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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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I am Ultra

por Pedro Caprichoso, em 27.07.15

«Um ateu, um vegan e um ultramaratonista entram num bar. Como é que sabemos que eles entraram no bar? Porque fizeram questão de dizê-lo a toda a gente.»

 

Li esta anedota no outro dia e escangalhei-me a rir. Importa referir que, para além de Ultra, também sou ateu e simpatizante da causa vegan. Carne, comigo, só ao fim-de-semana. Durante a semana de trabalho faço voto de castidade.

 

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Os Ultras adoram dizer a toda a gente que são Ultras, como se o simples facto de serem Ultras fosse um feito de outro mundo. Tu corres? Que bom para ti. Parabéns. A verdade verdadinha é que qualquer um, com o mínimo de preparação, consegue fazer uma Ultra. Tudo depende do ritmo.

 

Um Ultra não tem mais mérito do que um corredor de 10km só porque é Ultra. Há gente que corre depressa e há gente que corre devagar – esta é a única diferença. Para mim tem mais mérito um atleta que faça 10km em 35min do que um Ultra que faça, por exemplo, o próximo UTNLO em 8horas. O problema está em partir do princípio de que um Ultra tem mais mérito porque sofre mais. É falso. Um Ultra até pode sofrer mais nas provas, mas não sofre mais no treino. Quem pensa que o treino específico das distâncias clássicas (5.000, 10.000, Meia-Maratonas e Maratonas) é pêra-doce, é porque nunca o fez.

 

Verdade seja dita: os Ultras são arrogantes. A arrogância é consequência da corrida de longa distância devido à falta de cultura desportiva do nosso país. Os Portugueses só percebem de Futebol – e mal. O Zé—Povinho fica impressionado quando alguém lhe diz que fez uma Maratona – e os Ultras aproveitam-se disso para se motivarem. Os Ultras alimentam-se da admiração dos outros. Sabemos que fazer uma Maratona não é nada de especial, mas os louvores que recebemos não são piores por isso. À superfície somos humildes, mas no fundo somos cagões. Vivemos para os aplausos.

 

Quando estiverem a falar com um Ultra de pelotão, repararem na tendência que ele tem para desviar qualquer assunto no sentido da corrida – essa é, aliás, a principal função deste pardieiro. Pode ser de forma muito discreta, mas o assunto vai parar invariavelmente ao treino, às lesões, àquela prova ou àquele par de ténis novos que…

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