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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

Grande Reportagem do VI Ultra-Trail de Conímbriga – Terras de Sicó

por Pedro Caprichoso, em 03.03.15

Depois da brilhante cobertura jornalística dos Trilhos dos Abutres, Pedro Caprichoso foi promovido pela redacção do TopMáquina e passou a integrar os quadros. Nos Abutres não passava de um zé-ninguém a realizar um estágio não-remunerado. Agora, um mês depois, continua a trabalhar de graça; mas, em compensação, já é convidado a apadrinhar provas de nível internacional. Quem o viu e quem o vê! Está um homenzinho.

 

O nosso enviado especial a Terras de Sicó calçou os ténis, rezou dois Pai-Nossos e duas Avé-Marias, besuntou o rêgo do cu com vaselina PACU e partiu para os 111km com o objectivo de chegar ao fim com a cueca enxuta. Relembro que Pedro Caprichoso borrou a cueca na sua última prova de 3 dígitos. O UTAX e o Município da Lousã estão em dívida com o atleta da Juventude Vidigalense, que adobou a Serra da Lousã como um verdadeiro latifundiário.

 

Sem mais delongas, até porque a conversa começa a cheirar mal, eis a crónica do enfant terrible do jornalismo desportivo nacional:

 

XXXXX

 

Condeixa, 28/02/2015.

 

Bruno Sousa foi o grande vencedor do VI Ultra-Trail de Conímbriga – Terras de Sicó. O atleta do Paredes Aventura dominou a prova do princípio ao fim, cumprindo os 115km e 3600m D+ em 11h19m. O Bruno é um grande atleta? É. O Bruno é um tipo porreiro? É. O Bruno faz bolos para a sua cara-metade? Faz. O Bruno gosta do TopMáquina? Gosta. Acontece que o tempo canhão do Bruno só tem uma explicação: a mochila de hidratação do Bruno tem reactores a jacto. À primeira vista parece uma mochila normalíssima da Camelbak, mas o camuflado não engana.

 

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Esta mochila não é uma mochila. Esta mochila é um protótipo de alta-tecnologia desenvolvido pelo exército norte-americano. Para terem uma ideia do que estamos aqui a falar, basta referir que os SEALS que limparam o sebo ao Bin Laden usam mochilas iguais. Acham que estou a inventar? Então analisem a foto abaixo publicada, na qual os reactores da mochila do Bruno entraram em sobreaquecimento durante o UTSM 2014.

 

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A prova estava a correr-me de feição até ao momento em que 2 atletas do Viana Trail se colaram à minha sombra. Não digo nomes para não ferir susceptibilidades. Em vez disso, analisem os tempos de passagem e logo saberão de quem eu estou a falar. Falo do Alcobia e do Freitas. Porra! Não ia dizer nomes, mas agora já está. Já não há nada a fazer. Se ao menos os teclados tivessem uma tecla para apagar. Infelizmente não têm. Enfim.

 

As duas personagens acima acidentalmente identificadas passaram a noite toda mais interessadas em queixarem-se dos estradões, em picarem-se um ao outro e em promoverem a Taça Ibérica de Trail (junto dos outros atletas) do que propriamente em competirem. Já para não falar nas bombas flatulentas largadas pelos dois ao longo da prova: contei-as, fiz uma folha de excel e cheguei à média de 3,7 / km. “O que é que esta gente jantou?”, questionava-me eu a cada rebentamento. Posto isto, sugiro que doravante todas as Organizações de Trail passem a usar os seguintes painéis de sinalização:

 

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Não gostei dos abastecimentos. Tinham tanta fartura que um gajo perdia facilmente 5 minutos só para decidir o que meter à boca. Até houve um abastecimento extra que não aparecia no regulamento, por volta do km 34, no qual enfardei de penalti meia torta de chocolate DanCake. Quer dizer, um gajo vai às provas para correr e passa metade do tempo a comer? Pesei-me antes e depois da prova e estou mais gordo. Assim não há condições.

 

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Estive com o homem da marreta ao km 95. Ele mandou cumprimentos. A conversa com o marreteiro foi tão boa, mas tão boa, que fiz os 5km seguintes a passo – inclusive as descidas. Despedi-me dele no abastecimento dos 100km, quando entornei um caldinho verde que me soube pela vida.

 

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Houve quem tivesse ficado de tal maneira afectado pelo homem da marreta, que confundiu a sanita com o lavatório e deixou os balneários neste estado:

 

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 [Atenção: a foto da sanita é verdadeira. O homem da marreta também.]

 

Não gostei do brinde dos Abutres e também não gostei do brinde do Sicó. Nos abutres foi uma sapatilha; em Sicó foi um pé. Ainda por cima o pé é muito maior do que a sapatilha – e o primeiro não cabe na segunda. Das duas uma: ou fazem uma sapatilha maior ou um pé mais pequeno. As duas organizações que se organizem e cheguem a um consenso. Os atletas agradecem.

 

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O empeno experimentado pela minha pessoa foi de tal forma violento, que deixei cair uma nota de 500€ no chão e tive de lá deixá-la. Não consegui baixar-me para apanhá-la. Depois do duche voltei à meta para comprar um licor de bolota e a nota escapou-se-me por entre os dedos. Dito isto, lanço daqui um apelo aos Varredores da Câmara Municipal de Condeixa: se encontrarem uma nota de 500€, é favor devolverem-ma. É minha. Em troca dou-vos um autografo. Ainda ficam a ganhar.

 

Pior do que o empeno foi a massagem. Tirando família e colegas de trabalho, poucos sabem que eu era virgem. Nunca antes tinha estado com uma mulher e não tenho vergonha de admiti-lo: fui abusado. Estava a guardar-me para a mulher dos meus sonhos e fui forçado a fazer coisas que não queria. Tocaram-me. Amassaram-me. Desrespeitaram-me. Sinto-me usado. De tal maneira usado, que depois da massagem tomei mais um duche (para limpar o pecado do meu corpo) e fui confessar-me à Igreja de Condeixa. Agora, três dias passados, já me sinto melhor. Mas acho que nunca mais serei o mesmo.

 

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Pedro Rodrigues e Paulo Lopes ganharam ex-aequo os 65km. Receei que eles tivessem cortado a meta de mãos dadas, pois isso é um bocadinho panisgas. Pelos vistos, cortaram-na abraçados. Menos mal. O problema é que depois estragaram tudo: foram tomar banho juntos. As imagens captadas pelas câmaras de videovigilância do Pavilhão Polidesportivo de Condeixa são bem reveladoras. Digamos apenas que o Pedro não conseguia chegar com o sabão a determinado sítio e o Paulo ajudou-o.

 

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O Ricardo Silva não competiu no passado fim-de-semana, mas teve de ser levado de emergência para o Hospital de Condeixa pela quantidade de vezes que foi obrigado a subir ao pódio. Só na cerimónia da ATRP contei umas dez. Mas não se preocupem: ele levou 2 sacadas de soro e já se encontra em condições de subir ao pódio na próxima prova.

 

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Por fim, para dar um toque de humor a esta crónica, que até aqui tem sido de um profissionalismo execpcional, deixo-vos uma piada: o Lino Luz ficou sem luz durante a noite. Perceberam? Luz do frontal e Luz de apelido. Muito boa! lol

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