninfomaníaco.

 

As bandoletes, as calças à boca-de-sino e os casacos com enchumaços são hoje olhados com desdém e universalmente rotulados como foleiros. Da mesma forma, é inevitável que desse triste fim não escapem alguns dos acessórios de Trail que hoje mais furor fazem nos trilhos nacionais. Se hoje são o último grito, amanhã serão motivo de riso. A única certeza no mundo da moda é que a moda passa de moda. Falou o especialista. Podem citar-me. Daqui a 20 anos, estaremos a olhar para a foto de um atleta com meias de compressão da mesma forma como hoje olhamos para uma foto dos nossos pais em finais dos anos 70. Mais acessórios de moda foleiros: viseira, manguitos, calções de basquetebol, calções de compressão compridos por baixo de calções curtos, saia de ténis, kinesio taping, calçado maximalista, telemóvel atarraxado ao ombro, GoPro atarraxada à cabeça e todo o tipo de acessórios com o vosso nome inscrito nos mesmos.

 

Para terminar em beleza esta primeira edição da rubrica de moda do TopMáquina, expliquem-me uma coisa: o que significa quando um atleta-de-pelotão agradece a uma loja de desporto? Obrigado a este, obrigado àquele, obrigado àqueloutro. Obrigado por quê? Será por ter sido bem atendido? Será por terem-lhe feito um desconto de 5%? Será por o dono da loja ser seu familiar? O paradoxo é este: fica subentendido que as lojas lhes deram de borla o equipamento por eles serem top máquinas, mas eu garanto-vos que isso não é verdade. Nem a oferta de material, nem a ilusão de que são top máquinas. Palavra de TopMáquina.

 

*Não confundir semi-amador com semi-profissional.

Rescaldo UTPCN 2016

por Pedro Caprichoso, em 28.07.16

Por duas ocasiões, em 17 anos de corridas, senti-me como um atleta a sério. A primeira foi há coisa de 2 anos. Estava a cuscar a página de facebook do Kilian quando, num desvario tresloucado, passou-me pela cabeça fazer uma página de atleta. Foram os 10 segundos mais bonitos da minha carreira desportiva. Graças a Deus-Nosso-Senhor-Jesus Cristo que tal não passou de uma quebra de tensão—e descartei a ideia assim que recuperei os sentidos. Nesse dia tinha-me cortado a depilar a tomateira. Deve ter sido por isso. Não gosto de ver sangue e alucinei.

 

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A segunda foi na passada sexta-feira. Ter boleia da organização de uma prova não é para qualquer um. A comitiva da EDV-Viana Trail aterrou no Funchal, com vista a disputar o UTPCN—Ultra Trail Porto da Cruz Natura, e tínhamos a Olívia Sousa à nossa espera. Não merecíamos tão ilustre motorista. Senti-me a melhor importação da Madeira. Sim, a frase anterior é uma referência ao anúncio protagonizado pela progenitora do Cristiano Ronaldo. Esqueci-me de referir que na limusine também seguia o Presidente do Conselho de Administração da ATRP. É para vocês verem quão simpáticos são os Madeirenses. Até ao Rui Pinho deram boleia. Não era eu que dava boleia àquele fala-barato. Que fosse de táxi. É para isso que serve a cota de associado.

 

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“Onde é que se bebe a melhor poncha da Madeira?”, perguntou o Pedro Rodrigues mal entrou na limusine. “Primeiro temos de caçar o nosso Jantar. Primeiro o Jantar, depois a Poncha”, retorquiu a Olívia. Depois de estabelecido quem mandava, levantámos os dorsais numa bomba de gasolina, fizemos o check-in no Hotel de 7 estrelas do Cristiano Ronaldo e rumámos a todo o gás com destino ao Pico Areeiro. Daí partimos a pé em direcção ao Pico Ruivo na companhia dos moços do Madeira Trail Tours, onde encetámos a tão aguardada caça à perdiz.

