Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

Flatulência no Trail Running

por Pedro Caprichoso, em 19.06.15

Ninguém fala disto. É tabu. Mas todos o fazemos. Alguns mais de 50 vezes por dia. A flatulência é um problema de saúde pública – e tem de ser encarado como tal.

 

maxresdefault.jpg

 

Sofrem os flatulentos, cuja vida social é destruída – pois ninguém consegue estar à beira deles. E sofrem os flatulentos passivos, que inalam o perfume emitido pela peida de terceiros e vêem-se obrigados a confrontá-los. Conheci uma indivídua que acordava com os próprios traques. A tipa dormia, largava um morteiro e acordava estremunhada. Não conseguia dormir mais de meia-hora seguida, a coitada. Não dormia ela e não dormia eu. Era vegan, só comia repolho e aquilo mexia-lhe com a tripa. Estou a falar a sério. Que me caia um satélite nos cornos se não é verdade.

 

A flatulência é uma calamidade nos elevadores, nos transportes públicos, no ambiente de trabalho, debaixo dos lençóis, na fila do Pingo Doce e nas provas de Trail Running – sobretudo no Trail Running. Mais do que em qualquer outro desporto, o Trail Running favorece a flatulência ao promover as causas que estão na origem da formação de gases no nosso aparelho intestinal, nomeadamente:

 

  1. O movimento da corrida em si – que não passa de uma sucessão de saltos – promove o movimento intestinal;
  2. Acidentalmente engolir ar em resultado de comer e beber depressa – ar que depois, mais tarde ou mais cedo, tem de sair pelo lado oposto;
  3. A ingestão de Coca-Cola (com gás carbónico) e de adoçantes processados de ingestão rápida (tais como géis) contribuem de forma decisiva para o incremento do nível de flatulência;

 

running-from-fart.png

 

De certeza que já vos aconteceu serem obrigados a ultrapassar um indivíduo, num treino em grupo, porque ele passa o treino a largar-se. E irem a trepar em fila indiana, com as mãos nos joelhos e o focinho rente ao rabo do atleta que segue à vossa frente, e levarem com um peido nas trombas? Alerta: nunca se deixem ficar para trás num treino de Fartlek em grupo – não é por acaso que “Fart” está presente na palavra “Fartlek”.

 

Já nos aconteceu a todos – inclusive ao José Capela. “Já me aconteceu ir junto duma menina e estar a conter-me para não me largar. Entretanto ela larga-se e pede desculpa, e eu larguei-me de seguida e disse: estás desculpada!”, comentou há dias o Capela no facebook.

 

26ade1d08ee99597e2dee9e86db897a981dc8997e641efc478

 

A minha experiência diz-me que são justamente os cagões que mais se cagam. O fedor libertado pelo rabo dos atletas que envergam Salomon da cabeça aos pés e correm com uma Gopro atarraxada à cabeça é particularmente repugnante. Sugestão para a Salomon: calções com carvão activado.

 

Nem tudo é negativo. A flatulência também tem vantagens: (1) o impulso providenciado pela libertação do traque não é negligenciável, projectando o atleta para a frente; (2) o peido violento – mais ruidoso do que fedorento – serve muitas vezes de alerta para informar de que está a caminho uma enxurrada de cocó, permitindo ao atleta meter um “Imodium Rapid” no bucho antes de ser obrigado a arrear os calções atrás de um eucalipto.

 

Puttering-along..jpg

 

P.S. Àqueles que desvalorizam a flatulência e nela só vêem motivo de riso, relembro o seguinte: o peido é merda no estado gasoso.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D