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TOP MÁQUINA

Eu faço Trail e sou uma Máquina. E isso é Top!

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O Primeiro Objectivo Da Época

por Pedro Caprichoso, em 15.09.16

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Só este ano já ganhei 8 medalhas de finisher em provas de Trail Running. Poderão brevemente apreciá-las no museu que estou actualmente a construir na cave de casa dos meus pais. Não vivo em casa dos meus pais porque não tenho recursos financeiros para ter habitação própria. Vivo em casa dos meus pais porque lá tenho cama, comida e roupa lavada. Não confundam as coisas. Não quero que os meus fãs pensem que eu não tenho onde cair morto. Eu tenho dinheiro. Gosto é muito dos cozinhados da minha mamã e da forma como ela passa a ferro os meus calções de compressão. O dinheiro estou a poupá-lo para ir fazendo o meu enxoval. Os meus patrocinadores pagam bem e já tenho 2 conjuntos de edredons, 6 pares de lençóis, 2 colchas e 6 naperons. Sonhei que vou conhecer a minha alma gémea numa prova em Barcelos. Chocarei contra ela numa curva mais apertada do UTAM—Ultra Trail Amigos da Montanha e será amor à primeira batida pela retaguarda.

 

Detesto gente presunçosa, mas adoro quando o presunçoso sou eu. Não posso com a bazófia dos outros, mas adoro a minha. A minha bazófia é muito boa. É a melhor. Passe a modéstia. Dito isto, tenho muito orgulho nas minhas 8 medalhas. Foram todas conquistadas, com muito suor e lágrimas, em provas dos Campeonatos Nacionais de Trail: 6 do Campeonato de Trail Ultra e 2 do Campeonato de Trail Ultra Endurance. Nenhuma em provas de aldeia. Não tenho nada contra as provas de aldeia. Só acho que o nível competitivo das provas de aldeia é insuficiente para fazer-me evoluir enquanto atleta semi-amador e ser-humano com sentimentos. Sim, eu conheço de trás-para-a-frente as “10 Dicas Para Seres Um Grande Atleta”. Sei que elevar o nosso estatuto de atleta passa por competir em provas de segunda linha. Nestas provas encontramos menos concorrência e a probabilidade de fazermos uma boa classificação aumenta exponencialmente. Sei que o ideal é participar nas primeiras edições de provas que se disputem no mesmo dia de provas consagradas. Sei isso tudo, mas ainda assim prefiro conquistar medalhas de elevado valor desportivo para posteriormente exibi-las no meu museu.

 

Este ano ainda não ganhei nenhuma prova. Podia tê-las vencido? Podia. Com as duas pernas às costas. Mas optei não fazê-lo. Passe a modéstia. Preferi fazê-las em preparação com vista ao meu primeiro objectivo do ano. Refiro-me, como já devem ter adivinhado, ao UTAM—a disputar no próximo dia 20 de Novembro. Objectivo: superar-me, ficar no Top69 e encontrar o amor da minha vida. Se as coisas correrem mal, não se admirem se o meu primeiro objectivo do ano passar a ser o 4.º Xmas Trail Run.

2 comentários

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    De Pedro Caprichoso a 16.09.2016 às 15:52

    – Eu não posso provar que deus existe nem que deus não existe. Portanto, para mim, a probabilidade de deus existir é de 50/50.

    – Então és agnóstico.

    – Sim.

    – Mas já reparaste que esse tipo de discurso apenas se aplica à religião.

    – Como assim?

    – Por exemplo: tu não vês ninguém dizer “eu não posso provar a existência ou a não existência do Abominável Homem das Neves. Por isso, a probabilidade dele existir é de 50/50”. Ninguém acredita que a probabilidade dele existir é de 50%.

    – Mas isso não é comparável: tu não podes comparar deus ao Abominável Homem das Neves.

    – Porque não?

    – Porque não é a mesma coisa.

    – Como é que não é a mesma coisa? Ter fé significa, por definição, acreditar em algo na ausência de provas – e isso aplica-se tanto a deus como ao Abominável Homem das Neves. Não há nenhuma prova que sugira a existência do Abominável Homem das Neves; assim como não há nenhuma prova que sugira a existência de deus. Se houvesse, então deixaria de se chamar fé e a religião deixaria de fazer sentido – pois acreditar em deus faria o mesmo sentido que acreditar na evolução das espécies.

    – Olha, o Benfica está a começar!
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