 

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O dia estava perfeito nos picos: céu limpo; um mar de nuvens de algodão, virado ao oceano atlântico, do nosso lado direito; e o Curral das Freiras, lá ao fundo, do nosso lado esquerdo. Como diz o Vitor de Sousa: “Os Alpes são bonitos, mas a Madeira é mais barata.” O meu colega de equipa Hugo Sousa acusou vertigens, mas ainda assim conseguiu apanhar uma perdiz. Senti-me mal ao vê-lo caçar uma cria. As crias de perdiz são pequeninas, não têm muito que comer e ele ia passar fome. Tive pena dele. Coitado. Muito ou pouco, certo é que a macarronada de perdiz estava divinal. «De trás da orelha», como se diz no Continente.

 

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Para além de duas perdizes gordas como cachalotes, o Pedro Rodrigues também apanhou um Pokémon no Pico Ruivo. É raro, chama-se Empenatchu, bebe 2 litros de poncha por dia e usa uma marreta como arma. Os participantes do MIUT sabem de quem eu estou a falar.

 

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Domingo. 06h00. Tiro de partida e primeira fuga do dia. Um velhote belga tentou isolar-se ao quilómetro zero, mas foi coisa de pouca dura. A EDV-Viana Trail organizou-se no pelotão e anulou rapidamente a fuga ao fim de 200 metros. Isto só comprova a minha teoria de que há 2 tipos de pessoas a evitar nas partidas: (1) os velhos que ainda pensam que são novos e (2) os atletas de ginásio artilhados com tecnologia-de-ponta dos dedos dos pés à ponta dos cabelos. Estas duas espécies de gente fazem de tudo para partir à frente dos outros. Será que acreditam, mesmo, que são os 10 segundos que ganham no arranque que fazem a diferença numa prova de 100k? Deve ser só mesmo para aparecerem na fotografia. É pena, pois os que partem à frente são justamente os mais feios—e as fotografias ficam estragadas.

 

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 [Penha D’Águia]

 

Anulada a fuga, levámos logo com uma parede nas trombas para abrir o apetite. Já levaram uma chapada de um jogador da NBA? Não? Eu também não, mas desconfio que a sensação é parecida. O topo da “Penha D’Águia” foi alcançado aos 4k e 580m de altitude. Dada a dureza da primeira subida, seguiram-se os 1.600D+ da subida ao “Poiso” para relaxar. Coisa pouca. Mais longa do que dura, o ponto mais alto do percurso (com 1.400m de altitude) foi alcançado de forma gradual, com uma boa gestão do esforço e uma perna às costas (ver duas fotos abaixo). “Se o ponto mais alto tem 1.400m, como é que a subida tem 1.600mD+?”, pensa o leitor armado em esperto. Vocês são mesmo burros, não são? Tem 1.600mD+ porque a subida iniciou-se abaixo do nível do mar. É só fazer as contas: 1.400 - 1.600 = -200m. Percebem agora? Burros.

 

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 [Lombinho]

 

Ultrapassado o aquecimento providenciado pela “Penha D’Águia” e pelo “Poiso”, o verdadeiro divertimento começou aos 35k com a subida do “Lombinho”. Uma vez que foi ele quem sugeriu o “Lombinho” à Organização, sinto que ao subi-lo fiquei a conhecer melhor o Luís Fernandes. Tenho agora a certeza de que o Luís é sádico. Lamento, mas 600mD+ em 1,8km é coisa de sádico. É. Não há outro adjectivo para descrever o desejo de ver os outros a sofrer. Querem provas? Pois bem: reparem no sorriso dele no cartaz acima publicado. Ele está a subir o “Lombinho” e aquilo não é sorriso de quem está feliz por alcançar o seu topo. Aquilo é sorriso de quem está a imaginar o sofrimento dos que aí iriam levar com a marreta no dia da prova.

 

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Não tenham pena do Tiago. O tipo não é perneta. Toca corneta mas não é perneta. Bem pelo contrário. O nosso «Todo-o-Terreno» achou a prova de tal forma fácil que fê-la com uma perna às costas. Pegou numa guita, atou a perna esquerda à mochila e fez 4.º lugar à geral. Conhecem a expressão fiz não-sei-o-quê “com uma perna às costas”? Pois bem, este é um desses casos. Nem quero imaginar o resultado que ele teria alcançado se tivesse corrido com as duas pernas às costas.

