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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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Rescaldo do UTNLO

por Pedro Caprichoso, em 04.08.15

Xixi, cocó, duche, berlaitada, porco no espeto, carro, banana, um Pai-Nosso, duas Avé-Marias e boleia no foguete do Viana-Trail. Assim começou o meu Sábado, não necessariamente por esta ordem.

 

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Apanhei boleia no autocarro da minha futura equipa e fiquei surpreendido com o ambiente que encontrei. As vedetas da equipa vianense partilharam experiências para facilitar a minha integração no grupo – e foi muito gratificante ouvir histórias bonitas de entreajuda e superação, como daquela vez em que o Jérôme foi atacado por um Lince Ibérico no Gêres enquanto arreava o calhau – o Jérôme, não o Lince. O Ricardo e o Faria passaram a viagem a cantar ao desafio e a mamar do garrafão do vinho: enquanto um cantava, o outro mamava. O Saleiro conduzia o pão-de-forma, o Rocha enfardava rissóis directamente do Tupperware, a Iva e o Pedra jogavam à sardinha, o Amândio automotivava-se falando sozinho, a Sónia fazia um gorro em malha para o Jérôme – muito frio apanha aquela careca – e os restantes mostravam o rabo aos transeuntes. Sinto a mística do Viana-Trail a apoderar-se de mim como uma doença contagiosa. Só não gostei da segregação de género imposta pelo Presidente, com as mulheres na parte da frente do autocarro e os homens escorraçados para a parte de trás. “Temos de poupar energia para a prova”, dizia ele. Ao menos deu o exemplo, já que a sua cara-metade fez a viagem toda na bagageira.

 

Uma vez em Óbidos, tirámos uma foto em grupo na barraca da Prozis. Só espero que a Sopa da Mamã não me retire o patrocínio por causa desta brincadeira. Levantámos depois os dorsais, jantámos tranquilos apesar da companhia do Capela e do Pinho, regressámos ao autocarro e ainda faltava uma hora para o tiro de partida quando nos começámos a equipar. A etiqueta dá preferência às mulheres, mas desta vez foram os homens que se equiparam primeiro. Para deleite de um grupo de idosas, cujo autocarro se encontrava estacionado ao lado do nosso, as velhas babavam-se violentamente (embaciando os vidros da viatura) e fartavam-se de tirar fotografias. O Faria, como seria de esperar, ainda lhes conseguiu sacar três números de telefone. Sem surpresa, eram números fixos.

 

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Há 2 tipos de pessoas a evitar nas partidas: (1) os velhos que ainda pensam que são novos e (2) os atletas de ginásio artilhados com tecnologia-de-ponta dos dedos dos pés à ponta dos cabelos. Estas duas espécies de gente fazem de tudo para partir à frente dos outros: cagaram de alto para o briefing do mestre Serrazina, empurraram-se, acotovelaram-se e logo se arrebanharam nas escadas de acesso ao local da partida. E para quê? Será que acreditam, mesmo, que são os 10 segundos que ganham no arranque que farão a diferença? Ou será que é só mesmo para aparecer na fotografia? Se este for o caso, é uma pena, pois os que fazem questão de partir à frente são justamente os mais feios – e as fotografias ficam estragadas.

 

Fernanda Verde foi atacada por um exibicionista à passagem pela Lagoa. O energúmeno baixou as calças à passagem da vencedora do UTNLO, insultou-a e exibiu-lhe o instrumento. A atleta do Desnível Positivo afirmou aos microfones do TopMáquina que “Era noite, ia sozinha e fiquei muito assustada quando lhe vi a pila.” A Fernanda que me desculpe, mas eu não acredito nela. Não acredito que ela lhe viu a pila porque todos sabemos que este tipo de energúmenos têm uma pila muito pequenina. Com estes tipos funciona a lei da compensação: muita bazofia e uma pilinha muito pequenininha. De dia e com uma lupa ainda “vá lá que não vá". Agora, de noite? Não acredito.

 

exibicionismo-entre-as-principais-fantasias-dos-ho

 

Alguns atletas foram barrados no abastecimento dos 39km por lá terem chegado fora do tempo limite estipulado pela Organização. Ser-se barrado costuma implicar a desclassificação. Não em Óbidos. Barrado em Óbidos implica ser-se barrado com chocolate e sofrer a humilhação de ir nessa triste figura até à meta. O chocolate utilizado foi o que sobrou do 13.º Festival Internacional de Chocolate de Óbidos, realizado no passado dia 16 de Abril.

 

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Os sortudos que bateram o limite de tempo (e chegaram limpinhos ao Castelo) não se ficaram porém a rir. Na subida para o Castelo foram todos brindados com um fosso de merda. Testemunhas oculares afirmam que o Délio Ferreira mergulhou de cabeça no fosso e perdeu o terceiro lugar em resultado da queda. O atleta que com ele estava a disputar o pódio ganhou forças sobre-humanas e fugiu dele só para não levar com o cheiro.

 

Muitos facebookianos queixaram-se que Óbidos não era ao jeito deles porque era uma prova muito rolante. É a primeira vez que ouço atletas queixarem-se por uma prova ser mais fácil do que eles pensavam. Tenho a impressão de que estes queixosos são os mesmos queixosos que se queixam das provas muito técnicas e com muito desnível – porque do que eles gostam mesmo é de correr. O problema não está nas provas; está na cultura do queixume.

 

Citado pela Eurosport, Ricardo Silva afirmou que “Estas provas para o Hélder são como limpar o rabinho a um bebé”. Ó Ricardo, desculpa lá, mas esta metáfora é estúpida. Mas quem disse que é fácil limpar o rabo a um bebé? Não estou a ver muitos homens a dizerem: “Maria, vai tu levar o lixo enquanto eu limpo o rabinho à Tânia Marisa”. O Ricardo é um grande atleta, mas é muito fraquinho a empregar figuras de estilo.

 

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[Continuando na temática do rabinho:] Como é do conhecimento público, fiquei com o rabinho assado no UTNLO. Já sei o que vocês estão a pensar: o exibicionista apanhou-te na Lagoa e esgaçou-te o rabinho todo. Não, foi mesmo caganeira. Das antigas. De esguicho. O Rocha viu-me a defecar e pode confirmar. Nesse sentido, venho por este meio solicitar o vosso input: qual dos seguintes produtos vos parece o mais indicado para reparar os danos sofridos pelo meu rabinho?

 

a) Halibut (a escolha clássica)

b) Tabasco (dizem que o picante desinfecta, não é?)

c) Ice Power (ao menos refresca)

d) Maionese (yammi!)

e) Folhas de Eucalipto prensadas (é mais suave que o Ice Power e também refresca)

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