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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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Rescaldo Dura Trail 2016

por Pedro Caprichoso, em 14.10.16

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Uns queixaram-se dos estradões, outros dos 6k a mais (59k) em relação ao anunciado (53k), outros da ausência de sandes de javali nos abastecimentos, outros do seu horóscopo, outros da humidade relativa, outros da conjuntura. Eu só me queixo de não me lembrar de desculpas tão boas para justificar os meus maus resultados. Esperem lá. Alto e pára o baile! Afinal tenho uma razão de queixa: queixo-me do facto da Organização do DUT—Dura Trail não ter tido os colhões necessários para desclassificar a equipa Satecnosol. Sim, colhões. Sim, desclassificar. Sim, Satecnosol. Passo a explicar: o Dura Trail contava com uma partida simbólica antes da qual era efectuado o controlo zero. Os atletas seguiam depois a ritmo “caminheiro” até um segundo pórtico localizado a 1,3k do primeiro, onde foi dada a partida oficial. Acontece que os atletas da Satecnosol estavam atrasados e não chegaram a tempo da partida simbólica. Estacionaram o carro e encaminharam-se directamente para o local da partida oficial. Ou seja, fizeram menos 1,3k do que os seus adversários.

 

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Eles pediram-me desculpa de joelhos, mas eu estou a marimbar-me para as desculpas. Dizem que não dormiram nada porque dois gatos andaram a noite toda à porrada à frente da Residencial onde a equipa ficou hospedada. Segundo eles, tal fê-los acordar tarde e chegar atrasados à partida. É mentira. Não eram gatos. A origem dos gemidos era outra. Fui ao local e li num cartaz que a Maria Leal havia nessa noite actuado no estabelecimento nocturno localizado nas traseiras da Residencial. A felina da Maria Leal é o bode, perdão, a cabra expiatória da primeira desculpa. A segunda é a “banheta”. Não sabem o que é uma banheta? Segundo o Bruno Coelho, “banheta” é uma punheta batida na banheira. Aparentemente, a banheta é uma técnica de aquecimento usada pela Satecnosol de maneira a começarem as provas mais “soltinhos”. Sei que não vou conseguir a sua desclassificação, mas não faz mal. Já me contento com a divulgação dos seus segredos. É assim que eu me vingo.

 

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O Mr. Olimpo está fortíssimo. Isto pode parecer publicidade gratuita às barras que patrocinam a EDV-Viana Trail, mas não é. Acreditem. Palavra de TopMáquina. Ele está mesmo fortíssimo. Não sei o que ele anda a meter nas barras, mas de certeza que as barras que ele come não são iguais às barras que ele vende. Mangustão? Cogumelo do tempo? Pau-de-cabinda? Calcitrin? Alguma coisa é. De outra forma não se percebe como é que eu, um atleta de tesão, só apanhei o Mr. Olimpo por volta do k25. Não confundir “tesão” com “eleição”. É certo que eu estava um bocadinho chamuscado do GTSA e o meu horóscopo apresentava-se desfavorável, mas nada justifica a ratada que ele me deu na primeira metade do DUT. O homem está a trepar melhor do que uma ninfomaníaca brasileira. Seja como for, foi coisa de pouca dura. Vi-o na peugada do Luís Malheiro (7.º no GTSA, 10.º nos Abutres, 9.º no Piodão) e pensei: deixa-o ir que ele vai levar com a marreta não tarda nada. Dito e feito. Foi um fogacho. Fogo-de-vista. Posto isto, a pergunta que se impõe é a seguinte: de que vale meter viagra nas barras se não se consegue satisfazer a ninfomaníaca brasileira? É uma questão que deixo à vossa consideração.

 

Vocês não são as únicas pessoas a acharem que eu sou um mestre na arte da estratégia de corrida. Eu acho o mesmo. Exemplo: na última contagem de montanha do dia, ali por volta do k40, tínhamos de subir e voltar a descer pelo mesmo trilho. Os atletas mais rápidos desciam e os mais lentos subiam, cruzando-se assim uns pelos outros. Tirando partido dessa situação, eu aproveitava para mentir aos adversários que seguiam na minha peugada de maneira a desmoralizá-los. Ao passar por eles, informava-os de que faltavam menos metros do que aqueles que faltavam na realidade. Se ainda faltassem 1.000m, dizia-lhes que só faltavam 500m. Se ainda faltassem 1.500m, dizia-lhe que só faltavam 600m. E assim sucessivamente. Tudo para desmoralizá-los. Aprendam que eu não Duro (Trail) para sempre.

 

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Aproveitámos a proximidade da meta ao rio Sado para molhar as pernas depois da prova. A água fria salgada faz milagres e o empeno quase que desapareceu por magia. Senti-me como novo. As pernas agradeceram o miminho, mas o nariz nem por isso. Tive o azar de me encostar aos elementos do Arrábida Trail Team e só via bolhas de ar a sair da água. Ar não: metano de javali. O que me valeu é que eu fumo e tinha um isqueiro no bolso dos calções. Houve quem achasse que a Secil—Outão estava a arder e chamou os bombeiros. A cimenteira não ardeu, mas os contentores estavam alagados e os soldados da paz podê-los-iam ter evacuado. Parece que houve quem cometeu o erro de almoçar antes de tomar banho. Meteram as pernas de molho no rio, almoçaram e só então tomaram banho. Digo isto porque nos chuveiros das casas-de-banho portáteis só se via (e cheirava) massada de peixe vomitada.

 

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Minutos antes de abandonar a fofinha cidade de Setúbal, tomei conhecimento de que a equipa Satecnosol e a equipa Dr.Merino/Nutrifit haviam combinado passar a noite na capital do rodízio-de-peixe de maneira a juntos comemorarem o pódio por equipas que ambas lograram no DUT. Os Sonasóis ficaram em 1.º e os Merinos em 3.º. Segundo testemunhas no local, a celebração incluiu música, jogatana (strip-poker) e churrasco regado com bebidas altamente alcoolizantes. Diga outra vez? Alccolizantes. Pouca-vergonha! É o que é. É vergonhoso que duas das melhores equipas do Trail Nacional se comportem desta maneira. Fazerem uma festa às escondidas e não convidarem os actuais Campeões em título é inqualificável. A ATRP tem de meter a mão nisto… e depressa. É este o exemplo que queremos dar aos nossos jovens? Sabe Deus o que o Romeu Gouveia fará com exemplos destes.

 

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