 

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Detesto puxar a brasa à minha alheira, mas o facto é que a EDV-Viana Trail foi a grande dominadora do UTPCN. Sem espinhas. Com 4 atletas no top10 e 6 no top15, vencemos colectivamente e demos um passo de gigante com vista à revalidação do título de Campeões Nacionais de Trail Ultra. A nível individual, o destaque vai para os dois primeiros da classificação geral. Ricardo Silva fez primeiro e Pedro Rodrigues fez segundo, ambos posteriormente entrevistados na meta pela RTP Madeira. O «Robocop» confessou que tinha comprado uma garrafa de poncha na véspera da prova e, por lapso, troco-a pelo seu isotónico habitual. A poncha e o isotónico são da mesma cor, daí a confusão. O «Troncos» havia assado as partes baixas durante o MIUT e mostrou-se felicíssimo com os seus novos calções.

 

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Fui ao pódio em representação do meu colega de equipa Victor Correia (1.º M45) e estava à espera que me dissessem que era novo demais para M45. “Tens uma pele muito macia e um rabinho jeitoso demais para M45”, diriam eles. Mas ninguém disse nada. Estarei assim tão acabado? É que ainda são 10 anos de diferença. Tenho 35 e, para o Ministério da Agricultura, 35 anos ainda é jovem. É-se Jovem Agricultor até aos 40. Seja como for, certo é que o Victor e o Tiago (3.º SM) tinham voo de regresso ao Continente à hora da entrega de prémios. No entanto, isso não os impediu de estarem presentes. É para estas coisas que serve o Photoshop.

 

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Por fim, é com tristeza que noticiamos mais um caso de violência doméstica no Trail Nacional. Cristina Couceiro venceu destacada o UTPCN e o seu marido, José Feteira, deu-lhe um banano por ela ter tido o desplante de ficar à frente dele. Que se passa com vocês? Quem vos viu e quem vos vê. Antes só beijinhos e agora só bananos. Em baixo, como prova do crime, vemos a Cristina a meter gelo na vista esquerda.

 

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Querem saber mais? Vejam a reportagem:

 

 

7 Comportamentos Estúpidos do Zé-Povinho Atleta em Provas de Endurance

por Pedro Caprichoso, em 13.07.16

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1. Partir à frente do pelotão

Partir à frente só para aparecer na fotografia, ainda que depois se seja rapidamente engolido pelo pelotão. Há 2 tipos de pessoas a evitar nas partidas: (1) os velhos que ainda pensam que são novos e (2) os atletas de ginásio artilhados com tecnologia-de-ponta dos dedos dos pés à ponta dos cabelos. Estas duas espécies de gente fazem de tudo para partir à frente dos outros. Será que acreditam, mesmo, que são os 10 segundos que ganham no arranque que fazem a diferença numa prova de 100k? Deve ser só mesmo para aparecerem na fotografia. É uma pena, pois aqueles que partem à frente são justamente os mais feios—e as fotografias ficam estragadas.

 

2. Correr ofendido

Já vos aconteceu ultrapassarem um tipo—apenas os homens exibem este comportamento—e ele ficar ofendido com a vossa ultrapassagem? O tipo partiu a matar, levou com a marreta aos 40k e vai a dar as últimas. Vocês ultrapassam-no e, cheios de boas intenções, largam um “Tudo bem?”. Ele ofende-se com a pergunta e, para se vingar, ultrapassa-vos de seguida fazendo um sprint à Usain Bolt. Vinte metros mais à frente, vocês voltam a ultrapassá-lo. Desta feita, ao passarem novamente por ele, deixam escapar um “Força!” em jeito de gozo. É o que eu faço. Se ainda não chegámos a meio da prova, um “Já falta pouco” também fica bem.

 

3. Questionar a idade dos outros

Conto pelas palmas de 7 mãos os atletas veteranos que em competição questionaram a minha idade para saberem em que lugar se encontravam no seu escalão. Nada contra. Creio é que não seja boa política correr com o pensamento centrado na classificação. Como pode uma pessoa divertir-se numa prova de Endurance focando-se apenas na possibilidade de fazer pódio? Só para foder com a cabela deles, em vez de indicar-lhes a minha idade, indico-lhes antes a data do meu nascimento. Depois mijo-me a rir ao vê-los fazer contas de cabeça.

