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A Hipocrisia da Crítica Gratuita

por Pedro Caprichoso, em 20.10.16

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O meu interesse não está em saber quem tem razão. As questões são mais complexas do que parecem, todos temos direito à nossa opinião e é sempre difícil—para não dizer impossível—agradar a Gregos e a Troianos. Temos, portanto, que saber viver com as opiniões dos outros. É a vida. Dito isto, o que verdadeiramente me interessa são as motivações e tácticas argumentativas usadas pelos intervenientes numa determinada discussão—e não é difícil decifrá-las. Basta ler nas entrelinhas. O lindo no meio disto tudo é que, não raras vezes, a forma como se argumenta diz mais sobre os intervenientes do que a substância do argumento em si mesmo. Daí que amiúde encontremos a hipocrisia de mão dada com a crítica gratuita. Vamos pegar no exemplo do anúncio dos Circuitos Nacionais para 2017.

 

Foram anunciados os Circuitos Nacionais para 2017, o céu fechou-se subitamente, a humidade relativa disparou, os animais recolheram aos seus abrigos, São Pedro abriu as comportas e uma chuvada de críticas antecipou o fim do Trail como o conhecemos. Não está em causa a validade das críticas. Com razão ou sem ela, o que está aqui em causa é a sua origem. Supor-se-ia que as críticas viessem das partes interessadas: dos responsáveis das Equipas, dos Organizadores cujas provas ficaram de fora dos Circuitos e, sobretudo, dos atletas que têm por hábito participar nos mesmos. Supor-se-ia que assim fosse, mas a realidade é outra. A verdade é que a generalidade das críticas tiveram origem no cérebro de atletas que raramente participam nos ditos Circuitos. Basta dar uma vista de olhos pelas redes sociais e perceber o nível de legitimidade desta gente. Quanto falo em «gente», falo em indivíduos que têm por hábito trocar a competitividade dos Circuitos por brilharetes em provas de aldeia.

 

As ameaças de abandono dos Circuitos chegam a ser ridículas quando vêm de gente que nunca neles participou de forma regular. Alguns admitem mesmo abandonar a modalidade. A ambos respondo o mesmo: já vão tarde. Pelos vistos, há gente que há 2 meses morria de amores pelo Trail e agora dizem adeus à modalidade. Uns vão dedicar-se ao IronMan; outros ao ciclismo de “fundo”; outros à musculação. A pergunta que fica é a seguinte: qual destas modalidades dá mais likes? Meus caros, eu falei com a modalidade e ela disse-me que não vos conhece de lado nenhum: “Não me apercebi que esses tipos me praticavam”, exclamou surpreendida a modalidade. No fundo, é mais do mesmo: é muita parra e pouca uva. Que é o mesmo que dizer: é muita garganta e pouca perna.

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