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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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É correcto usar a t-shirt de uma prova em que se desistiu?

por Pedro Caprichoso, em 14.07.15

Há uma dúvida existencial que atormenta os Trail Runners. Não estou a falar da prática do truca-truca na véspera das provas. Quanto a isso podem ficar descansados: o truca-truca não prejudica a performance desportiva. Aliás, os meus melhores desempenhos desportivos ocorreram depois de uma noite de paixão com o meu companheiro moçambicano. Mas é outra a interrogação que aqui me traz.

 

«É correcto usar a t-shirt de uma prova em que se desistiu?» é uma das perguntas que mais me fazem via email. Outra é se sou casado. Já agora, aproveito o altifalante do TopMáquina para anunciar publicamente o seguinte: celebrei com o meu Eusébio, no passado dia 7, um contrato de matrimónio em regime de separação de bens. No entanto, eu e o meu Eusébio temos uma relação aberta, pelo que há sempre espaço para mais um, ou dois, ou três… Lá estou eu a dispersar-me novamente.

 

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Pegando o fio à meada, a resposta é não. É evidente que não é correcto usar a t-shirt de uma prova em que se desistiu. Quando muito, só é apropriado envergá-la depois de voltar à prova no ano seguinte e terminá-la dentro do tempo limite. Ou seja, tem de haver um período de nojo de pelo menos 1 ano. Acontece que eu estou-me nas tintas para o que é correcto – e é com muito orgulho que envergo as t-shirts do UTSM, embora não tenha ainda logrado terminar nenhuma edição da prova alentejana. Gosto especialmente da t-shirt de 2014, ano em que morri na praia, desidratado, ao km 90: tamanho XXS, cor-de-rosa, justinha, curtinha, deixando antever o umbigo depilado à frente e a tatuagem atrás. Já vos disse que tenho o nome do meu Eusébio tatuado no fundo das minhas costas? Tatuei-a 2 centímetros acima do início do rego do meu cu. É linda.

 

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Mas há um senão: parece que usar a t-shirt de uma prova em que se desistiu dá azar. Até há quem diga que se trata da “maldição da t-shirt”. Se não acreditam, perguntem ao Pedro Rodrigues. O Pedro também não acreditava até ao dia em que teve o azar de pisar uma garrafa de vidro enquanto treinava com uma t-shirt do Ultra-Trail do Piodão 2014. A garrafa de Compal Manga Laranja estava partida, espetou-se-lhe no pé e ele agora vai ter de ir à faca. Até eu já sofri um acidente enquanto envergava uma t-shirt do UTSM: escorreguei para trás a descer, caí com o rabo em cima de um eucalipto bebé e esbandalhei o meu rabinho todo. Pensando bem, esse acidente até nem foi mau de todo.

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