Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

Balanço 2016

por Pedro Caprichoso, em 05.01.16

Quem diria que 2016 ficaria na história como o ano da revolução no Trail Nacional? 2016 teve de tudo: controlos anti-doping positivos, prémios monetários de 4 dígitos, cancelamento de provas por falta de participantes, o primeiro português campeão do mundo de Trail, o primeiro escândalo de corrupção, o primeiro escândalo sexual e a coincidência dos 6 Campeões Nacionais de Trail serem todos do signo Balança.

 

Parte I

 

Calcitrine-ofertapsd30.jpg

Como bem se lembram, os primeiros casos positivos ocorreram logo no rescaldo dos Trilhos dos Abutres. Se um dos casos detectados pela Agência Portuguesa de Anti-dopagem (APA) não foi surpresa para ninguém, o mesmo não se pode dizer do outro.

 

Só os mais distraídos ficaram admirados com a confissão da Analice aos microfones da TSF Runners. Relembro que à atleta Luso-Brasileira foi aplicada uma pena de suspensão por um período de 2 anos, ao que acresce serviço comunitário por igual período. Sinceramente não sei o que é pior: se a suspensão, se ser forçada a rebentar as bolhas dos finishers das provas que fazem parte do Campeonato Nacional de Trail Endurance. Ainda que só fossem as bolhas do José Faria, tal já seria castigo suficiente.

 

Sejamos sinceros: a Analice já vinha a pedi-las e teve o que merecia. O que dizer, porém, do controlo positivo do Rui Pinho? Ao contrário da sua amiga, o Rui remeteu-se ao silêncio durante todo o processo. Os seus advogados continuam a afirmar que o seu cliente desconhecia que o Calcitrin é composto por uma substância proibida pela APA. A extroderimetadonatina, vulgo ‘extracto de colhão de touro’, foi detectada numa amostra de xixi do Rui e posteriormente confirmada através de uma segunda análise.

 

Na única vez que falou em público sobre o assunto, na já famosa conferência de imprensa realizada numa Tasquinha do Porto, o autor do blog Tripas e Nortadas comeu 3 francesinhas e depois leu uma breve declaração perante os jornalistas. Transpomo-la em baixo na sua totalidade:

 

«A idade não perdoa e comecei a tomar Calcitrin por recomendação do meu amigo Eduardo Merino. Ele disse-me que a minha estrutura músculo-esquelética não ia aguentar por muito mais tempo, que isto já lá não ia com fisioterapia e que a única solução passaria por recorrer aos químicos. E assim fiz. Ainda experimentei o cogumelo do tempo, mas aquilo só me fazia gases. O José Capela é testemunha.»

 

Alguns juram a pés juntos que o Rui é inocente; outros querem despi-lo, mergulhá-lo num barril de óleo queimado, despejar-lhe um saco de penas de galinha em cima e obrigá-lo a fazer o UTSF nesses preparos. Seja como for, facto é que a ATRP teve mão pesada e aplicou-lhe um castigo exemplar. A ATRP obrigou o Rui a aceitar o cargo de Director de Comunicação da associação em troca da redução da pena de suspensão que lhe foi aplicada de 3 para 1 ano. Escusado será dizer que ele foi entretanto despedido por “promover a discussão sobre o estado do Trail Nacional” e a sua pena agravada em 5 anos.

 

Parte II

Ironman-Logo.jpg

Segundo os especialistas, o pico de popularidade do Trail atingiu-se por volta das 17h04 (UTC) do passado dia 29 de Julho de 2016. A modalidade atingiu aquele ponto em que todos os nossos amigos fazem Trail e já não temos mais ninguém para impressionar com os nossos feitos trailiteiros. Qual o interesse em praticar uma modalidade que todos praticam? Qual é a gaja que fica ‘com o pito aos saltos’ por um tipo que pratica a mesma modalidade da mãe dela? Namorado e mãe a praticarem a mesma modalidade não é, definitivamente, a coisa mais sexy do mundo. A prática do Trail, em meados de 2016, tornou-se assim o equivalente à prática de levantamento de copos na esplanada da Associação Cultural e Recreativa da Pontinha; ou, se quisermos, na versão feminina, à prática de croché numa tarde soalheira de inverno sob o calor das duas da tarde.

