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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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Rescaldo do HTMP – Hard Trail Monte da Padela

por Pedro Caprichoso, em 17.06.15

Deixemo-nos de merdas, merdinhas e caldinhos de galinha – e vamos direitos ao assunto. Os factos são estes: eu (dorsal 89) fiquei em 6.º da Geral (ex-aequo com o meu companheiro de aventura Miguel Martins, ao qual aproveito para mandar uma beijoca) no HTMP – Hard Trail Monte da Padela. Acontece que me esqueci de colocar o chip fornecido pela Lap2Go e fui desclassificado à conta disso. Tive o cuidado de indicar em todos os pontos de controlo que não tinha chip e a organização foi apontando o meu dorsal. Como é que eu sei? Sei porque apareço classificado no P1, P2 e no Uphill. Só não apareço classificado na meta. Pelos vistos, o chip só era preciso na meta. [De referir que a Lap2Go entretanto já me mandou email muito simpático, informando-me de que as classificações já foram corrigidas.]

 

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Não me interpretem mal: eu considero que fui muito bem desclassificado. Eu desclassificar-me-ia a mim próprio se tivesse a oportunidade. Não só fui bem desclassificado porque o regulamento prevê a desclassificação pela não devolução do chip – que eu não o devolvi –, assim como beneficiei claramente do facto de ter corrido sem ele. "O chip é pesadíssimo e tu foste claramente favorecido por teres corrido sem o dito cujo atarraxado à sapatilha”, disse-me o Bruno Coelho no fim da provaTem toda a razão.

 

5 gramas – o peso do chip – podem não parecer muito, mas são. Não é preciso um génio para chegar à conclusão de que 5gr X 80.658 passos(*) são 403,29kg: o equivalente a duas Teresas Guilhermes e meio. É muito. Se uma Teresa Guilherme é muito, agora imaginem duas e meia! Para além do peso em si, não esquecer que o chip é atarraxado a uma das sapatilhas. Isto faz com que o peso fique mal distribuído, exercendo mais pressão sobre uma das pernas. A perna do chip fica assim obrigada a exercer mais força para cobrir a mesma distância que a sua simétrica, o que pode levar à ocorrência de lesões gravíssimas ao nível do músculo chipinoidal.

 

(*) Para além de monitorizar a distância, o desnível, a temperatura, a velocidade do vento, as calorias, o batimento cardíaco e a potência muscular, tenho também por hábito contar o número de passos que dou durante as provas. Para além de ser um importantíssimo indicador de performance desportiva, contar passos serve-me de meditação e é uma forma espectacular de ignorar os insultos dos nossos adversários quando estes nos tentam deitar psicologicamente a baixo. Infelizmente, tal não resultou com o Pedro Marques.

 

Podia devolver o chip por correio à Lap2Go? Podia. Mas não o vou fazer. Há uma fã do TopMáquina que me prometeu uma noite de prazer em troca do chip autografado, que ela depois transformará num colar à semelhança das chapas que os militares exibem ao pescoço. Esqueci-me de mencionar uma coisa: a fã em causa é boa como o milho, como podem atestar pela foto abaixo publicada:

 

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Dos 66km, fiz 50km na companhia do Miguel Martins. Mas a dupla foi, em grande parte, uma tripla. Tirando a última descida, na qual ele se nos escapou, o Pedro Marques foi o “Facada” desta tripla maravilha. Escusado será dizer que eu fui o “Cocó” (dada a minha reconhecida capacidade flatulenta) e o Miguel o "Ranheta" (dada a sua reconhecida capacidade de expectorar pelo nariz, tapando uma narina com um dedo e projectando ranho pela outra com a força de um rinoceronte).

 

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Nunca pensei dizer isto de um veterano do Trail Nacional, mas o Pedro Marques é um estroina. De maneira a não ferir susceptibilidades, vou dar apenas 3 exemplos ligeirinhos do terror que é correr com o Pedro:

  1. O Pedro mete conversa connosco para que a gente se desconcentre e bata com os cornos no chão;
  2. O Pedro come bananas e depois atira as cascas em direcção aos nossos pés para ver se a gente escorrega e bate com os cornos no chão;
  3. O Pedro dispara subida acima, pára, espera por nós, incentiva-nos como se estivéssemos em Zegama, depois arranca novamente, ultrapassa-nos e volta a fazer o mesmo. Tudo para psicologicamente nos deitar a baixo e ver se a gente leva com a marreta.

 

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Também fiz alguns quilómetros na companhia do Bruno Coelho, que a determinada altura decidiu beber directamente do pipo. Pessoal, não se preocupem que o Bruno não tem herpes. Ele tem tomates de aço, mas aparentemente isso não se pega.

 

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Cruzei-me igualmente com o Rui Seixo durante a prova – e foi muito gratificante ver que os grandes atletas do Trail Nacional também levam com a marreta. Ele diz que foi uma mini-marretada, mas para eu ter ficado à frente dele é porque ele deve ter levado em cheio com uma daquelas bolas de demolição.

 

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Depois de alcançar um excelente 3.º lugar nas 100 milhas do “Oh Meus Deus”, Artur Costa veio à Padela ao engano. O desgraçado pensava que iria fazer mais 100km.

 

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Aqui vemos o Presidente do Viana-Trail a correr atrás de mim para me dar uma coça. Estou a brincar: não era para me dar uma coça; era para recolher o lixo que eu propositadamente deixava depois do abastecimento para obrigá-lo a correr um bocadinho. Mandrião!

 

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