Depois de criticar o voo picado da águia Vitória no Estádio da Luz, um dos rituais mais famosos do mundo do futebol, o partido Pessoas Animais Natureza (PAN) declara-se agora contra a utilização de cães no Trail.
O representante do PAN, que surpreendeu nas eleições de 4 de Outubro com a eleição para a Assembleia da República pelo círculo de Lisboa, manifestou a posição do partido contra «a utilização de animais no desporto» e defende que este tipo de actividade não deveria de existir porque «afasta o animal do seu habitat».
«O PAN não se revê na presença de animais domésticos em eventos desportivos, pois estes são afastados do seu ambiente natural e ficam impedidos de expressar o seu comportamento natural e de interagir com outros animais que integram o seu próprio ecossistema», explicou o deputado André Santos em entrevista ao JN Running, referindo-se em concreto à Missy TraiLab e ao treinador do Nuno Silva.
3 comentários
De José Ferreira a 07.11.2015 às 09:40
E ainda há pessoas que "não votam por princípio" e depois vêm opinar cheios de razão a falar sobre ironia e preguiça... está certo camarada, está certo.............
Nunca votei, não porque não me identifico com nenhum partido – embora isso também seja verdade – mas porque não acredito no sistema partidário em que se baseia a nossa chamada “democracia”.
“Então por que é que não votas em branco?”, perguntam-me. E eu respondo: porque votar em branco significa que não me identifico com nenhum partido mas que concordo com o “sistema” por achar que o meu voto conta para alguma coisa. E é aqui que está o busílis da questão: é que eu acho, com o sistema partidário que temos, que o meu voto não conta para nada.
O sistema partidário quer-nos fazer crer que o povo tem poder de escolha. Treta! Não se esquecem disto: antes de votarem, há muito que a escolha foi feita. A escolha é feita quando os partidos elaboram as listas eleitorais – e quem é que vocês pensam que eles colocam nessas listas? Os que mais farão para defender os vossos interesses ou os que mais farão para defender os seus próprios interesses e os interesses do seu partido?
O nosso poder de escolha restringe-se, assim, à escolha entre os mafiosos e os muito mafiosos. No fundo, é o mesmo que sermos confrontados com um ladrão e ele perguntar-nos, muito educadamente, se temos preferência pela forma como queremos ser roubados. Ou seja: há ladrões bonzinhos, ladrões mauzinhos e diferentes formas de roubar. Mas uma coisa é certa: ser-se roubado é sempre mau, seja de que forma for.
O único poder de escolha que temos é quando vamos ao supermercado e escolhemos entre Pepsi e Coca-Cola, entre Colgate e Pepsodent, entre Durex e Control. O resto é propaganda.
Só considerarei votar no momento em que as listas partidárias forem abolidas e o povo tiver a possibilidade de escolher directamente os seus representantes. Os círculos uninominais não são a solução perfeita, mas já seria um começo. Até lá, não contem comigo.
Até lá, como se estivesse numa alegoria do Saramago, sonho com o dia em que numas eleições a abstenção atinja os 100%. A verdadeira revolução começará nesse dia.