 

O Trail banalizou-se e a maior motivação do Zé-Povinho—Atleta, que consistia em cagar os seus feitos nas redes sociais, foi perdendo o seu encanto. Daí aos primeiros atletas trocarem o Trail pelo Ironman foi um passo. Começaram-se a verificar os primeiros cancelamentos de provas por falta de atletas, as Organizações viram-se obrigadas a abrir os cordões à bolsa e, no dia 18 de Dezembro, o V Curral de Moinas Christmas Trail atribuiu ao vencedor o inaudito prémio monetário no valor de €9.000. Começou-se também a verificar uma vaga de afogamentos entre o pessoal que se meteu no Triatlo sem saber nadar, mas isso são outros quinhentos.

 

Parte III

oferta-publica.jpg

Aqui há uns anos, se bem se lembram, o BPI respondeu a uma OPA do BCP com uma contra-OPA ao BCP. Ou seja, o gigante BCP ameaçou adquirir o pequenino BPI e este, em resposta, pôs-se em bicos de pés e ameaçou adquirir o BCP. Na altura, tais manobras não deram em nada. Acontece que a ATRP pegou no exemplo do BPI e, como é do conhecimento público, apresentou uma OPA à FPA no dia 28 de Maio de 2016. Aproveitando o crescimento do Trail e o definhamento do Atletismo, a ATRP pegou nas cotas dos seus 350 mil associados e fez uma Oferta Pública de Aquisição à Federação Portuguesa de Atletismo. Em 2015, a ATRP integrava a FPA enquanto “associado extraordinário”. Hoje, dia 5 de Janeiro de 2017, é a FPA que integra a ATRP enquanto “secção amadora”. No seguimento desta aquisição têm-se vindo a verificar algumas alterações ao nível do Atletismo em Portugal, das quais destacamos as seguintes:

 

  1. Criação de novas disciplinas, de que são exemplo os ‘100 metros com lama até aos joelhos’ e o ‘quadruplo-salto por cima de bosta de cavalo’;
  2. A designação “Maratona” passou a ser atribuída a qualquer prova entre 30k a 70k;
  3. O lançamento do bastão foi introduzido em substituição do lançamento do dardo;

 

Parte IV

27_transex_div.jpg

A ATRP, em conluio com a ATRB (*), promoveu uma festa de pijama entre uma dezena de brasileiras e os principais candidatos estrangeiros à vitória no Campeonato do Mundo de Trail, disputado no Parque Nacional da Peneda-Gerês no passado mês de Outubro. A festa teve lugar na véspera da prova e metade dos favoritos não se conseguiram sequer apresentar à partida. Os restantes ficaram-se pelo primeiro abastecimento, com problemas intestinais e dores insuportáveis ao nível do rabinho. Veio-se mais tarde a descobrir que as brasileiras eram transexuais.

 

O escândalo sexual foi espremido até à última gota pela comunicação social e não vale a pena estar a chover no molhado. O que muitos desconhecem, porém, é que ao escândalo sexual está associado um igualmente escandaloso escândalo de corrupção envolvendo as altas esferas da ITRA. Embora não se tenha provado a existência de pagamentos em dinheiro, a acusação alega que teve lugar o crime de corrupção por terem sido encontrados produtos regionais nos quartos de hotel dos representantes da ITRA. Para que estes fechassem os olhos à referida festa do pijama, cada elemento terá alegadamente recebido um cabaz recheado com um sortido de produtos de fumeiro, dois garrafões de vinho carrascão, três queijos de bode e um presunto de porco malhado.

 

No meio disto tudo, Jérôme Rodrigues acabou por sagrar-se Campeão do Mundo de Trail e Barcelos decretou 7 dias de festa. As buscas levadas a cabo pela PGR encontraram ainda uma peruca (semelhante às usadas pelas brasileiras) na residência do atleta barcelense. Uma vez que se tratam de provas circunstanciais, nenhuma acusação foi instaurada contra o Lince Ibérico.

 

(*) Associação de Trail Running do Brasil.

 

Parte V

zodiaco-simbolos-maior.jpg

Se 2016 não foi um bom ano para o Trail, foi-o ainda pior para a Astrologia. A coincidência dos 6 Campeões Nacionais de Trail serem todos do signo Balança fez cair em descrédito a pseudociência do oculto. Relembro-vos que todos os Astrólogos garantiram que 2016 seria um ano péssimo para os nativos de Balança, apontando Carneiro como um dos signos mais beneficiados pelo ano que agora acabou. Há milhares de estudos científicos que refutam os princípios da Astrologia, mas foi preciso uma coincidência destas para que as pessoas abrissem finalmente os olhos. Acabaram-se os grupos de treino com signos compatíveis; acabaram-se os planos de treinos baseados no Mapa Astral do atleta; e acabaram-se os Treinadores / Astrólogos, de que é exemplo esta menina.

 

to be discontinued…

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D