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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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Rescaldo Trail de Afife 2015

por Pedro Caprichoso, em 03.11.15

Soube que este evento desportivo iria ficar para a história assim que vi 2 atletas à partida dos 26k com sapatilhas Skechers de Estrada. As minhas orações vão para as famílias destes atletas. Espero que tenham sobrevivido.

 

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A primeira edição do Trail de Afife ficará para sempre marcada na minha memória (e no meu corpinho) por uma queda aparatosa à passagem do km 20. Caí no chão – quem diria? – esfolei um joelho e dei um mau-jeito ao pulso esquerdo. Parece pouco. Acontece que a esquerda é precisamente a mão com a qual eu esgaço o pessegueiro. Tudo o resto é com a mão direita, mas sou canhoto quando chega o momento de fazer a coisa mais importante na vida de um homem: dar uma berlaitada em solitário. Alguém me consegue indicar uma pessoa do sexo feminino que me consiga ajudar neste momento difícil? Não sou esquisito: tanto pode ser uma gaja boa como uma gaja moderadamente boa.

 

Como seria de esperar, Jérôme Rodrigues foi a vedeta maior do Trail de Afife. O atleta do Viana-Trail é conhecido pelas suas performances extraordinárias e provou, novamente, em Afife, a razão pela qual é um atleta do outro mundo. Literalmente. O tipo é, com efeito, sem margem para dúvidas, extraterrestre. Provas? Ora bem, estudem a imagem abaixo publicada e digam-me o que vêem? Uma dica: mãos. São desproporcionalmente gigantes, não são? São muito esquisitas, tanto mais que eu não reparei nelas enquanto ele me esfregava as costas no duche. Talvez por que ele mas estava esfregar tão bem! Importa esclarecer que ele, o Faria e o Artur Matos só me esfregaram as costas por que eu me encontrava debilitado ao nível dos membros superiores no seguimento da queda supramencionada. Se duas mãos esfregam melhor do que uma, imaginem seis.

 

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A publicidade diz-nos que “quando estás com fome transformas-te numa diva”. E o Jérôme não é excepção. «Ó Bizarro, olha que a seguir sou eu!», gritava ele das bancadas em direcção ao seu Fisioterapeuta, que em baixo dava prioridade aos atletas do sexo feminino. O E.T. havia perdido a sua senha de almoço e o Faria havia-lhe dado apenas uma trinca da sua bifana. Apenas uma. «Esta semana só recorri trinta e sete vezes aos teus serviços e já estou com saudades das tuas mãos de macho latino», rematou ele aos gritos no exacto momento em que a música de Loja da Zara (que ecoava no Gimnodesportivo) parou de repente. Todos quedaram-se paralisados e rodaram a cabeça na direcção dele, inclusive as crianças que do lado oposto brincavam num insuflável. Que vergonha! “Tu não és tu quando estás com fome.”

 

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Após este “piripaque” momentâneo, três colegas de equipa conseguiram imobilizá-lo e o Presidente do Viana-Trail enfiou-lhe 5 Snickers pela goela abaixo. Saiu-lhes o tiro pela culatra. O Jérôme está habituado às barras Olimpo e os Snickers provocaram-lhe uma reacção alérgica. É o mesmo que dar metadona a uma viciado em heroína. O composto activo é o mesmo, mas não é a mesma coisa. O desgraçado parecia um Pitbull com raiva a espumar da boca. Não espantou, por isso, que este tentasse dar um pézinho de Kizomba no pódio. O Ricardo, infelizmente, não estava para aí virado. É pena. Teríamos todos a ganhar com uma Kizombada no pódio do I Trail de Afife. Ganhavam os atletas, ganhava o Kizomba e ganhava o público em geral.

 

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Este vosso mui estimado cronista ingressou nas fileiras do Viana-Trail a meio da época e já não havia equipamentos à homem para lhe dar. Só equipamentos de gaja. Acontece que ganhei 2 provas de aldeia desde que comecei a correr com roupa de mulher e os meus colegas agora dizem, no gozo, que na próxima época vão seguir o meu exemplo. Que piadinha! Para vossa informação, isso de correr com camisola de gaja não afecta em nada a minha masculinidade. Em boa verdade, até gosto do corte. Por outro lado, constatar que sou o único gajo do Trail Nacional que não rapa os pêlos da pila, isso já me deixa um pouco angustiado. Os meus pêlos púbicos são como o cabelo do Sansão. Se os cortar, perco a força! Não percebo o que se passa com os jovens de hoje em dia. Que moda é essa de deixar crescer a pelugem facial e rapar a tomateira? Por um lado são lumbersexuais; por outro parecem actores porno. Cá para mim é tudo uma questão de insegurança. Só rapam porque rapado parece maior.

 

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O tamanho do vosso tufo é-me esteticamente indiferente. O que impressiona, de facto, é a carga de trabalhos que dá manter a tomateira depilada. Os pêlos púbicos, em termos de consistência, estão entre a barba e o cabelo – e aquilo pica que se farta passado 3 dias. É o equivalente a ter barba de 3 dias ao nível das partes baixas. Ou seja, um tipo tem de andar sempre a roçar o matagal para se manter minimamente confortável – e eu não tenho tempo para isso. O meu tempo livre é usado para desenvolver actividades mais úteis para a sociedade, como seja fazer um álbum com as boazudas do Trail Nacional e classificá-las numa escala de 1 a 10.

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