Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

Os Mercenários do Trail

por Pedro Caprichoso, em 24.06.18

os-mercenarios-3-1.jpg

 

Não vejo qualquer problema em apoiar uma loja de desporto num mês e apoiar outra loja de deporto no mês seguinte. Todos sabemos que o calçado não é igual em todas as lojas. Há lojas que tratam bem as sapatilhas e há lojas que tratam mal as sapatilhas: há lojas que deixam as sapatilhas expostas na montra ao sol no pico do verão; há lojas que armazenam as sapatilhas em locais que não respeitam as condições de temperatura e humidade definidas pela SPS—Sociedade Protectora das Sapatilhas; há lojas que poupam na naftalina e recolocam as sapatilhas nas caixas com o chulé dos clientes depois de estes as experimentarem. Por estas e por outras é que eu uma vez comprei umas salomão lab ultra speed racer 8 queimadas pelo sol, cheias de pintas de bolor e com o aroma de 3 tipos de chulés diferentes. Não tem jeito nenhum comprar umas sapatilhas novas e elas virem com uma mistela de cheiro cigano, chinês e moçambicano.

 

Também não aponto o dedo a quem promove marcas de alimentação saudável durante a semana e depois enfarda coca-cola, batatas-fritas e géis durante as provas como se não houvesse amanhã. As barras vegan são boas? São, mas “não puxam carroça”. Não puxam. As barras sem glúten são um mimo enquanto snack? São, mas empapam na boca ao k80 do UTSF e para descerem só com meio litro de Alvarinho. Fresquinho. A melancia hidrata e é docinha? É, claro que é, mas basta que o @veganpower56 aviste o homem da marreta ao k40 do GTSA para que do bolso prontamente saltem 2 géis com açúcar e cafeína suficiente para acordar um morto. Um morto.

 

Também não sou capaz de censurar quem glorifica uma marca de calçado num dia e glorifica outra marca de calçado no dia seguinte. As pessoas mudam de opinião como quem muda de roupa interior e devemos ser solidários com essa circunstância. A Aziques pode ser muito boa durante a semana como sapatilha de trabalho, mas ninguém bate a Salomão em termos de status no âmbito das provas e convívios de fim-de-semana e dias santos. A Adipas alia a engenharia alemã e a elegância francesa, mas quem pode condenar um atleta minorca por abandonar a marca das 3 listas, calçar umas Hókas Um-Um e sentir-se mais alto, mais belo e mais formoso? A A Desportiva é uma marca italiana com provas dadas, mas muitas foram as vítimas da moda que compraram umas Mike—daquelas que se vendem na SportZone—depois do Zé Miller ter vencido o MIUT.

 

De igual forma, também não levanto a voz contra os oportunistas que saltam de equipa em equipa pondo os seus interesses à frente dos interesses da equipa. É perfeitamente natural que. Que.

EDV-Viana Sky

por Pedro Caprichoso, em 11.06.18

Capture.JPG

 

Segundo as nossas fontes, que andam enroladas na cama com a metade bonita da cantera da EDV-Viana Trail, a equipa de Viana do Castelo prepara-se para alterar o seu nome para EDV-Viana Sky. Confrontada com a revelação, Fernanda Verde não se descoseu e, de forma enigmática, afirmou que “Nem o sky é o limite”.

 

Ao contrário do que muitos poderão pensar, tal alteração não tem rigorosamente nada a ver com a jihad lançada pela equipa tetra-campeã nacional contra a ATRP—Associação de Trail do Rui Pinho no sentido de abandonar o Trail [do Rui Pinho] e passar a dedicar-se ao Sky Running da FCMP—Federação de Campismo e Mochilismo a Pé. Antes acontece que o presidente aurinegro conseguiu assegurar um dos maiores patrocinadores de sempre no universo do desporto nacional. Refiro-me, como já perceberam, ao conglomerado da comunicação social que dá pelo nome de Sky News.

 

Os valores do contrato ainda estão nos segredos dos Deuses, mas já sabemos que uma das cláusulas pressupõe, justamente, a altercação do nome da equipa. Dada a experiência da Sky no ciclismo, no qual as equipas sustentam o nome dos seus patrocinadores, tudo indica que a EDV-Viana Sky nascerá na tradição de equipas históricas como a Paredes—Rota dos Móveis, Sicasal—Acral, Recer—Boavista e Porta da Ravessa. Uma fonte anónima—a mesma que anda a comer o Jerôme Rodrigues ao fim-de-semana e dias santos—revelou que o contrato também prevê o fornecimento de 10.000 lotes por ano de remédio para a asma. Além disso, já andam por aí uns rumores de que o Chris Froome será o padrinho da próxima edição do Ultra Sky de Cerveira.

 

Falando um bocadinho mais a brincar, a nossa ética e integridade profissional obriga-nos a declarar que a redacção do TopMáquina está do lado da ATRP. Rejubilamos com o alargamento dos Circuitos Nacionais a mil, seiscentas e setenta e nove provas; rejubilamos com a atribuição dos títulos de Campeões Nacionais numa só prova; e brindamos ao facto de doravante se ter criado a figura do friend-card, perdão, wild-card. A primeira medida possibilita que todos os associados da ATRP tenham a possibilidade de ganhar pelo menos uma prova dos Circuitos Nacionais, uma vez que a tendência vai no sentido de haver tantas provas quanto associados. A segunda elimina a pior qualidade que um atleta da Selecção Nacional pode ter: a regularidade. Se a prova do Campeonato do Mundo é disputada numa só prova, que serventia tem a regularidade? A última é auto-explicativa.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D