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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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A SIC DEIXA-ME SICK

por Pedro Caprichoso, em 25.08.15

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[Primeiro os elogios:]

Vocês sabem o que eu penso sobre as guerreiras do Trail Nacional, pelo que é um prazer aqui afirmar, a plenos plumões, que a Lucinda é uma grande mulher. Gigante. Com um bocadinho de sorte, ainda faz Top10 no UTMB. Homens, não se esqueçam do seguinte: sempre que numa prova forem ultrapassados por uma mulher, não pensem que ela é melhor do que vocês. Ela não é melhor do que vocês. Ela é MUITO melhor do que vocês.

 

A máquina de marketing da Prozis começa a dar os seus frutos. Não uso suplementação, mas tenho de dar a mão à palmatória. Estes meninos não brincam em serviço. Publicidade no telejornal da SIC não é para qualquer um. Parabéns. Quer-me parecer que a profissionalização do Trail começa aqui.

 

Depois de ter deixado bem claro que nada tenho contra a Lucinda e a Prozis – bem pelo contrário –, vamos às criticas a esta espécie de reportagem:

 

 

 

O modus operandi da TV generalista, no que toca às modalidades amadoras, é conhecido. Tirando o futebol, todas as outras modalidades são tratadas com doses iguais de amadorismo e caricatura.

 

Como é que é? Primeiro dizem que a Lucinda é profissional do Ultra-Trail há 3 anos e, mais tarde, que é professora em Gondomar? Em que é que ficamos? Digam olá ao amadorismo.

 

«O UTMB é uma das corridas mais difíceis do mundo». A sério? Sem desvalorizar o feito tremendo que é terminar uma prova com as características do UTMB, só a brincar se pode afirmar que o UTMB é umas das corridas mais difíceis do mundo. Assim, de repente, vêm-me logo à cabeça uma dezena de corridas mais difíceis do que o UTMB. Para quê exagerar? Não há necessidade. Digam olá à caricatura.

 

A Lucinda é “actualmente a melhor portuguesa nesta modalidade”. Não digo que não é. Mas também não digo que é. É discutível. Ela foi efectivamente a melhor Portuguesa no Campeonato do Mundo. Mas daí a afirmar, inequivocamente, que é a melhor portuguesa… Não acredito, sequer, que a Lucinda concorde com esse rótulo. Não vou cometer a deselegância de dizer nomes, mas a Ester Alves tem obrigatoriamente de entrar na discussão quando falamos da melhor atleta portuguesa de Ultra Trail da actualidade. É incontornável. Estamos a falar, afinal de contas, da actual Campeã Nacional. Custava muito, por isso, dizer “uma das melhores atletas” em vez “da melhor atleta”? O amadorismo está de volta. Digam olá.

 

A sensação que dá é que esta reportagem foi feita por encomenda. Nesse caso, mais mérito para a Prozis. Estes meninos sabem, mesmo, o que estão a fazer.

 

--xxx--

 

Tendo em conta a tareia que estou a levar à conta deste singelo post, convém esclarecer o seguinte para que não me interpretem mal:

1. A minha crítica aqui tem apenas e só a ver com o amadorismo dos jornalistas em relação às modalidades amadoras – e o Trai
l em particular. O meu alvo são os jornalistas. Mais ninguém. Que isso fique bem claro. Ou seja, eu não teria qualquer problema com esta reportagem se não fosse pelos erros que ela contém.


2. Eu sei que recorro muitas vezes à ironia e as pessoas pensam que estou sempre a ser irónico – o que não é o caso. De todo. Ou seja, eu não estou (sarcasticamente) a criticar a capacidade de marketing da Prozis em dar destaque à Lucinda. Nada disso. Bem pelo contrário. Eu isso aplaudo. Da mesma forma que aplaudo a Salomon por dar destaque aos seus atletas, embora por vezes de forma exagerada. Como se justifica, por exemplo, que a Ester tenha mais gostos na sua página do que muitas das melhores atletas do mundo? Ou que se façam títulos do estilo “Ester campeã nacional de Skyrunning” quando ela foi basicamente a única mulher a participar nessa prova? É marketing! Mas não posso ficar chateado por causa disso.


3. Eu não fico chateado por as marcas promoverem os seus atletas o melhor que podem. Eu fico fodido, isso sim, por ver atletas que não têm o destaque que merecem, como o Jérôme Rodrigues, o Ricardo Silva, o Nuno Silva (merecia muito mais!) e o meu xuxu Pedro Rodrigues. Cabe depois à comunicação social ter vergonha na cara e saber o que está a fazer.

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