 

4. Desistir por machismo

Há tipos que desistem a meio de uma prova quando são ultrapassados por uma mulher e sabem que acabarão atrás dela. Este fenómeno ocorre quando um homem (que nas Ultras fica à frente das mulheres) é papado por uma mulher numa prova de Endurance. Elas gerem melhor o esforço—não partem à maluca como muitos homens fazem—e depois eles são “comidos de cebolada” na segunda parte das provas. Quando isto acontece, cai-lhes a pila e desistem. Para terem noção da estupidez que isto representa, basta dizer que o top3 masculino nacional está ao mesmo nível do top3 feminino mundial. Ou seja, contam-se pela palma de uma mão os Tugas com capacidade para ganhar às melhores do mundo. Não vão obrigar-me a relembrar-vos o que se passou no MIUT, pois não? Ah… acho bem.

 

5. Desistir por orgulho

Há tipos que desistem a meio de uma prova quando sabem que não conseguirão alcançar os seus objectivos definidos à partida. Isto é estúpido em geral, mas é particularmente estúpido em provas de Endurance. O objectivo à partida de uma prova de Endurance deve ser só um: chegar ao fim. Tudo o resto deve ser ditado pelo desenrolar da prova. A Endurance implica superação—e superação não é ficar na posição x ou fazer o tempo y. Superação é ultrapassar os obstáculos com que nos deparamos. Quem não encarar as coisas desta forma está no desporto errado. A expressão “Never Quit” é igualmente estúpida, pois desistir por motivos de saúde não é sinal de fraqueza; é sinal de inteligência. Por outro lado, desistir por orgulho—pois é disso que se trata—é bué estúpido. [No meu tempo, bué era tótil.] No fundo, o raciocínio é: mais vale desistir do que assumir que não alcancei os meus objectivos pré-definidos e estupidamente publicados no facebook. Publicar objectivos nas redes sociais antes de uma prova tem um nome: auto-sabotagem.

 

6. Lutar contra o Homem da marreta

Há quem cerre os dentes e lute contra o homem da marreta depois de levar com ela nos cornos. É errado. Mais do que errado, é estúpido. É impossível derrotar o homem da marreta. O máximo que podemos fazer é recuperar o mais depressa possível da marretada. Para tal há que ter calma, não entrar em pânico, alimentar-se e reduzir o ritmo. Quem faz provas de Endurance precisa mentalizar-se de que vai passar por pontos baixos—e há que encarar esses momentos com naturalidade. Usando uma analogia fofa: o remédio para recuperar de uma marretada não é andar à porrada com o homem da marreta, mas antes aceitá-lo e recebê-lo de braços abertos.

 

7. Fixação com a bandeira nacional

Muitos são os atletas de pelotão que vão correr ao estrangeiro e levam a bandeira nacional na mochila para desfraldá-la quando cortam a meta. Pessoalmente, acho estúpido o patriotismo bacoco da exibição da bandeira. Se ainda houvesse algum subtexto inerente à bandeira, de que é exemplo a bandeira basca sempre que esta é usada em contexto desportivo. Agora, exibir a bandeira por exibi-la? Para quê? Para anunciar ao mundo que somos Portugueses? Que mérito há em ser Português por oposição a ser Francês, Alemão, Chinês ou de outra nacionalidade qualquer? Seja como for, ainda vejo algum sentido em desfraldar a bandeira quando se participa numa prova em representação do nosso país. O mesmo não se aplica quando se participa numa prova a título individual. Nesse caso, quando muito, representamo-nos a nós próprios e à nossa equipa. A nível colectivo, se querem desfraldar uma bandeira, que tal desfraldarem a bandeira da vossa equipa?

 

Parece-me que o desfraldar da bandeira nacional é reflexo de algum complexo de inferioridade do povo português, pois não vejo os atletas de pelotão de outras nacionalidades desfraldarem a sua bandeira na mesma proporção. Os atletas de elite estrangeiros fazem-no quando vencem em representação do seu país. Mas, no caso dos atletas de pelotão, tal comportamento é muito português. Basta atender aos finishers do UTMB (que na meta desfraldam a bandeira do seu país) para verificar que a maioria são portugueses. Há aqui uma certa necessidade de afirmação nacionalista que é transversal aos povos oprimidos, como é o caso dos bascos. É evidente, também, que o hábito recente de exibição da bandeira está intimamente relacionado com a Selecção Nacional de Futebol pós-Euro2004. 

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